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Numerologia Arcana

by Eva Wolf Heart

Numerologia Arcana

by Eva Wolf Heart

Análise Numerológica 2019 - Ano 3

Eva Veigas, 12.12.18

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Imagem: Andreas Wagner

 

Regente 12:3 – Em busca do Essencial

 

 

O Amor não tem passado nem futuro. Realiza-se no momento, com a sua beleza imediata, como a chama. É assim que reforça e santifica toda a Criação. Aprende a viver o momento, e assim o teu medo desaparecerá e o momento tornar-se-á eterno. Não há outra eternidade.

 

Sabedoria Ameríndia

 

 

2019 é um ano universal regido pelo Número 12. Reduzindo este Número a um dígito obtemos o Número 3 que naturalmente corresponde ao terceiro ano do ciclo novenal que teve início em 2017 (ano1).

Assim, referir-me-ei a este ano, considerando a dinâmica 12:3.

 

Acerca do ano universal interessa lembrar que ele exerce a sua influência de modo geral, sobre aqueles que seguem o calendário oficial. Lembro que existem outros calendários e que nada é absoluto. Se considerássemos todas as variáveis na Numerologia, jamais conseguiríamos usar os seus princípios para ajudar e beneficiar os seres humanos, ou pelo menos aqueles que buscam nesta ferramenta mais uma fonte de inspiração e conhecimento.

 

Recordo ainda que são os anos pessoais (acerca dos quais falarei noutros artigos), aqueles que trazem a proposta pessoal e específica (conjugada com o ano universal), para cada um de nós, os quais deverão ser levados em consideração juntamente com outros elementos presentes no mapa numerológico.

 

Os primeiros dois dígitos do ano universal simbolizam a essência do século, que neste caso é representado pelo Número 2 (redução de 20), enquanto os últimos dois dígitos individualizam o ano dentro do século, representado pelo Número 1 (redução de 19).

 

Somando estes dois Números (2+1) obteremos o Número do Ano Universal que é, como já referi o Número 3.

 

No ano passado, e a propósito do ano 2018 (ano 2) escrevi: “Algo está para nascer… mas… o que será?”. Pois bem, o ano 3 representa esse mesmo nascimento: o fruto, o filho – algo nascerá em 2019 e é nesse nascimento que devemos depositar a nossa atenção. É desse filho que aprenderemos a cuidar. É esse filho que abraçaremos e protegeremos, que nutriremos e acarinharemos ao longo dos dias.

 

Um ano 3 é um ano de celebração. Celebração da vida, do amor e da alegria. É tempo de celebrar o nascimento do filho, quer se trate de uma criança ou de um projecto que se construiu e que agora dará frutos.

 

É evidente, que não iremos passar o ano todo em festa e a perder tempo com coisas sem importância. A proposta do ano, e essa sim, não é fácil para muitas pessoas, é que mantenhamos um espírito alegre, de boa disposição, de sorriso fácil (dentro e fora de nós), que nos concentremos permanentemente em criar soluções para resolver os diversos problemas ou desafios que nos irão sendo colocados, um após outro, ao longo de 2019.

 

Por outro lado, é também o ano mais indicado para iniciar projectos, caso eles tenham ficado na gaveta em anos anteriores, já que a possibilidade de eles se tornarem apelativos e apreciados pelos outros, nunca será tão forte como quando estão sob a influência do 3 que é um número que rege a criatividade, a expressão, as comunicações, as ligações, os transportes, as grandes viagens e as pequenas deslocações, o meio social e colectivo, os conhecimentos, as amizades.

 

É desta forma um bom momento para se colocar a primeira pedra no “edifício” que pretendemos construir, dar o primeiro passo em direcção à manifestação dos nossos desejos e dos nossos sonhos. Porém, é aqui mesmo que reside o maior desafio de 2019.

 

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Imagem: Megan Hodges

 

O Grande Desafio de 2019.

 

  

- Dificuldade em materializar as intenções

 

Este aspecto é uma consequência de outras dificuldades ou desafios sentidos por quase todos nós.

Em primeiro lugar (embora a ordem destes aspectos possa ser completamente aleatória), muitos de nós perderam a capacidade de sonhar. É o sonho que comanda a vida. Sonhamos o sonho; adormecemos e despertamos dentro da trama com que se tecem os sonhos. Mas os homens e as mulheres, esses guerreiros e guerreiras feridos, cujas asas se recolheram e cujo coração endureceu, esqueceram-se do seu poder de sonhar; deixaram de alimentar os seus sonhos e tornaram-se estéreis e vazios.

 

O desejo de controlar tudo, a ambição desmedida, o apego ao dinheiro, aos luxos e a todo o tipo de prazeres, tornou o Homem escravo de si mesmo. Os seres humanos são escravos, e escravizam, e conseguem fazer tudo isto ao mesmo tempo.

Quanto maior é o seu desejo e ambição mais distante o Homem fica do seu centro de poder, o único que é real - o Amor que o une ao Todo e o enlaça nesta Teia gigantesca que é a Vida presente em toda a Criação.

 

A incapacidade de sonhar a Vida, atira o Homem para uma espécie de realidade paralela, onde não há escapatória possível do sofrimento e é precisamente aqui que ele pode escolher alimentar outro sonho, mas não acredita. Já não acredita. Crê apenas no sonho da morte e da desolação. Crê que está já demasiado longe e aguarda a vinda de alguém que o salve de si mesmo - um Salvador, um D. Sebastião… quando na verdade, está nas suas mãos, no seu coração, escolher voltar a sonhar e criar mundos de Amor e Glória Suprema.

 

O Homem perdeu a confiança em si mesmo, já não tem respeito ou amor-próprio, por isso, limita-se a projectar nos outros a sua dor, a sua frustração, a sua impotência. Passa o tempo a julgar-se, qual juiz tirânico e ameaçador e por isso julga prontamente os da sua espécie, castigando-os onde mais lhe dói. Sim, porque é a ele que dói, só que não possui suficiente distanciamento para ver, compreender e aceitar, que é a ele que cabe parar com este sonho de morte.

