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Numerologia Arcana

A Simbologia dos Números por Eva Veigas

Análise Numerológica 2021 - Ano 5

02.02.21 | Eva Veigas

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Ano Universal 2021

 

Regente Numerológico 5

O Destruidor de Mundos ou da Ilusão

(Aquele que destrói para reconstruir em consciência)

 

 

O regente numerológico do ano 2021 (ano universal) corresponde à vibração Número 5. Sendo o 5 o Mestre da Liberdade, da Integridade e da Mudança, precisamos de olhar atentamente para este ano e para os dígitos que o compõem.

O ano universal tem uma influência geral e secundária no mapa numerológico pessoal e é calculado de acordo com o calendário oficial. Lembrando que há outros calendários e que não há verdades absolutas, no que a este assunto diz respeito, e que, se considerássemos todas as variáveis da Numerologia e todos os calendários conhecidos, tornar-se-ia impossível usar as suas Leis, com o intuito de ajudar aqueles que buscam nesta ferramenta uma fonte de inspiração e conhecimento.

Para obter uma leitura profunda e mais definida sugere-se a Consulta de Numerologia: Progressão – Orientação Anual (Ano Pessoal e Trânsitos Numerológicos). Relembro que são os anos pessoais que desvelam a proposta particular que cada ano nos apresenta, juntamente com os seus desafios, impulsos, estímulos e inspiração.

 Os primeiros dois dígitos do ano universal simbolizam a essência do século, que neste caso é representado pelo Número 2 (redução de 20), enquanto os últimos dois dígitos individualizam o ano dentro do século, representado pelo Número 3 (redução de 21).

Somando estes dois Números (2+3) obteremos o Número do Ano Universal que é, como já referi o Número 5.

 

Este ano é de suma importância, dado que ele representa a ponte entre o passado e o futuro de cada indivíduo.

 

Mais concretamente, o número 5, aqui como governante ígneo de 2021, indica o lugar em que nos encontramos nessa mesma ponte, esse lugar de transição entre mundos, realidades ou consciências.

 

Atrás de nós existe um caminho percorrido, onde diversas sementes foram espalhadas (umas cuidadosamente depositadas na terra, outras largadas ao vento…). Muitas escolhas foram feitas; atitudes foram tomadas; comportamentos e gestos foram repetidos, uma e outra vez; paixões, desejos, vontades, e necessidades foram sentidos e/ou experimentados; emoções foram vividas, reprimidas ou libertadas.

 

Estes aspectos deverão ser levados em conta, ao longo de todo o ano, a partir de uma plataforma de observação o mais isenta e objectiva possível, com vista à obtenção de uma maior e mais ampla visão.

 

Diante de nós existe um caminho por percorrer, um caminho totalmente desconhecido, totalmente novo, porém turvado pela poeira do tempo que ainda não foi vivido, pelas experiências que ainda não foram por nós revestidas nem usadas.

 

O 5, com as suas características de Fogo, entre elas a impetuosidade, a excitação (dos sentidos ou gozo espiritual), o ardor, o entusiasmo, a fogosidade, a exaltação, o arrebatamento e a versatilidade, encontram-se aqui bastante acentuadas, o que de certa forma, determina o caminho que cada qual irá escolher ao longo deste ano.

 

Em 2020 (ano 4) as estruturas, em todos os níveis que conhecemos foram abaladas de forma visível, impactante e sem margem para dúvidas. Esse processo de desmoronamento já vinha acontecendo há vários anos, todavia aguardava o momento perfeito para se manifestar, para se materializar, não fosse o 4 o representante da Matéria, sob o domínio do seu Elemento Terra.

 

Ora 2021, sendo um ano 5, também representa o desmoronar de tudo o que agora está assente sobre alicerces altamente instáveis, os quais, como se pressupõe, serão facilmente quebráveis e acabarão por cair e desmembrar-se. O número 5 também significa destruir, desconstruir, desmontar (no todo ou em parte) algo que agora, através de uma observação plenamente consciente, compreendemos que precisamos deixar ir. Precisamos desmaterializar (retirar a matéria que está minada, contaminada pelos desequilíbrios e distorções produzidos pelo nosso ego/mente). Precisamos ainda, de deixar cair muitas construções podres, antes de iniciar a verdadeira limpeza entre os escombros. Quem tentar limpar (quem tentar queimar etapas vitais) antes que este tumultuoso processo esteja completo, arrisca-se a ficar sob o peso dos escombros, dos restos, dos lixos, daquilo que os outros não querem e descartam…

 

É melhor deixar cair tudo o que precisa de cair, e depois, deixar assentar a poeira, para que a visão e o discernimento estejam mais claros, e então sim, dar início ao duro, mas tão necessário processo de limpeza interior/exterior.

