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Eva Veigas

Eva Veigas

Qua | 12.12.18

Ano Universal 2019

Eva Veigas

2019.jpg

Imagem: Andreas Wagner

 

Regente 12:3 – Em busca do Essencial

 

 

O Amor não tem passado nem futuro. Realiza-se no momento, com a sua beleza imediata, como a chama. É assim que reforça e santifica toda a Criação. Aprende a viver o momento, e assim o teu medo desaparecerá e o momento tornar-se-á eterno. Não há outra eternidade.

 

Sabedoria Ameríndia

 

 

2019 é um ano universal regido pelo Número 12. Reduzindo este Número a um dígito obtemos o Número 3 que naturalmente corresponde ao terceiro ano do ciclo novenal que teve início em 2017 (ano1).

Assim, referir-me-ei a este ano, considerando a dinâmica 12:3.

 

Acerca do ano universal interessa lembrar que ele exerce a sua influência de modo geral, sobre aqueles que seguem o calendário oficial. Lembro que existem outros calendários e que nada é absoluto. Se considerássemos todas as variáveis na Numerologia, jamais conseguiríamos usar os seus princípios para ajudar e beneficiar os seres humanos, ou pelo menos aqueles que buscam nesta ferramenta mais uma fonte de inspiração e conhecimento.

 

Recordo ainda que são os anos pessoais (acerca dos quais falarei noutros artigos), aqueles que trazem a proposta pessoal e específica (conjugada com o ano universal), para cada um de nós, os quais deverão ser levados em consideração juntamente com outros elementos presentes no mapa numerológico.

 

Os primeiros dois dígitos do ano universal simbolizam a essência do século, que neste caso é representado pelo Número 2 (redução de 20), enquanto os últimos dois dígitos individualizam o ano dentro do século, representado pelo Número 1 (redução de 19).

 

Somando estes dois Números (2+1) obteremos o Número do Ano Universal que é, como já referi o Número 3.

 

No ano passado, e a propósito do ano 2018 (ano 2) escrevi: “Algo está para nascer… mas… o que será?”. Pois bem, o ano 3 representa esse mesmo nascimento: o fruto, o filho – algo nascerá em 2019 e é nesse nascimento que devemos depositar a nossa atenção. É desse filho que aprenderemos a cuidar. É esse filho que abraçaremos e protegeremos, que nutriremos e acarinharemos ao longo dos dias.

 

Um ano 3 é um ano de celebração. Celebração da vida, do amor e da alegria. É tempo de celebrar o nascimento do filho, quer se trate de uma criança ou de um projecto que se construiu e que agora dará frutos.

 

É evidente, que não iremos passar o ano todo em festa e a perder tempo com coisas sem importância. A proposta do ano, e essa sim, não é fácil para muitas pessoas, é que mantenhamos um espírito alegre, de boa disposição, de sorriso fácil (dentro e fora de nós), que nos concentremos permanentemente em criar soluções para resolver os diversos problemas ou desafios que nos irão sendo colocados, um após outro, ao longo de 2019.

 

Por outro lado, é também o ano mais indicado para iniciar projectos, caso eles tenham ficado na gaveta em anos anteriores, já que a possibilidade de eles se tornarem apelativos e apreciados pelos outros, nunca será tão forte como quando estão sob a influência do 3 que é um número que rege a criatividade, a expressão, as comunicações, as ligações, os transportes, as grandes viagens e as pequenas deslocações, o meio social e colectivo, os conhecimentos, as amizades.

 

É desta forma um bom momento para se colocar a primeira pedra no “edifício” que pretendemos construir, dar o primeiro passo em direcção à manifestação dos nossos desejos e dos nossos sonhos. Porém, é aqui mesmo que reside o maior desafio de 2019.

 

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Imagem: Megan Hodges

 

O Grande Desafio de 2019.

 

  

- Dificuldade em materializar as intenções

 

Este aspecto é uma consequência de outras dificuldades ou desafios sentidos por quase todos nós.

Em primeiro lugar (embora a ordem destes aspectos possa ser completamente aleatória), muitos de nós perderam a capacidade de sonhar. É o sonho que comanda a vida. Sonhamos o sonho; adormecemos e despertamos dentro da trama com que se tecem os sonhos. Mas os homens e as mulheres, esses guerreiros e guerreiras feridos, cujas asas se recolheram e cujo coração endureceu, esqueceram-se do seu poder de sonhar; deixaram de alimentar os seus sonhos e tornaram-se estéreis e vazios.