 

A esta falta de confiança, junta-se, obviamente uma ausência total de auto estima. Uma incapacidade de cumprir com a própria palavra, cooperando consigo mesmo, pois de alguma forma, sempre falha, já que para ele tudo se baseia na lógica e na razão. Sentir deixou de ser importante. Sentir é para os fracos e para os vulneráveis. Sentir é coisa de criança mimada.

 

As palavras, os pensamentos, as intenções, os desejos os sentimentos… tudo isso se perde no meio da lógica, tudo se esvai, tudo se dissolve, pois facilmente o Homem se trai, se dispersa, saltitando de pensamento em pensamento, de capricho em capricho, não se conseguindo fixar em nada. É por esta razão que é difícil manifestar o que se quer, porque na verdade, talvez não se queira tanto assim.

 

Há que ir mais longe e mais fundo, em busca da criança ferida, abandonada, que do âmago do nosso ser nos pede atenção, e, não sabendo fazer de outra forma, a todo o momento nos faz tropeçar em nós mesmos, ainda que aos nossos olhos seja mais fácil atribuir aos outros culpa e responsabilidade pelo desamor em que nos encontramos.

 

Resgatar esta criança, este ser misericordioso e compassivo, capaz de perdoar e de aprender com a experiência e que é ao mesmo tempo tão espontâneo e alegre, tão lúcido e tão feliz, porque se alegra com tudo o que é manifestação da Vida em si e ao seu redor, que se deleita com a beleza e com a graça que o envolve, é uma tarefa que exige trabalho, constância e compromisso para com o próprio.

 

Que seja realizada em amor e por amor, em leveza e alegria, tão nobre tarefa, pois só de mãos dadas com a tua criança interior poderás rasgar o pano ressequido, velho e estragado que te separa de ti mesmo. Brinca, respira, salta, não leves nada para o lado pessoal, deixa as ofensas de lado, aprende a dominar os teus pensamentos e a concentrar a tua energia para manifestares a tua Obra – a Obra da Tua Vida – Tu Mesmo!

 

 

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Imagem: Dyaa Eldin

 

O ano começa e termina numa terça-feira, o dia dedicado a Marte. O primeiro dia do ano chega com uma vibração 5 (01/01/2019 = 1+1+2+1+9 = 14 = 5) que prenuncia a continuação das mudanças profundas ao nível estrutural e material. Este plano material abrange as movimentações naturais do planeta (caso dos sismos), as estruturas das instituições votadas ao fracasso (pois elas já não têm qualquer sustentação; é uma questão de tempo até colapsarem completamente), e as estruturas internas dos seres humanos (que vão ganhando consciência de si), também colapsarão, para sua própria evolução (também eles terão de passar pelo Guardião do Portal da Morte, para que o processo de purificação pelo Fogo - a verdadeira transmutação, dê lugar a uma nova estrutura, um novo paradigma de consciência, uma nova forma de ser.

 

Boa Jornada

 

Eva Veigas

Numeróloga Transpessoal

 

 

 

Ano Pessoal 9 em 2018

Eva Veigas, 19.01.18

Mandala, Ornamento Da Flor, Étnicas, Dourado

 

 

O Ano Pessoal 9 em 2018 resulta da redução dos Números 18 ou 27. Portanto, quem está num ano Pessoal 9 receberá influência de um destes Números conforme a data do seu nascimento.

 

Em ambos os casos, trata-se, inevitavelmente, de um fecho, de uma conclusão, do encerramento de vários assuntos, do tempo de virar a página e começar a escrever um capítulo completamente novo.

 

O Número 9 é o selo com que marcamos o final de uma etapa. Porém, ele contém em si mesmo, as sementes do novo, que darão corpo ao novo ciclo, o qual terá início, para estes nativos, em Janeiro de 2019.

 

Porém, para que as novas sementes encontrem terreno fértil, é necessário limpar o tereno, cuidar dele, lavrá-lo, nutri-lo, e tudo isto é tarefa do 9, preparando-o bem para a nova sementeira. Todavia, é necessário todo este trabalho interno de separação do” trigo do joio”. O que é que ainda pode ficar e ser reaproveitado? O que é que tem qualidade? O que é que nos pode continuar a devolver oportunidades de crescimento? Onde é que poderemos continuar a doar-nos? E onde é que já não cabe o velho? O que é que já pode ser largado? E assim por diante.

 

Mas cuidado com este largar… Estamos a largar para nos vermos livres do que quer que seja, por incapacidade de lidar com isso?

Teremos de ter em consideração se estamos a fazer uma fuga para a frente, teimando em queimar etapas ou se estamos a desembaraçar-nos de algo porque temos medo de não ser capazes.

Ocorrem-me tantas outras questões que aqui teriam aplicação, mas fiquemos por aqui, para que não se torne exaustiva ou maçadora esta leitura.

 

No momento em que tomamos a decisão de largar é para o fazer na totalidade, com consciência, serenamente, agradecendo honestamente pela experiência, sem ironias, sem mágoas, sem virar as costas, pois isso representaria mais uma ilusão: é um largar sem largar; desprende-se uma parte, mas há um fio invisível a segurar outra parte ainda. Isto mostra que o processo não está concluído, não é um 9 selado, fechado, arrumado…

Esta é uma das razões que nos mostra a dureza e o amargo provocado pelas duras lições do Número 9. É uma derradeira lição, mas apenas para quem já fez muito trabalho nestas frequências e adentrou este portal sem nunca mais olhar para trás.

Para quem ainda não o fez, há sempre uma primeira vez, uma primeira oportunidade, um primeiro chamamento que se sente a ecoar desde a alma e que chega até nós como um murmúrio ou um sussurro…

 

18/9 – Um ano de colheita ao nível da materialidade, que tanto pode significar ganho como perda, êxito ou fracasso, glória ou falta de reconhecimento.

Em ambos os casos deve ser feita uma avaliação minuciosa de tudo o que plantámos, edificámos, construímos, destruímos, deixámos para trás e assim por diante.