 

O Fogo há-de queimar e incinerar todos os processos mentais que estão a impedir a consciência, de irromper desde dentro de cada ser humano. Assim cada um de nós faça a sua parte! É imperioso despertar, assumir de uma vez por todas a nossa quota parte de responsabilidade, por todas as acções ou inacções, por toda a negligência e cruzar de braços, diante de tantas situações tão graves.

 

O Fogo há-de queimar e há-de doer, no exacto local onde cada um de nós precisa de restaurar a energia, para que possamos ver o que precisa ser feito para o nosso próprio bem e para o Bem Maior. Não há Bem Maior do que a Vida! E essa perdurará de qualquer forma. Porque a vida sempre encontra um caminho para se manifestar e não depende de nenhum humano controlador ou manipulador para o fazer.

 

 

Mudança

 

Mudança é a primeira palavra-chave que escolhi para ilustrar a proposta deste ano 5.

Em 2021, precisamos de saber para onde estamos a dirigir o nosso foco, aquele que nos levará a fazer mudanças radicais, porém vitais, para que o novo paradigma possa vibrar no coração de cada homem e de cada mulher, manifestando-se gradualmente no coletivo. A mudança de mentalidade é urgente e só a convergência de muitos seres responsáveis e conscientes poderá fazer alguma diferença real, caso contrário, pode estar em causa a preservação da nossa espécie (se é que já não está).

Não é sonegando direitos, compactuando com a corrupção, com o desgoverno e com toda a espécie de mentira que chegaremos a bom porto. Há que olhar e ver, ouvir e escutar, tocar e sentir, permitindo que o nosso coração e a nossa mente se fundam, num só. Precisamos de ambos para transformar as matérias grosseiras em energias mais elevadas.

 

Os nossos pensamentos originam formas, que são depois revestidos de matéria, de onde surge a materialização dos desejos, sonhos, construções mentais, etc. Precisamos de aprender a sustentar, apoiar e embeber esses pensamentos em Amor (aquele Amor que a maioria apregoa, mas que não faz ideia do que se trata). As nossas acções precisam de ser gizadas em prole da Vida e do Respeito pela Natureza. Elas devem ter origem num ninho de Verdade e Bondade, de Cooperação e de Integridade, de Liberdade e de Confiança.

 

Sentimentos elevados e nobres geram formas-pensamento de alta qualidade, os quais direccionados para o Bem, resultam em Acções correctas que beneficiam o Todo.

 

 

Integridade

 

Para mudar precisamos de agir, e como é sabido, as acções ou os gestos falam mais alto do que as palavras. Pessoas muito palavrosas nem sempre são as que mais agem, pelo contrário. As que mais agem, são precisamente aquelas que menos falam, que se limitam a actuar, manifestando no mundo da matéria, as suas formas-pensamento, as quais souberam nutrir, proteger e cuidar, até que estivessem prontas para ser edificadas.

 

Viver uma vida alinhada com a sabedoria intuitiva do nosso coração é indício de quem vive ao mais alto nível da sua mais elevada integridade. Viver assim, implica uma responsabilidade maior e mais ampla, pois essa pessoa torna-se um exemplo vivo do que é viver as mesmas experiências mundanas (às quais todos estamos sujeitos), sem sucumbir às dificuldades e aos desafios que as mesmas devolvem. É não sucumbir à mentira, ao ódio, à vingança, à traição, à desonestidade, etc.

 

Assim, este ano servirá de base de aprendizagem para observar, compreender e reconhecer de que forma vivemos a nossa vida. Extrair informação acerca deste aspecto é fundamental para atingir o propósito deste ano.

 

A pergunta que se coloca é: Será que eu vivo de acordo com a minha mais elevada integridade?

