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Eva Wolf Heart

Arqueologia da Alma: Numerologia Arcana, Tarot, Tarot Karmico, Cura Xamânica, Viagens e Iniciações Xamânicas

Eva Wolf Heart

Arqueologia da Alma: Numerologia Arcana, Tarot, Tarot Karmico, Cura Xamânica, Viagens e Iniciações Xamânicas

Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.

Inscrição no Oráculo de Delfos

Dia 13 de Maio - Um dia muito especial para mim

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Vou usar esta tela virtual, como há muitos séculos usava o papiro, gravando cuidadosamente cada desenho, cada símbolo… hoje vou gravar a ouro estas letras.

Hoje é dia fazer balanço. Um balanço de 20 anos.

Se é muito ou pouco, se é positivo ou negativo, depende da perspectiva e da tal de Teoria da Relatividade.

Para mim, as coisas são o que são e só ganham perspectiva e importância se nos focarmos muito nisso. Portanto, isso não é o que mais importa aqui.

O que eu celebro hoje são 20 anos de trabalho árduo interior, de conquistar terreno dentro, de fazer brilhar o Sol interior todos os dias, independentemente dos dias tempestuosos e do lado “feio” da vida.

Claro que tudo começou muito antes, mas há sempre uma data que serve de marco entre duas fases ou ciclos das nossas vidas.

No meu caso, esse dia foi a 13 de Maio de 2002 - o dia em que oficialmente me desvinculei do sistema para não mais voltar. Era mais um dia de celebração do aparecimento de Nossa Senhora aos Pastorinhos e para mim, naquela época, essa era toda a informação que tinha. Pouca ou muita, para mim foi “o” sinal de que algo estava prestes a mudar para sempre e a minha intuição estava certa!

Aquele foi o dia em que troquei o "certo" pelo “incerto". Um dia de lágrimas abundantes, mas de alívio interior, de aligeirar a carga, que na altura já se tornara demasiado pesada para mim, que aos 33 anos já tinha vivido experiências bem marcantes e assustadoras, as quais lá atrás, aos 26 anos, já me tinham apontado o caminho de forma bem directa e bem clara.

Um dia que traçava com rigor esse caminho que estava destinado para mim - um apelo que chegava desde dentro da minha alma, mas que eu mesma evitava (por razões diversas, mas que hoje estão bem claras e com as quais estou em paz).

Era difícil para a Eva de então trocar uma vida onde tudo parecia seguro, por uma vida de entrega a um propósito indeterminado. Eu nunca duvidei daquilo que iria acontecer, mas não fazia ideia da montanha que tinha à minha frente. E é preciso subir a montanha.

Cada um de nós tem a sua própria montanha e instrumentos precisos para a escalar. Porém, antes de dar início à escalada, é preciso conhecer os instrumentos.

Sim, demora. Faz parte do objectivo. E se estas palavras puderem servir de inspiração ou de alimento a quem está neste momento a iniciar a subida, digo que não vale a pena perderem tempo com ansiedade, porque o processo não se torna mais rápido ou curto por isso, por vezes até o torna mais lento e mais longo; também é escusado entrar em competição com alguém, porque não se trata de ser o primeiro a atingir o cume da montanha; muito menos é importante levar muita bagagem, porque é demasiado pesada para quem se prepara para subir – mas se mesmo assim insistirem, descobrirão rapidamente, que a maioria das mochilas, malas e sacos se irão perder pelo caminho, cairão ravina abaixo, e muitos dos vossos pertences, ficaram inoperacionais para sempre.

Com o tempo aprenderão como é mágico estar leve, sem pressa, sem ter que chegar a lado nenhum, mas ainda assim ir chegando a todo o lado. Ao lado de dentro da nossa montanha particular.

Nesta escalada, montanha acima, muitos dias foram duros. Para dizer a verdade, os dias duros venceram os dias leves em muitas bolas a zero.

Mas a leveza, a clareza, a alegria, o entendimento e percepção que vão contagiando os meus dias, valem por todas as dores, lágrimas e desafios que a vida me tem oferecido.