 

Desta forma, poderemos usar bem a energia contida nestes números, a qual nos permitirá criar uma estratégia harmoniosa para o próximo ciclo. Uma estratégia que nos mantenha firmes no propósito interno, mas que não nos crie expectativas nem nos atire para o controlo das coisas, ou que nos diga: “isto deve ser desta ou daquela maneira”, ou “só faço se tiver a certeza de…”; uma estratégia que nos dê liberdade de ser, de usar a nossa intuição e de nos elevarmos acima da razão e da emoção. Uma estratégia diria, divina, vibrante, que agarra as oportunidades quando elas se materializam diante de nós.

 

 

27/9 – Um ano que nos permite um salto no desconhecido, que nos permite mergulhar nas profundezas do nosso ser, e que nos oferecerá a possibilidade de trazer à tona esse ser sensível, puro, conhecedor, experiente, sábio, inteiro…

 

Um ano que nos porá à prova em termos relacionais. É o tudo ou nada. Ou avançamos no processo criativo e o nutrimos, ou deixamos de “amamentar” as partes de nós que exigem atenção a toda a hora, que se comportam como crianças birrentas e chatas, que nunca estão contentes ou satisfeitas com brinquedo nenhum, que são implicativas, que têm o poder de criar dificuldade e incómodo.

 

É tempo de conversar com essas crianças e coloca-las no seu devido lugar. Fazer contratos e entrar num esquema de castigo e recompensa não é viável, pois logo essas partes de nós tratarão de criar cenários de culpa e castigo, para logo depois se comportarem muito bem, na esperança de receber a tão desejada recompensa.

 

O que fazemos com os outros, fazemos connosco e vice-versa, portanto é tempo de cuidar destas crianças, destas nossas partes, para que possamos abrir caminho, espaço e vazio dentro de nós mesmos, de modo a podermos aceder àquela parte do verdadeiro ser, que se descobre a cada momento, que possui a pureza e a inocência das crianças, mas que não se faz de ingénuo, tonto ou palhacinho.

 

Falemos agora dos pontos-chave deste ano pessoal 9.

 

O ponto forte deste ano pessoal é regido pelo Número 2 (redução de 20), enquanto o ponto fraco é regido pelo Número 2 (Número puro ou raiz).

 

Na realidade, trata-se do mesmo Número posicionado na mesma polaridade, mas em polos opostos e complementares. Traduzindo, para uma linguagem mais simples, poderíamos afirmar que se trata de um 2 positivo e de um 2 negativo.

O que está em evidência é a constelação numerológica do 2, constituída pelo próprio 2, pelo 11 e pelo 20 (entre outros números secundários, como o 29 ou o 38).

 

Na realidade o caracter positivo do 2, acentua-se aqui, e apenas no contexto deste ano particular, na medida em que este é um ano que nos catapulta para um momento de redenção interna, um momento de harmonização de conflitos internos, de resolução de dilemas tanto internos como externos, por isso é muito importante regenerar a carga de juízos e de criticas que lançamos sobre nós e sobre os outros.

Essa postura poderá trazer leveza e discernimento interno, dispondo-nos ao novo de uma maneira nunca antes experimentada ou sentida.

 

O carácter negativo do 2 conduz-nos às águas paradas, estagnadas, que trazem morte e decomposição dos tecidos internos mentais, provocadas pelas nossas emoções ressabiadas, pela nossa postura arrogante que nos distancia de nós mesmos e dos outros, do mundo e do Amor, do colectivo, da união entre tudo e todos, que nos desagrega e nos exclui da malha maravilhosa que a todos acolhe, nutre e abraça

 

 

Eva Veigas

Ano Pessoal 8 em 2018

Eva Veigas, 19.01.18

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O Ano Pessoal 8 em 2018 resulta da redução dos Números 17 ou 26. Portanto, quem está num ano Pessoal 8 receberá influência de um destes Números conforme a data do seu nascimento.

Em ambos os casos trata-se de um ano de intensa expansão ou de forte contração, dependendo do tipo de aprendizagem que se fará através do 8. Na prática significa que poderemos viver um ano onde tudo aumenta, tudo se amplifica, tudo parece muito maior, mais intenso e forte do que é na realidade, ou pelo contrário tudo diminuirá, encolherá ou parecerá muito mais pequeno e menos importante do que na realidade é. É preciso ser muito cauteloso ao longo de um ano 8, qualquer que ele seja, porém este em particular, por causa do trânsito numerológico com o ano universal que é 11.

O 8 é o Número da realização e da concretização dos desejos no mundo das formas, ou seja, dá-nos a possibilidade e a oportunidade de os tornarmos reais, palpáveis, na fisicalidade, dado que se trata de um Número Material, um Número regido pelo Elemento Terra.
O 8 é um estratega, um planificador, um enlaçador de mundos, um poderoso centro de forças cósmicas, capaz de criar desde a mais simples, à mais complexa e intricada obra que um indivíduo possa conceber, emprestando ao seu portador, competências e habilidades específicas, precisamente nestes níveis. 

A lição ou aprendizagem do 8 está relacionada com a autoridade, o dinheiro, os negócios, o poder, a fama, o controlo sobre a vida, as experiências e os outros. Esta lição levanta questões de fundo entre as quais destaco as seguintes:

Como me relaciono com o dinheiro e com os bens materiais de uma forma geral? 
Sou um esbanjador quando tenho dinheiro e posses? 
Sou demasiado agarrado ao dinheiro e às riquezas ou aos meus bens materiais? 
Flutuo entre as duas situações?
Como me posiciono perante as pessoas que representam a autoridade?
Sou excessivamente servil? 
Enfrento essas pessoas e situações com medo de estar a cometer alguma infração e faço tudo o que me dizem sem questionar? 
Enfrento essas pessoas sem medo, exagero na confrontação e vejo-me às voltas com a justiça, por causa de uma atitude de insubordinação?
Se eu for um representante ou agente da autoridade como me posiciono ante os outros? Escudo-me atrás desse poder? 
Dou demasiada confiança e não honro o poder que me foi confiado? 
Tenho medo de perder a minha autoridade?
Tenho medo das luzes da ribalta e fujo, ainda que inconscientemente do sucesso, do êxito e da fama ou busco tudo isto incessantemente e sem olhar a meios?

