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Eva Veigas

Consultas de Numerologia e Tarot * Autoconhecimento e expansão da consciência

Consultas de Numerologia e Tarot * Autoconhecimento e expansão da consciência

O Alfaiate e o Tesouro de Bresa

Magpayo.jpg

Imagem: Rachelle Magpayo

 

 

Conta-se que houve, outrora, na Babilónia - a famosa cidade dos Jardins Suspensos - um pobre e modesto Alfaiate, chamado Enedim. Homem inteligente e trabalhador, que, por suas boas qualidades e amor no coração, era muito querido no bairro em que morava. Enedim passava o dia inteiro, da manhã até a noite, cortando, costurando e preparando as roupas de seus numerosos fregueses, e, embora muito pobre, não perdia a esperança de vir a ser muito rico, senhor de muitos Palácios e grandes tesouros.

Como conquistar, porém, essa tão ambicionada riqueza? - pensava o mísero alfaiate, passando e
repassando a agulha grossa de seu ofício - Como descobrir um desses famosos tesouros que se acham escondidos na terra ou perdidos nas profundezas do mar? Ouvira contar, em palestra com estrangeiros vindos do Egipto, da Síria e da Grécia, histórias prodigiosas de aventureiros que haviam topado com cavernas imensas, cheias de ouro...
 
Grutas profundas crivadas de brilhantes... Caixas pesadíssimas a transbordar de pérolas. E não poderia ele, à semelhança desses aventureiros felizes, descobrir um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, de um momento
para o outro, o homem mais rico daquelas terras?
 
Ah! Se tal coisa acontecesse, ele seria, então, senhor de um imenso e magnífico palácio... Teria numerosos escravos e, todas as tardes, num grande carro de ouro, passearia, sobre as muralhas da Babilónia, cumprimentando amistosamente os príncipes ilustres da casa Real.

Assim meditava o bondoso Enedim, divagando por tão longínquas riquezas, quando lhe parou à porta da casa um velho mercador da Grécia, que vendia tapetes, imagens, pedras coloridas e uma infinidade de outros objectos extravagantes tão apreciados pelos Babilónios.
 
Por mera curiosidade, começou Enedim a examinar as bugigangas que o vendedor lhe oferecia, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, passando as mãos ásperas pelas barbas que lhe caiam sobre o peito, e custava apenas três dinares. Três dinares.

Era muito dinheiro para o pobre alfaiate. Para possuir um objeto tão curioso e raro, Enedim seria capaz de gastar até os dois últimos dinares que possuía.

- Está bem - concordou o mercador - fica-lhe o livro por dois dinares, mas esteja certo de que lhe foi de graça!

Afastou-se o vendedor e Enedim tratou, sem demora, de examinar cuidadosamente a preciosidade que havia adquirido. Qual não foi a sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda, escrita em complicados caracteres caldeus:
 
"O segredo do tesouro de Bresa". Por Deus! Aquele livro maravilhoso, cheio de mistério, ensinava, com certeza, onde se encontrava algum tesouro fabuloso! O TESOURO DE BRESA! Mas, que tesouro seria esse? Enedim recordava-se vagamente, de já ter ouvido qualquer referência a ele. Mas quando? Onde? E com o coração a bater descompassadamente, decifrou ainda: "O tesouro de Bresa, enterrado pelo génio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha a encontrá-lo".

Harbatol? Que montanhas seriam essas que encerravam todo o ouro fabuloso de um génio? E o
esforçado alfaiate, dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, e ver se atinava, custasse o que custasse, com o segredo de Bresa, para apoderar-se do tesouro imenso que o capricho de seu possuidor fizera enterrar nalguma gruta perdida entre as montanhas. As primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos.

Enedim foi obrigado a estudar os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialectos persas, o complicado idioma dos judeus.

Ao fim de três anos, deixava Enedim a antiga profissão de alfaiate, e passava a ser o intérprete do Rei, pois na cidade não havia quem soubesse tantos idiomas estrangeiros. O cargo de intérprete do Rei era bem rendoso. Ganhava Enedim, cem dinares por dia; ademais morava numa grande casa, tinha muitos criados e todos os nobres da corte o saudavam respeitosamente.

Não desistiu, porém, o esforçado Enedim, de descobrir o grande mistério de Bresa. Continuando a ler o livro encantado, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. E, a fim de ir compreendendo o que lia, foi obrigado a estudar Matemática com calculistas da cidade, tornando-se, ao cabo de pouco tempo, grande conhecedor das complicadas transformações aritméticas.
 
Graças a esses novos conhecimentos adquiridos, pode Enedim calcular, desenhar e construir uma grande ponte sobre o Eufrates; esse trabalho agradou tanto ao Rei, que o monarca resolveu nomear Enedim para exercer o cargo de Prefeito. O humilde alfaiate passava, assim, a ser um dos homens mais notáveis da cidade.
 
Activo e sempre empenhado em desvendar o segredo do tal livro, foi compelido a estudar profundamente as leis, os princípios religiosos de seu país e os do povo caldeu; com o auxilio desses novos conhecimentos, conseguiu Enedim dirimir uma velha pendência entre os doutores.

- É um grande homem o Enedim! - declarou o Rei quando soube do fato - Vou nomeá-lo Primeiro
Ministro.
 
