Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Eva Veigas

Eva Veigas

Qua | 12.12.18

Ano Pessoal 4 em 2019

Eva Veigas

2019_4.jpg

Imagem: Ryan Everett

 

2019

 

Ano Pessoal 4

 

Quando escalas uma montanha, mantém-te harmoniosamente em consonância com o seu poder, com o seu espírito, e dá-lhe graças pela ajuda que ela te concede, pois o que te eleva ao cume é tanto a montanha como as pernas do teu corpo.

 

Sabedoria Ameríndia

 

 

Este Ano Pessoal* 4 pode ser resultado da redução dos Números 13 ou 22, conforme os casos.

 

Número 4 – Senhora da Terra, das Montanhas, das Rochas e das Pedras, Deusa das Realizações, Protectora dos Sustentadores da Terra.

 

Este ano pessoal serve aqueles que trazem consigo o propósito de melhorar, requalificar, construir e/ou organizar as suas vidas, ou, simplesmente, serve aqueles que sabem usar sabiamente o lado prático da vida.

 

O 4 é uma base sólida onde nos podemos movimentar sabendo que tudo o que fizermos em nome da Vida e do Respeito por todos os seres vivos será sustentado de forma inequívoca.

 

Portanto este ano é sem dúvida o ano das grandes concretizações e realizações tanto pessoais como profissionais.

 

Partindo de uma estrutura sólida e organizada será possível chegar aos objectivos traçados, desde que se mantenham no horizonte dois aspectos essenciais: o primeiro é cuidar dos detalhes. Qualquer pormenor negligenciado pode ser o suficiente para fazer desmoronar toda a nossa construção. O segundo aspecto é manter a fasquia, no que toca às expectativas e às intenções que criamos, num nível baixo, pois quanto maia alta é a fasquia que colocamos, mais difícil se torna alcançar a meta.

 

Temos um ditado popular que traduz bem esta ideia: ‘Ir com muita sede ao pote’! Quando queremos demasiado uma coisa empenhamo-nos (vivemos e respiramos) nessa ideia e isso pode tornar-se demasiado doentio e exagerado, pois deixaremos de apreciar o processo, a viagem, e tudo o que ela nos proporciona. Deixamos de nos envolver com a nossa própria vida, com a família, com os amigos e tornamo-nos rígidos nos nossos comportamentos que se tornam estranhos, agressivos, frios, distantes.

 

Ficando ausentes de tudo o que nos rodeia e na ânsia de querer atingir resultados rápidos, iremos cometer pequenos (ou grandes erros), os quais, certamente não veremos ou não quereremos ver de imediato, pois o pensamento tende a ficar embutido. Portanto, no final, e ainda que consigamos atingir os nossos objectivos, quase sempre iremos sentir o gosto amargo do desapontamento ou da frustração.

 

É precisamente aqui que a maioria das nossas intenções, outrora tão claras e precisas, são abandonadas.

 

Frustrados com os resultados catastróficos obtidos, perdemos a força e deixamos de persistir naquilo que sabemos que seria o melhor para nós. Porém, como não somos capazes de lidar com esta situação acabaremos por transformar os erros (aquilo que seria uma grande lição cheia de aprendizagens), em zanga, raiva, revolta, ansiedade, tristeza, etc.

 

Adoptamos o eterno e velho papel de vítima das circunstâncias o qual nos leva sempre a uma estrada sem saída, obrigando-nos a regressar pelo mesmo caminho, vezes e vezes sem conta.

 

Se, por outro lado, soubermos aprender com os nossos erros, então este é o ano indicado para nos reposicionarmos, nos reorganizarmos, de forma a levar o nosso barco a bom porto.

 

O Número 4, como regente deste ano pessoal, diz-nos que se formos persistentes e capazes de amadurecer as nossas ideias antes de as tentarmos colocar em prática, isto é, se seguirmos o guião previamente escrito, e executarmos bem uma tarefa de cada vez, seremos certamente bem-sucedidos no nosso propósito. Ainda que os nossos objectivos possam demorar um pouco mais do que o inicialmente previsto poderemos sentir o gosto da vitória e ainda o faremos, celebrando, alegremente acompanhados por aqueles que nos seguiram, apoiaram e possivelmente nos ajudaram a atingir a meta.

 

Um ano pessoal com estas características permite-nos avaliar a nossa condição, encarando e aceitando os nossos limites de modo a compreender se são passíveis de ser transcendidos ou não, para que novas escolhas possam ser feitas, adequando o corpo e a mente ao longo do caminho.

 

Este ajustamento deve-se ir fazendo para que não sejamos apanhados de surpresa e caso aconteça algo repentino, possamos estar preparados para lidar com esse facto, ou, pelo menos, receptivos à mudança, pois as mudanças são inevitáveis.

 

Este ano é tão impactante e importante que pode ser considerado um dos mais desafiantes deste ciclo, pois é nele que seremos testados ao nível da persistência, determinação, força interior, vigor, flexibilidade, autodisciplina.

 

Aqui estará em causa a nossa capacidade (ou falta dela) de responder a todos as questões delicadas e complexas trazidas pelo 4 que nos incita a escalar a montanha. Ele coloca-nos num patamar a partir do qual podemos ver o caminho percorrido. Sabemos que ainda falta uma parte essencial para atingir o topo da nossa montanha, mas desconhecemos os perigos e as armadilhas do que falta percorrer para lá chegar. E quando chegarmos o que encontraremos? Será que vale a pena continuar? Estaremos suficientemente preparados para escalar esta parte da montanha? E se cairmos? E se escorregarmos? Seremos capazes de aceitar essa realidade incontornável? Seremos capazes de juntar todas as nossas forças e prepararmo-nos para recomeçar a escalada?

 

Eva Veigas

Numeróloga Transpessoal