Estou muito mais crescida, mais radiante, mais feliz e mais liberta para ser eu mesma.

É um processo de escavação (não me considerasse eu uma arqueóloga da alma) e como em qualquer local de escavação encontramos dureza, dificuldades, impedimentos, contrariedades, ficamos frente a frente com a rudeza dos elementos.

Ora um bom arqueólogo jamais desiste, não cruza os braços, não vira as costas ao jogo, não dorme, pelo contrário, deleita-se, deambulando pelas madrugadas frias, buscando soluções para os seus enigmas e mistérios até que consiga desvendá-los.

Tudo está por desvendar, até que ousamos entrar dentro da caverna, munidos apenas da nossa pequena lanterna de bolso ou de uma simples caixa de fósforos (mais ou menos o equivalente à luz ainda trémula da nossa essência, quando se atreve a dar os primeiros passos no trilho que ainda não é caminho, mas sim a antecipação daquilo que virá a ser Caminho.

Quando olho para trás vejo tantas Evas, em tantas circunstâncias, em tantos enredos, em diferentes cenários e vejo-a agir, reagir, fazer, refazer, começar, recomeçar... mas nunca a vejo desistir. Nisso ela é coerente.

Vejo a sua ingenuidade em muitas situações, vejo-a aprender com os erros, vejo-a entristecer-se, diminuir e cair, para tentar entender o que se passa dentro dela e à sua volta. Depois volto a vê-la levantar-se, sacudindo o pó da estrada que se agarrou às suas vestes, vejo-a crescer, iluminar-se e seguir em frente com mais e mais amor dentro do seu peito. Há momentos em que ela não consegue sustê-lo e simplesmente essa energia se derrama e alastra, contagiando quem se quiser contagiar.

É criticada por isso, muitas vezes, mas parece que ela conseguiu uma certa imunidade para essas críticas tontas, pois só quem já provou o néctar dos deuses consegue entender esta linguagem. E quem não a entende, não é por falta de inteligência ou capacidade de aprendizagem, é antes por falta de oportunidade.

É por isso que eu entendo de pessoas.

Assim, hoje celebro o momento doloroso do passado, celebro as pessoas que me tornaram a vida num “inferno”, que me fizeram chorar de raiva, de dor e tristeza, porque graças a elas eu fui escalar a minha montanha, eu perdoei o que tinha de ser perdoado em mim, eu fui preparando um terreno que talvez agora esteja nutrido ao ponto de lá crescerem as mais frondosas árvores, de por lá correrem águas cristalinas e de por lá brilharem magníficos sóis e cintilantes estrelas.

Hoje, eu posso abençoar cada pessoa que me fez sofrer, ou melhor, cada pessoa que espelhou em mim uma parte do meu sofrimento, da minha dor, da minha tristeza. Foi através dessas sucessivas tomadas de consciência que fiquei com uma ideia mais clara sobre a minha própria sombra.

Se já atingi o cume da minha montanha? Não, sinto que não. Mas sei que estou num ponto muito alto, porque posso abranger uma paisagem assombrosa e ver uma grande fotografia, como um todo, e ao mesmo tempo, sempre que preciso de ver algo em particular, aponto o zoom para lá e vejo com nitidez partes desse imenso quadro onde nos inserimos.

Se estou longe, se estou perto, não sei, não me questiono sobre isso, porque de momento isso não é importante para mim, nem ocupa a minha vida. Apenas sei que o caminho aponta para cima, sem nunca perder o contacto com o meu chão, com esta terra sagrada onde tento pisar com suavidade e reverência.

Talvez os próximos 20 anos sejam dedicados a outros fins, mas que eu possa voltar a gravar a letras de ouro, num outro pedaço de papiro, mais um parágrafo desta poderosa experiência de se ser humano.

Por hoje é dia de celebrar a deusa em mim, honrando a minha luz e o meu propósito.
Hoje é dia de honrar Maria – Mãe e Todas as Mães – todas as Deusas, todo o Feminino, toda a Criação.

Hoje assino simplesmente Maria, meu belo e magnífico segundo nome.

 

Maria

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