E assim fez. Foi o nosso esforçado herói, ocupar o elevado cargo de Primeiro Ministro.

Vivia, então, num sumptuoso palácio, perto do jardim Real, tinha muitos criados e recebia visitas dos príncipes mais poderosos do mundo. Graças ao trabalho e ao grande saber de Enedim, o reino progrediu rapidamente e a cidade ficou repleta de estrangeiros; ergueram-se grandes palácios, várias estradas se construíram para ligar Babilónia às cidades vizinhas.
 
Enedim era o homem mais notável do seu tempo. Ganhava diariamente mais de mil moedas de ouro, e tinha em seu palácio de mármore e pedrarias, caixas cheias de jóias riquíssimas, e de pérolas de valor incalculável. Mas - coisa interessante! - Enedim não conhecia ainda o segredo do livro de Bresa, embora lhe tivesse lido e relido todas as páginas! Como poderia penetrar naquele mistério?

E um dia, cavaqueando com um venerando sacerdote, teve a ocasião de referir-se à incógnita que o atormentava. Riu-se o bom religioso, ao ouvir a ingénua confissão do grande vizir, e, afeito a decifrar os maiores enigmas da vida, assim falou:

- "O tesouro de Bresa já está em vosso poder, meu senhor. Graças ao livro misterioso é que adquiristes um grande saber, e esse saber vos proporcionou os invejáveis bens que já possuis". Bresa significa "saber".

Harbatol quer dizer "trabalho". Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros maiores do que os que se ocultam no seio da terra ou sob os abismos do mar!

Tinha razão o esclarecido sacerdote. Bresa, o génio, guarda realmente um tesouro valiosíssimo, que qualquer pessoa, esforçada e inteligente pode conseguir; essa riqueza prodigiosa não se acha, porém perdida no seio da terra nem nas profundezas dos mares; Encontrá-la-eis, sim, nos bons livros e na dedicação ao trabalho, que proporcionam saber e maravilhosos tesouros encantados às pessoas!

Autor Desconhecido

 

Honras e Bênçãos

A Todos os que vierem por Bem! Caminhemos lado a lado nesta jornada de autodescoberta, guiados pela Luz Divina. Tornemo-nos, a cada dia, mais e melhores humanos. Eva Veigas

Eva Veigas

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Filha das Estrelas

A Terra é o meu Lar. Mas eu venho das Estrelas. Sou mais antiga que a Terra. Mais antiga que a Lua e que o Sol. Viajei entre Galáxias. Visitei outros espaços. Outras dimensões. Trago na Alma. A Sabedoria dos Tempos. E de outros lugares. A Terra é o meu Lar. Mas eu venho das Estrelas © Eva Veigas

A Cura Começa em Ti

Se não sabes por onde começar... começa por ti mesmo! Cura a tua criança ferida e curarás a tua mãe e o teu pai, as tuas avós, os teus avôs e os teus antepassados todos - homens e mulheres que pisaram a Terra antes de ti, que viveram e lutaram, que riram e derramaram lágrimas, que caíram no sono da morte, mas que deixaram a semente para que tu possas estar aqui hoje. - Eva Veigas - Cascais, 18 Dezembro 2019

A Numerologia

A Numerologia é uma Arte. Um instrumento sagrado que o numerólogo usa com Arte, Conhecimento, Sabedoria, Intuição e Amor, para descodificar e traduzir esta linguagem simbólica, composta de signos (números e letras) numa linguagem acessível para todos. A Numerologia não julga, nem critica, ela levanta o véu que cobre a nossa ignorância, acerca de nós mesmos, para revelar a nossa essência mais pura.

O Tarot

O Tarot é uma ferramenta sagrada, riquíssima de simbolismo, onde estão representados Números, Cores, Figuras, Objetos, Elementos, Flores, Árvores, Animais... É composto por 78 cartas ou lâminas, comummente designadas por Arcanos, os quais se dividem em 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores. Os Arcanos Menores estão agrupados em conjuntos de 4 naipes, de 10 cartas numeradas de 1 (Ás) a 10, mais as respectivas Figuras da Corte (Pajem ou Valete, Cavaleiro, Rainha e Rei). Cada naipe corresponde a um campo ou esfera da vida humana: Paus (Fogo) - Esfera Espiritual; Copas (Água) - Esfera Emocional; Espadas (Ar) - Esfera Mental e Ouros (Terra) - Esfera Material.

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Ma'at

~ ~ ~ ~ "Destas penas de avestruz da Dupla Verdade, tão delicadas que o mais subtil hálito mental pode agitar, pendem através das correntes da Causa e do Efeito, os pratos ou esferas onde o Alpha (o primeiro) e o Ómega (o último) , se equilibram. Não é possível deixar cair um alfinete sem provocar uma reacção correspondente em cada estrela." ~ ~ ~ ~ A. Crowley, O Livro de Thoth

Regra de Ouro

Nenhum estudante jamais realizará qualquer progresso no desenvolvimento espiritual se saltar de um sistema a outro, utilizando ora algumas afirmações do Novo Pensamento, ora alguns exercícios de respiração a posturas meditativas da ioga, para prosseguir depois com algumas tentativas nos métodos místicos de oração. Cada um desses sistemas tem o seu valor, mas esse valor só é real se o sistema é praticado integralmente." Dion Fortune

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