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Eva Veigas

Eva Veigas

Qua | 12.12.18

Ano Pessoal 2 em 2019

Eva Veigas

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Imagem: Frankie K.

2019

 

Ano Pessoal 2

 

Nunca permaneças demasiado tempo dentro de ti mesmo. Tu precisas do outro para poderes afirmar a tua fé na vida, comunicar o amor, agir no mundo dos homens. Estais todos no mesmo caminho, à procura do mesmo sol. Reconhece no outro, seja ele quem for, um irmão de aventuras, perdido, e que procura a luz.

 

Sabedoria Ameríndia

 

Este Ano Pessoal* 2 pode ser resultado da redução dos Números 11 ou 20, conforme os casos.

 

O Número 2 corresponde o princípio universal feminino. É a representação do passivo ou polaridade negativa, que pelo movimento criado pelo 1, gerou o 3.

 

Trata-se de um elemento que transporta ou carrega a semente do 1. É o Útero da Mãe onde o Filho é gerado, nutrido e protegido até ao momento do seu nascimento. São as Águas Primevas ou Primordiais – a Água da Vida. Água que dá Vida. Água que vivifica, que nutre, que purifica, que rejuvenesce.

 

Água cósmica onde são geradas as vidas de todos os seres da criação.

 

Um ano pessoal 2 representa assim a viagem ao domínio das águas internas. É um tempo de reflexão e de espera, pois este período corresponde a uma fase de germinação, de gestação, onde, aparentemente, nada acontece, pois tudo se passa dentro de um círculo sagrado, de uma gruta (oculta para a maior parte dos seres que vão vagueando alheados da realidade) que se revela apenas para uns poucos espíritos mais ligados com a sua própria natureza e com a natureza que os envolve.

 

Na realidade, por trás desta espécie de acalmia, de preparação para algo completamente novo e surpreendente (a vida apanha-nos sempre de surpresa) está um complexo e intricado jogo de forças que em total e profunda sinergia actuam sobre aspectos pouco visíveis e pouco palpáveis da nossa existência.

 

Não deve ser desperdiçado um ano desta natureza. Tampouco é um ano para permanecermos de braços cruzados à espera que tudo nos caia do céu, sem que tenhamos de fazer nada.

É um tempo de germinação, por isso devemos aprender com ele a germinar, a cuidar do nosso interior com muita paciência e zelo, cuidar do nosso bebé, da nossa criança interior, que necessita de amor, da nossa presença, dos nossos conhecimentos, da nossa perspicácia, do nosso entendimento acerca das coisas mundanas, do nosso empenho, da nossa paciência, do nosso saber fazer, da nossa capacidade de escutar e observar a nós mesmos.

 

Este pode ser um ano muitíssimo produtivo e enriquecedor, mas não é um ano que convide a andar muito depressa. Também não é um momento de grande exposição. Há uma necessidade de maior recatamento, de permanecer um pouco mais resguardado do mundo, não como forma de fuga, mas como meio de nos aproximarmos mais de nós mesmos.

 

Durante este ano devemos prestar bastante atenção à forma como nos ligamos ou desligamos dos outros. Os relacionamentos e as relações são o foco de um ano pessoal 2.

 

Quem sou eu numa relação? O que representa o outro para mim? O que sinto? O que é o que o outro agita em mim? O que me faz sentir? O que me faz permanecer numa relação e o que me faz afastar dela? Quando olho para fora de mim, para o outro, o quê ou quem, vejo ou observo? Será que vejo mesmo? Será que escuto? Será que me permito entrar em contacto profundo e sério com aquele ser? Será que me permito conhecê-lo? Será que deixo que me conheçam? Será que me envolvo e entrego na relação?

 

Estas reflexões, através de uma observação minuciosa, devolvem um quadro que nos poderá ser de grande utilidade, pois nele anotaremos muitas informações preciosas para usar em muitas situações presentes e futuras.

 

Um ano pessoal 2 é uma oportunidade para trabalhar pares de opostos, trazendo-os para uma nova realidade, a partir da qual é possível efectuar certas mudanças em nós. Mudanças que reflictam uma nova consciência, um novo estado de ser, de sentir e de agir.

 

As maiores dificuldades deste ano assentam, por um lado, numa falta de motivação para agir, por conta da falta de confiança que temos em nós e na nossa capacidade de abrir o coração, pois temos sempre aquele medo residual de sofrer, de não nos adaptarmos, de ficarmos desapontados e desiludidos com os outros; e por outro, numa espécie de incapacidade de materializar o que nos propomos.

 

Recordemos então dois aspectos simples da existência:

 

O primeiro refere que a ausência de confiança em nós está relacionada com uma baixa autoestima e que por sua vez revela um nível de amor-próprio muito fraquinho. O segundo lembra-nos, que para fazer acontecer e materializar o que pensamos, é necessário que ajamos em concordância com o que sentimos e dizemos, isto é, não podemos querer colher aquilo que não plantámos. Também não podemos exigir bons frutos se ao longo do ano não cuidámos da árvore!

 

 

Eva Veigas

Numeróloga Transpessoal

 

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