17/8 – Um ano que pede amadurecimento e silêncio, pois a obra (o projeto, a relação, o negócio, etc.) que está a ser construída (ou planificada) envolve grande responsabilidade. Nada deve ser deixado ao acaso e tudo segue um plano e uma ordem pré-estabelecida, a qual deverá ser respeitada e honrada.
É um ano exigente, que acima de tudo não deixará aos seus nativos, muito espaço para divertimentos e lazer. Por isso há que cuidar muito bem da saúde e respeitar as horas de descanso.
Haverá espaço para muitos momentos eureka, pois muitas revelações internas tenderão a ocorrer sob a forte influência do laço cósmico, dado que a mente estará preparada para receber e apreender muitas perceções subtis que sob outras influências numerológicas não seriam tão impactantes. Por todas estas razões, trata-se no fundo, de um ano regenerador, restaurador, reparador, onde o sentido de empreendedorismo impera e onde o desânimo não encontra terreno para proliferar.

É importante permitirmo-nos ser guiados pela nossa intuição que deve andar de mãos dadas com a nossa poderosa mente e com a nossa capacidade de agir, para inovar e crescer, para conceber uma ideia com o intuito de a materializar no mundo físico.

26/8 – Um ano que implica um olhar sobre os outros, sobre o efeito das nossas escolhas que sempre recai não só no nosso pequeno mundo, mas também na vida de quem nos rodeia. 
Um olhar mais atento sobre as nossas relações, implica questionarmo-nos acerca do que esperamos dos outros e obviamente do que os outros esperam de nós.

O mundo das expectativas, é um mundo perigoso que cria vínculos pesados entre as pessoas e que acarreta mil e um compromissos, a maioria dos quais, como se sabe, impossíveis de cumprir. Os relacionamentos esgotam-se pela agitação provocada pelo 8 que tende a amplificar e a aumentar tudo o que está sob o seu domínio, pelo seu próprio movimento continuado e infinito. 
Cuidado pois, ao olhar para as suas relações e para as situações que está a viver, pois aos seus olhos elas parecerão muito empoladas e excessivamente exacerbadas.

É um ano para assumir uma posição, para nos tornarmos responsáveis pelo que somos, pelo que fazemos, pelo que dizemos e pelo contributo que queremos dar ao mundo.

Falemos agora dos pontos-chave deste ano pessoal 8.

O ponto forte deste ano pessoal é regido pelo Número 1, o que coloca em evidência a capacidade para ir à luta, não baixando os braços, não permitindo que nada nos afaste do nosso caminho interior, o qual haveremos de percorrer com os nossos próprios pés, movidos pelo nosso coração, guiados pelo nosso Espírito.

O 1, como ponto forte, suporta, apoia, ativa e alimenta todas as iniciativas que queiramos empreender, não fosse o próprio 1 o Número daqueles que se ocupam de abrir e percorrer caminhos completamente novos e inexplorados, originais e inovadores. O 1 é sinónimo de versatilidade e ousadia, de pioneirismo e de uma habilidade especial para ultrapassar qualquer fronteira ou limitação.

Entretanto, o ponto fraco deste ano pessoal é regido pelo Número 3, o que implica que nos iremos confrontar com um cenário onde a distração poderá imperar. O ano é rico em oportunidades e pode apontar caminhos muito diferentes, os quais, certamente nos parecerão mais apelativos pela sua variedade, por serem diferentes, por serem mais fáceis, etc. 

Contudo teremos que permanecer na firme disposição interna de não abdicar do nosso propósito inicial, ou não conseguiremos acompanhar as rápidas frequências deste ano pessoal 8.
Evidentemente, isto significa que ao não acompanharmos o ritmo do ano, poderemos não nos aperceber da quantidade incrível de oportunidades que este 8 apresenta, o que, com toda a certeza, nos devolverá, lá mais para o final do ano de 2018, uma forte insatisfação, acompanhada de uma enorme frustração, por não termos sido capazes de ser firmes, determinados e persistentes.

 

Eva Veigas

Ano Pessoal 7 em 2018

Eva Veigas, 03.01.18

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O Ano Pessoal 7 em 2018 resulta da redução dos Números 16 ou 25. Portanto, quem está num ano Pessoal 7 receberá influência de um destes Números conforme a data do seu nascimento.

 

Em ambos os casos trata-se de um ano de introspeção, onde o silêncio e a quietude são absolutamente necessários. Há no entanto que considerar que o ser humano não é uma ilha isolada, e mesmo respeitando os seus próprios limites precisará sempre de criar pontes com outras ilhas e com outros continentes.

 

Os relacionamentos são necessários e importantes, na medida em que nos devolvem material suficiente para podermos trabalhar em nós muitas arestas internas e externas, sem no entanto nos diluirmos neles e sem, obviamente, perder a nossa identidade.

 

Uma tendência para nos afastarmos subitamente ou nos isolarmos excessivamente poderá trazer mais prejuízo do que benefício, além de poder conduzir a estados depressivos e antissociais.

 

No entanto, há que ter em conta que em determinadas situações pode ser muito importante, e deveras necessário, retirarmo-nos o tempo necessário, do mundo, com o intuito de nos aproximarmos mais de nós, por causa da nossa profissão ou por qualquer outro motivo que a isso nos obrigue.

 

O 7 é um Número que rege a Mente e o Espírito, portanto é no domínio do Elemento Ar que ele se sente à vontade. Por isso mesmo tem tendência para pensar demasiado perdendo-se no emaranhado profundo da mente, caso não esteja ainda habituado a usar a mente para o propósito que ela serve.

 

Sempre que nos deixamos guiar exclusivamente pela mente, o resultado é desastroso, pois não há nada que nos afaste mais do amor que existe em nós do que optar por tornar a mente o nosso guia e mentor. É como se pedíssemos a um cego, surdo e mudo que nos conduzisse pela vida fora.

 

O sétimo ano de um ciclo de 9 costuma ser indicador de um tempo reservado a uma paragem propositada, de modo a poder avaliar o caminho percorrido até aí. É um tempo de maturação e de crescimento, mas também de duras provas para quem aspira alcançar metas mais elevadas e nobres.

 

 

16/7 – Um ano que coloca em evidência o plano dos afetos e de todo o tipo de relacionamentos, o que inclui o parceiro/a, a família, os filhos, o mundo do trabalho, a vida em sociedade, etc., espelhando em nós o que necessitamos de aprender a esse respeito, mas de uma forma mais responsável, mais crescida e amadurecida, evitando cair nas mesmas armadilhas de sempre.