 

O desejo de controlar tudo, a ambição desmedida, o apego ao dinheiro, aos luxos e a todo o tipo de prazeres, tornou o Homem escravo de si mesmo. Os seres humanos são escravos, e escravizam, e conseguem fazer tudo isto ao mesmo tempo.

Quanto maior é o seu desejo e ambição mais distante o Homem fica do seu centro de poder, o único que é real - o Amor que o une ao Todo e o enlaça nesta Teia gigantesca que é a Vida presente em toda a Criação.

 

A incapacidade de sonhar a Vida, atira o Homem para uma espécie de realidade paralela, onde não há escapatória possível do sofrimento e é precisamente aqui que ele pode escolher alimentar outro sonho, mas não acredita. Já não acredita. Crê apenas no sonho da morte e da desolação. Crê que está já demasiado longe e aguarda a vinda de alguém que o salve de si mesmo - um Salvador, um D. Sebastião… quando na verdade, está nas suas mãos, no seu coração, escolher voltar a sonhar e criar mundos de Amor e Glória Suprema.

 

O Homem perdeu a confiança em si mesmo, já não tem respeito ou amor-próprio, por isso, limita-se a projectar nos outros a sua dor, a sua frustração, a sua impotência. Passa o tempo a julgar-se, qual juiz tirânico e ameaçador e por isso julga prontamente os da sua espécie, castigando-os onde mais lhe dói. Sim, porque é a ele que dói, só que não possui suficiente distanciamento para ver, compreender e aceitar, que é a ele que cabe parar com este sonho de morte.

 

A esta falta de confiança, junta-se, obviamente uma ausência total de auto estima. Uma incapacidade de cumprir com a própria palavra, cooperando consigo mesmo, pois de alguma forma, sempre falha, já que para ele tudo se baseia na lógica e na razão. Sentir deixou de ser importante. Sentir é para os fracos e para os vulneráveis. Sentir é coisa de criança mimada.

 

As palavras, os pensamentos, as intenções, os desejos os sentimentos… tudo isso se perde no meio da lógica, tudo se esvai, tudo se dissolve, pois facilmente o Homem se trai, se dispersa, saltitando de pensamento em pensamento, de capricho em capricho, não se conseguindo fixar em nada. É por esta razão que é difícil manifestar o que se quer, porque na verdade, talvez não se queira tanto assim.

 

Há que ir mais longe e mais fundo, em busca da criança ferida, abandonada, que do âmago do nosso ser nos pede atenção, e, não sabendo fazer de outra forma, a todo o momento nos faz tropeçar em nós mesmos, ainda que aos nossos olhos seja mais fácil atribuir aos outros culpa e responsabilidade pelo desamor em que nos encontramos.

 

Resgatar esta criança, este ser misericordioso e compassivo, capaz de perdoar e de aprender com a experiência e que é ao mesmo tempo tão espontâneo e alegre, tão lúcido e tão feliz, porque se alegra com tudo o que é manifestação da Vida em si e ao seu redor, que se deleita com a beleza e com a graça que o envolve, é uma tarefa que exige trabalho, constância e compromisso para com o próprio.

 

Que seja realizada em amor e por amor, em leveza e alegria, tão nobre tarefa, pois só de mãos dadas com a tua criança interior poderás rasgar o pano ressequido, velho e estragado que te separa de ti mesmo. Brinca, respira, salta, não leves nada para o lado pessoal, deixa as ofensas de lado, aprende a dominar os teus pensamentos e a concentrar a tua energia para manifestares a tua Obra – a Obra da Tua Vida – Tu Mesmo!

 

 

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Imagem: Dyaa Eldin

 

O ano começa e termina numa terça-feira, o dia dedicado a Marte. O primeiro dia do ano chega com uma vibração 5 (01/01/2019 = 1+1+2+1+9 = 14 = 5) que prenuncia a continuação das mudanças profundas ao nível estrutural e material. Este plano material abrange as movimentações naturais do planeta (caso dos sismos), as estruturas das instituições votadas ao fracasso (pois elas já não têm qualquer sustentação; é uma questão de tempo até colapsarem completamente), e as estruturas internas dos seres humanos (que vão ganhando consciência de si), também colapsarão, para sua própria evolução (também eles terão de passar pelo Guardião do Portal da Morte, para que o processo de purificação pelo Fogo - a verdadeira transmutação, dê lugar a uma nova estrutura, um novo paradigma de consciência, uma nova forma de ser.

 

Boa Jornada

 

Eva Veigas

Numeróloga Transpessoal

 

 

 

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