 

 

 

Liberdade

 

O 5 é o número que representa a Liberdade, um conceito quase sempre mal interpretado, ou, pelo menos, subjetivamente interpretado e demasiadamente colado à visão particular que cada um tem sobre liberdade.

Mas o Número 5, enquanto símbolo da Liberdade, representa a oportunidade de cada um se libertar das ilusões criadas a partir dos nossos próprios padrões limitadores ou bloqueadores.

 

O caminho do 5 mostra (recorrendo na maioria das vezes a cenários complexos e devastadores) como num espelho, a realidade nua e crua: o nosso mundo interior tal como ele é, revelando o nosso lado “feio” – aquele que poucos se atrevem a olhar, quanto mais a reconhecer.

 

Liberta-te! - diz o 5! Liberta-te de quem te oprime; do que te oprime!

 

Quem se oprime e limita a si mesmo senão nós próprios? Quantas limitações aprendemos a tecer, de modo a podermos ter uma justificação bem argumentada, para cada situação em que não sabemos estar à altura do desafio? Quantas histórias e mentiras criamos para nós mesmos, para que os outros não vejam, ou sequer detectem, a nossa fealdade interior? Quantas crenças terríveis nos servem de bengala, para não nos movermos na direcção que o nosso coração intuitivo e sábio nos indica?

 

Para nos libertarmos de um vício necessitamos de criar novos hábitos, novas rotinas, novas regras, que se adequem melhor à nova expressão que queremos manifestar: ao novo ser que se vai construindo e reconstruindo, à medida que se permite desmembrar e desmoronar, isto é, à medida que vai aprendendo a morrer para o passado. Deste modo, a par com a Liberdade, surge a responsabilidade e esta, exige disciplina. A disciplina requer compromisso e acção, entrega e empenho, determinação e foco, resiliência e superação! Isto é 5 no seu melhor!

 

O 5 não gosta de regras, nem de rotinas, no sentido da repetição vã, oca, sem propósitos. Mas se dermos ao 5 algo porque lutar, ele próprio criará as novas regras e se regerá por elas, cumprindo-as em cada passo do caminho!

 

 

Cooperação, Equilíbrio, Autoconfiança

 

Para além das três palavras-chave de 2021, importa realçar a força e a importância dos quatro dígitos que compõem o ano.

 

Assim chegamos à força do 2, que aparece no início e no meio deste número, e que nos vai relembrando da importância de sermos constantes, persistentes e humildes - qualidades presentes no Elemento Água, o Elemento que domina o número 2. Além disso, a cooperação ao mais alto nível deve estar presente em tudo na nossa vida. A cooperação entre membros de uma família, entre amigos, na comunidade, nas relações profissionais, nas relações entre povos e nações e assim por diante.

 

Através do Zero, podemos aprender acerca da necessidade de nos observarmos, com o objectivo de reconhecer onde, e se, estamos a fluir com a Vida natural, com a nossa intuição e com a sabedoria do corpo e da alma. Esta mera reflexão levar-nos-á a compreender a importância de buscarmos constantemente o equilíbrio entre o nosso mundo interior e o nosso mundo exterior.

 

Para isso precisaremos de trabalhar vários recursos internos, entre eles, o da autoconfiança (Número 1). Sem essa capacidade, sem essa firmeza, sem essa tonicidade interna, vacilaremos facilmente diante da expressão fogosa do ano e da sua natureza aquosa. Todas essas vibrações juntas não nos emprestam solidez, nem base firme, por isso teremos que ser nós a criar chão à medida que pisamos este solo sagrado. Teremos que nos reinventar, mais do que nunca, a cada momento. Seremos muitíssimo desafiados e a nossa inteligência criativa e emocional, será testada ao mais alto nível.

 

Assim se conclui, que o ano 5 será muito desafiante em todos os sentidos. Pode afirmar-se que a Humanidade está a ser posta à prova, como um todo, mas mais uma vez todos teremos a perder ou a ganhar, dependendo, claro está, das escolhas e das acções individuais.

 

Um ano em que teremos que desaprender o que aprendemos e em que deveremos de aprender a aprender!

 

Eva Veigas

Numeróloga Transpessoal