 

É que nem sempre estamos a ver as várias perspetivas sobre um qualquer acontecimento, aliás, na maioria das vezes, vemos apenas através da nossa própria perspetiva, da nossa própria lente, a qual, está tantas vezes distorcida, suja e desfocada.

 

É tempo de aprender que envolvermo-nos com os outros, comprometer-nos seriamente num relacionamento, qualquer que ele seja, implica comprometer-nos connosco, sem que isso tenha que ser forçosamente assustador ou constrangedor.  

Se não nos propusermos fazê-lo, correndo todos os riscos que isso implica nunca chegaremos a saber o que é estar de facto num relacionamento: o que significa crescer a dois, o que implica constituir uma família, o que é ser umas vezes o forte pilar que não abana e outras vezes cair nos braços de alguém em busca de conforto e compreensão, e assim por diante.

 

Quem não se acercar de si mesmo dificilmente se acercará dos outros e vice-versa.

 

 

25/7 – Um ano que devolve liberdade de movimentos, devido à sua proposta constante de transformar conhecimentos adquiridos através da experiência, em refinada e profunda sabedoria. As mudanças que um ano com estas características pede, envolvem e exigem uma total presença da nossa parte, uma total atenção, o que implica estarmos bem despertos, bem conscientes de tudo o que acontece dentro de nós, especialmente o que é provocado pelos acontecimentos exteriores.

 

Observar o que sucede dentro de nós, implica observar imóvel, em total quietude, as reações imediatas ao evento exterior, quer elas sejam muito ou pouco evidentes. Desde uma leve ruborização na face até uma explosão de raiva, desde um formigueiro no estômago até ao ataque de choro, desde um arrepio no corpo até à rendição total.

 

Para além disto temos ainda a considerar o ponto forte deste ano pessoal 7 que é influenciado e regido pelo Número 9, o que proporcionará uma boa aliança entre estas duas vibrações e que, na prática nos permitirá levar o nosso nível de consciência a um ponto mais elevado, e que ainda não tínhamos experimentado.

 

Estas energias abrem caminhos para que nos debrucemos sobre a importância dos valores e princípios sob os quais regemos a nossa vida e dos quais não abdicamos. E tudo isso está certo. Mas é hora de os revermos, um por um, buscando compreender de onde nos surgiram, como chegaram até nós e através de quem.

 

É tempo de entrar em contacto com essas verdades e esses princípios herdados, quer tenham sido passados à força ou não e sentir se tudo isso se encaixa no nosso novo eu, se tudo isso foi adquirido por nós com perfeita consciência ou se somos apenas o espelho dos nossos pais, da nossa família, da nossa cultura, etc.

 

É tempo de sentir e reconhecer o que é efetivamente nosso e caso não haja nenhum tipo de identificação, é bom recordar que temos poder suficiente para nos reinventarmos, para nos reconstruirmos e para criar um sistema de valores e princípios completamente novo e mais ajustado e adequado à nossa nova condição e consciência.

 

Por outro lado, teremos de enfrentar o ponto fraco deste ano pessoal 7 que é regido pelo Número 4, o que demonstra a importância de sermos coesos, coerentes sabendo que a nossa vida deve assentar em sólidas bases internas.

 

O 4 como ponto fraco indica que será muito difícil manter o foco permanentemente apontado ao que é deveras importante, útil e prioritário, num ano que nada tem de concreto. Tudo é vivido num nível muito abstrato, onde predomina o Ar, que leva e traz informação, que deve ser passada a pente fino, pois só o que interessa deve permanecer, tudo o resto pode seguir o seu caminho.

 

Eva Viela Veigas

Ano Pessoal 6 em 2018

Eva Veigas, 26.12.17

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O Ano Pessoal 6 em 2018 resulta da redução dos Números 15 ou 24. Portanto, quem está num ano Pessoal 6 receberá influência de um destes Números conforme a data do seu nascimento.

 

Em ambos os casos trata-se de um ano de amadurecimento e crescimento no plano das responsabilidades, deveres e obrigações, sobretudo a nível familiar, sem descurar contudo, as suas próprias necessidades e prioridades.

 

O desafio encontra-se na busca desse equilíbrio, que deve ser bem gerido a fim de restaurar velhas feridas emocionais, resgatando desse modo mais poder pessoal e mais poder de decisão, o que certamente lhe devolverá a possibilidade de redesenhar a sua vida, os seus projetos e as suas ambições.

 

Na verdade, não lhe faltarão cenários onde poderá colocar em prática tudo o que aprendeu acerca desta esfera da vida, e onde, com toda a certeza, poderá continuar a aprender e a experimentar novas formas de lidar com esta questão.

 

15/6 – Este será um ano voltado para a busca de respostas internas, o que envolve pesquisar, ler, investigar, escavar…

 

De início, o impulso fogoso do 5 pode levá-lo a agir por mera curiosidade, mas com o tempo essas ações tornar-se-ão um verdadeiro prazer. Pode ser avassalador descobrir que ‘pôr as mãos na massa’ é a melhor forma de crescer e evoluir. Este é um momento para integrar conhecimentos e não para os acumular como uma enciclopédia. Conhecimento sem articular a sabedoria com a experiência, não tem qualquer validade – limita-se a ocupar espaço!

 

Um ano 15/6 revela uma necessidade de buscar e/ ou de reaprender a obter prazer nas mais pequenas coisas e de recuperar a alegria de viver, expressando-se e exprimindo-se de forma natural e espontânea, sem sentir qualquer culpa ou peso.

 

O direito natural e a capacidade de sentir prazer foi distorcido ao longo dos séculos, a partir do momento em que o prazer foi confundido com pecado. Desde então, as pessoas lutam consigo mesmas na tentativa de não pecarem, afastando-se cada vez mais de si mesmas, como se ter prazer na vida fosse de facto um grande mal.

 

Ora, aqueles que estiverem sob a influência deste Número, têm aqui uma oportunidade maior para poderem fazer as pazes com esta área sensível da sua vida, a qual pode implicar muito trabalho árduo, visto que terão de lidar com os aspetos negativos do seu sistema de crenças pessoal.

 

Devem aprender a fluir, não se prendendo a conceitos pré-fabricados pelas suas mentes ou aos de outras pessoas. Dado que o 6 se sente à vontade estabelecendo relações em grupo, deve aprender a estar no grupo sem perder a sua própria identidade. Caso isso tenha sucedido, deve trabalhar no sentido de resgatar a sua individualidade e autonomia em relação aos outros, de modo a não se sentir invisível, inútil ou dispensável, mas sempre escolhendo vias onde caibam a amabilidade e a doçura, caso contrário poderá ativar os processos destrutivos e aguerridos do 5 que só lhe trarão dificuldade e amargura.

 

24/6 – Um ano desta natureza confere aos seus nativos, a necessidade de criar uma certa estabilidade, uma certa reordenação das suas vidas num ou em diversos sectores, o que poderá implicar uma certa reorganização pessoal e/ou profissional.

É evidente que se trata de um ano trabalhoso, pois reorganizar uma ou mais áreas da nossa vida, sempre se nos depara bastante complexo e avassalador, pois requer muita autodisciplina, muita concentração e muita necessidade de pré-estabelecer determinadas regras para posteriormente cumpri-las, se queremos obter determinado propósito ou objetivo na vida.

 

Também é necessária grande dose de sensibilidade da nossa parte, dado que qualquer movimento nosso influencia, quase de certeza, as mais diversas relações estabelecidas com as pessoas que fazem parte da nossa vida (quer gostemos delas ou não).

 

Por este motivo é importante ir com calma, trazendo harmonia a todo e qualquer tipo de conflito mas evitando fugir dele, uma vez que este ano traz consigo a possibilidade de nos tornarmos excessivamente rígidos, pois poderemos optar por condutas demasiado severas e hostis em relação a nós mesmos e consequentemente aos outros, o que poderá tornar os nossos dias em autênticas batalhas emocionais, tanto internas quanto externas.

 

Para evitar este tipo de situação há que recorrer sempre ao diálogo, à escuta ativa e acima de tudo evitar permanecer cair na armadilha da reatividade, pois sempre que “(re)-agimos”, perdemos a condição natural da nossa espontaneidade, perdemos a possibilidade de escolher não agir e passamos a agir de forma condicionada, respondendo ao estímulo externo lançado pelos outros.

 

Desta forma, este ano pretende ser uma plataforma estável para podermos regressar à nossa condição natural, onde a não-exigência e a não-obrigação serão os principais aspetos a ser tomados em conta à medida que formos tomando consciência do tanto que precisamos de amadurecer e crescer.

 

O ponto forte deste ano pessoal 6 é influenciado pelo Número 8, o que proporcionará um imenso crescimento interno, aumentando as nossas possibilidades de êxito e sucesso nas mais variadas áreas. O 8 é o Número responsável pela exacerbação de todo e qualquer evento, pelo que há que ter um certo cuidado, para não empolar demasiado os acontecimentos, pois logo que a sua influência termine, tudo voltará à “normalidade”, e, nessa altura, poderemos sentir-nos um pouco abalados, frustrados ou mesmo desanimados perante a vida, os outros, ou nós próprios.

 

O ponto fraco deste ano pessoal 6 é regido pelo Número 5, o que demonstra a necessidade de respeitarmos o encadeamento interminável dos ritmos da vida, os altos e baixos, os triunfos e os insucessos, os êxitos e os fracassos das nossas intenções, dos nossos empreendimentos e do resultado dos mesmos.

 

É preciso aprender a escalar a montanha, a permanecer no pico, a descer a montanha e a permanecer no vale, usufruindo de cada uma dessas fases, aprendendo com cada uma delas, compreendendo que cada um desses momentos nos proporciona novas descobertas, novas oportunidades, novos estados de ser. É preciso entender que nenhuma é igual à outra e que é aí que reside a maravilha, o milagre, a experiência de estar vivo e presente nesta realidade.

 

Esta é só e apenas mais uma das muitas realidades que existem e nós estamos aqui e agora para aprender acerca da escalada desta montanha particular que é a nossa existência na Terra.

 

Eva Veigas

Ano Pessoal 5 em 2018

Eva Veigas, 15.12.17

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O Ano Pessoal 5 em 2018 resulta da redução dos Números 14 ou 23. Portanto quem está num ano Pessoal 5 receberá influência de um destes Números conforme a data do seu nascimento.

 

Em ambos os casos trata-se de um ano impulsionador de mudanças, algo drásticas ou inesperadas. O 5 confere a este ano em particular uma versatilidade superior e uma capacidade de resposta a este tipo de mudança não gradual e para a qual raramente nos encontramos preparados, por causa do transito que faz ao 11 – Regente de 2018.

 

Mas é esta a oportunidade que o 5 nos traz, a de aprendermos a lidar com o inesperado, com o novo, com o súbito, com a surpresa boa ou má com que a vida nos presenteia tantas vezes. E esta é talvez das mais (se não a mais) duras e complexas lições para o ser humano, que teima em resistir à sua própria mudança, à sua própria evolução, à sua própria mestria.

 

14/5 – Será um ano onde poderão progredir e avançar de uma forma mais coerente, mais consciente, mais organizada, por etapas ou objetivos. Um ano para ganhar confiança em si mesmos, para adquirir autonomia em relação ao mundo exterior, deixando de depender de opiniões alheias.

 

Cuidado para não gerar sentimentos bruscos de revolta e ingratidão por todo o bem recebido. Nem todas as pessoas desejam controlar-lhe a vida. Algumas pretendem apenas ajudar tendo verdadeira consciência do seu papel (ajudadores, impulsionadores), porém, em alguns casos podem não saber como e quando prestar essa ajuda.

 

Cabe àqueles que estão sob esta influência, aprender a dizer o que realmente precisam e desejam, em verdade, em amor, ajustando-se e equilibrando-se primeiro a si mesmos, relativamente ao que sentem, ao que dizem e ao que fazem, aprendendo a ser coerentes e amáveis.

 

Um ano 5 pode sempre mostrar novos caminhos e acenar com novas aventuras e desafios cheios de potencial. É preciso manter-se atento, com os pés bem firmes na terra, para não cair na armadilha do fácil, do rápido e do apetecível, já que o 5 apela aos sentidos (todos)! No entanto, não coloque de lado a hipótese de experimentar coisas novas, que lhe possam trazer oportunidades de crescimento e expansão, evolução e progresso.

 

Lembre-se que o 5 é movido pelo Fogo, pela curiosidade e por uma visão quase científica. Se lhe faltar o oxigénio, extingue-se! Não deixe, pois extinguir o seu Fogo, que é o motor do seu espírito rebelde mas criativo.

 

23/5 – Poderão sentir-se realizados caso coloquem a sua criatividade e imensa capacidade de gerar soluções ao serviço dos outros, pois já se podem desligar da necessidade de querer agradar e ser aceite pelo mundo exterior.

 

Deverão apenas fazer o que sentem ser correto e coerente em vez de ir atrás de ilusões ou falsas promessas. As suas lições serão melhor integradas caso colabore com as outras pessoas, seja no seio familiar, no meio profissional ou em qualquer outra atividade a que se dedique.

 

Lembre-se que os seus dons e talentos devem ser usados para beneficiar o maior número de pessoas, desde que não se sinta obrigado a isso, como é evidente. Tudo o que fizer em harmonia e de acordo com todas as suas partes (coração, razão e ação) será certamente motivo de orgulho, conquista e vitória para si.

Se o que fizer não tiver como fim último uma ambição desmedida, querendo colher lucros que não merece, bem pode sentir-se feliz consigo mesmo num ano com um grau de exigência tão forte como este.

 

O ponto forte deste ano será regido pelo Número 7, o que lhe permitirá desenvolver, aumentar e ampliar a sua natureza espiritual. Sendo uma pessoa mais mental ou mais mística poderá querer desenvolver aspetos da sua natureza intelectual que geralmente implicam um grande mergulho nos estudos, em pesquisas, em observação direta de factos concretos, em leituras aprofundadas e específicas sobre temas do seu agrado, em cursos ou formações profissionais, ou outras, que requeiram concentração e lhe devolvam um conhecimento mais profundo e abrangente do assunto em causa.

 

Sentirá um forte apelo a retirar-se para um lugar mais isolado, sempre que a sua vida o permitir. Não se admire se sentir um estranho e súbito apelo por meios rurais, onde o impacto e a pegada humana são um bocadinho menos visíveis. Não estranhe querer estar mais tempo rodeado pela Natureza, ao ar livre, do que metido em casa ou no escritório, pois o 7 apela ao silêncio, a lugares insólitos, ao contacto direto com a terra e com gente genuína.

Não estranhe ainda o facto de querer regressar às origens, mesmo que não tenha raízes em aldeias, vilas ou lugares.

 

Permita-se apenas sentir!

 

Deixe-se guiar pelo impulso do ano 5 e some-lhe a poderosa energia do 7 que está aí para o ajudar a ir mais em direção a si mesmo. Permita-se conhecer um pouco mais da sua história, dos seus antepassados e não tema entrar em contacto com a energia ancestral que o chama desde dentro da sua alma.

 

Finalmente, falemos do ponto fraco deste ano que é 6, e que nos revela a maior dificuldade que poderá sentir ao longo de 2018, isto é, poderá sentir uma certa falta de apoio das pessoas que o rodeiam, e ressentir-se por isso, entrando num processo de cobrança contínuo, relativamente a essas pessoas.

 

A questão passa por poder ter que rever a sua atitude face a si próprio.

 

Até que ponto se apoia e dá sustentação aos seus projetos? Até que ponto reconhece e valoriza as suas conquistas? Até que ponto necessita dos outros para tomar decisões que lhe cabem unicamente a si? Até que ponto sobrecarrega as outras pessoas com os seus desejos e caprichos? Até que ponto magoa e ofende as pessoas que lhe querem bem? Até que ponto sacrifica os outros em prol do seu bem-estar? Até que ponto se importa verdadeiramente com os outros? Até que ponto os usa? Até que ponto reconhece o seu valor e a sua dedicação? Até que ponto entrega o seu poder pessoal aos outros? Até que ponto deseja libertar-se desses jogos de manipulação? Até que ponto está disposto a abrir mão dessa dependência?

 

Eva Veigas

Ano Pessoal 4 em 2018

Eva Veigas, 15.12.17

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O Ano Pessoal 4 em 2018 resulta da redução dos Números 13 ou 22. Portanto quem está num ano Pessoal 4 receberá influência de um destes Números conforme a data do seu nascimento.

 

Em ambos os casos trata-se de um ano destinado à criação (ou à restauração ou regeneração), ao desenvolvimento, ao crescimento e ao empoderamento de uma sólida estrutura interna.

 

Os 4 lados formam uma figura geométrica que nos devolve uma sensação de segurança, de firmeza e de confiança para poder edificar qualquer construção que julguemos conveniente nesta etapa da vida.

 

O 4 harmoniza, equilibra e devolve a ordem perdida, ajudando-nos a manter o foco no que é deveras importante e exequível.

 

O 13/4 – Será um ano mais agitado, mas que promete uma profunda regeneração. A necessidade de ultrapassar velhas dificuldades e de curar velhas feridas fará com que se movam no sentido de uma transformação interna potente, que lhes devolverá uma liberdade há muito perdida.

 

Serão capazes de encontrar soluções geniais e de aplicabilidade prática, para problemas e questões que julgavam impossíveis de resolver. Poderão tornar-se mais organizados e disciplinados e pretender efetuar algumas mudanças básicas, como por exemplo, na alimentação, ou passar a integrar o desporto na sua vida, o que lhes permitirá abandonar maus hábitos adquiridos no passado.

 

Serão movidos por uma força inexplicável e dificilmente perderão o rumo, a não ser que caiam na preguiça, na indolência e se agarrem a uma atitude de vitimização, o que os levará sem dúvida a adiar a sua própria vida.

 

O 22/4 – Será um ano virado para realizações práticas, concretas, o que poderá incluir mudanças radicais a nível profissional. Poderá haver uma mudança de carreira ou profissão. Para quem está a estudar poderá escolher uma área diametralmente oposta àquela que tinha decidido anteriormente. Claro que tudo isto gera (ou poderá gerar) uma sensação muito desagradável ou desconfortável, pois é como se de repente a sua vida ficasse do avesso. Este tipo de mudança implica uma reorganização de base, uma reestruturação a todos os níveis que colocará à prova a sua capacidade de lutar por aquilo que realmente deseja. É a chamada prova de fogo. Ou se tem essa capacidade de persistir, batalhar e ser determinado em relação às suas verdadeiras intenções ou se experimentará um amargo de boca e um forte sentimento de frustração, tristeza, desmotivação e impotência.

 

Portanto, será necessário e vital, eu diria, que estas pessoas não percam de vista o seu centro, mantendo aceso o foco iluminador dos seus desejos e intenções, e não se afastem daquilo que é neste momento a sua prioridade – elas mesmas!

 

O ponto forte deste ano será regido pelo Número 6, o que lhes permitirá fazer escolhas mais conscientes, mais amadurecidas, mais firmes, e que considerarão não só o seu próprio bem (o seu bem pessoal), mas também o bem maior (da família, por exemplo).

 

Todos sabemos como determinadas decisões podem afetar as pessoas que, dependendo de nós direta ou indiretamente, nos são mais próximas, o que obviamente afetará também, e por consequência, a nossa disposição, serenidade, alegria, bem-estar, determinação, etc.

O 6 é por excelência o Número que se ocupa do lar, da família, dos amigos, da comunidade, da sociedade, enfim do amor e da amizade que une as pessoas, e portanto como ponto forte do ano pessoal 4, pode-se afirmar que prevalecerá a escolha que trouxer maior benefício para todos os envolvidos.

 

Claro que para que isto suceda teremos de ser fortes e firmes no que toca às nossas escolhas e não hesitar só porque não agradamos a todos. No entanto, teremos de aprender também a ser flexíveis e justos e a usar o bom senso de modo a que todos possam colher o máximo de benefício da situação.

 

Além disto, é conveniente recordar que o 6 é um incentivador e um impulsionador, no que toca a transformar hábitos ruins e nocivos em hábitos e comportamentos saudáveis, devolvendo um estilo de vida mais adequado, a quem está a trabalhar nos pilares ou bases psicológicas, morais ou mentais que sustentam o seu edifício interno.

 

Já o ponto fraco deste ano recai sobre o 7, o que poderá complicar um pouco este ano 4, dado que sendo mal gerido poderá colocar demasiado foco nas dificuldades que irão surgindo e como o 7 rege o plano mental, os indivíduos que estão sob esta influência poderão sentir-se compelidos a pensar em excesso, em vez de partirem para a ação, pois sentem que a tarefa que está diante deles é demasiado grande, complexa ou impraticável.

 

Ao colocar demasiadas dificuldades e filtros negativos perante a realidade, acabam por ser engolidos por pensamentos e sentimentos turvos e distorcidos que lhes toldarão a visão e o bom senso.

 

Existe ainda uma forte tendência para se isolarem ou desistirem dos projetos que têm em mãos, por esgotarem a sua maravilhosa energia criativa, pensando demasiado, criando cenários horríveis onde tudo correrá mal e onde eles farão má figura.

 

O 7 no seu aspeto negativo peca pela mania da perfeição, o que na maioria das situações, se não mesmo em todas, acaba por atrapalhar a sua vida, devido ao grau de exigência que têm para consigo próprios.

 

Este ponto fraco aponta ainda para uma possível crise de fé que se poderá apoderar das suas vidas em qualquer momento do ano. Pode surgir (devido às mudanças internas que irão sucedendo ao longo ano) um novo olhar sobre as circunstâncias da vida, e de repente nada fazer sentido.

 

Pode ser potencialmente perigoso, se a pessoa estiver com uma tendência depressiva, isolando-se excessivamente do mundo, matutando demais sobre os mistérios da vida, mergulhando, por exemplo, numa via mística, espiritual, sem o devido acompanhamento.

 

Na vida tudo deve ser feito com conta, peso e medida ou correremos o risco de gerar uma catástrofe com consequências muito negativas e desastrosas para nós e eventualmente para os outros.

 

Finalmente, cuidado com todo o tipo de fanatismos religiosos, políticos ou de qualquer outro cariz, pois o 7 não trabalhado, não amadurecido, com poucos conhecimentos, mas muito convicto das suas certezas absolutas, é terreno fértil para discussões acesas e perigosas.

 

Eva Veigas

Ano Pessoal 3 em 2018

Eva Veigas, 15.12.17

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O Ano Pessoal 3 em 2018 resulta da redução dos Números 21 ou 30. Portanto quem está num ano Pessoal 3 receberá influência de um destes Números conforme a data do seu nascimento.

 

Em ambos os casos o Ano Pessoal 3 corresponde à fase final da germinação, da gestação. O pequeno ser está pronto para emergir das profundezas escuras do útero da Mãe Terra e receber os primeiros raios de Sol (o primeiro contacto com a Luz/Consciência). Podemos comparar este processo ao momento do nascimento de algo ou de alguém. Pode ser o nascimento de uma criança, de um projeto que finalmente se concluiu, de uma ideia que entretanto atingiu um ponto de maturidade e que já permite antever a sua realização física, a sua manifestação no plano material, enfim, pode efetivamente ser qualquer coisa.

 

Apesar de se encontrar num nível ideal de maturação, necessita ainda de espaço e tempo para crescer e se desenvolver, ampliar e aumentar (o que muito provavelmente irá suceder nos anos posteriores).

 

O 21/3 - Qualquer nascimento requer uma celebração que deve ser compartilhada com muita alegria. Por isso este ano associa-se ao 11 (Regente de 2018) na celebração dos êxitos, das conquistas e das vitórias obtidas com tanto custo, tanta entrega e tanto empenho.

Ainda assim, teremos que levar em consideração os fracassos (os projetos que nunca saíram da gaveta ou do nosso pensamento, e que, por isso mesmo, não chegaram a vir à luz) e toda a espécie de coisas não nascidas, que não germinaram, que não floresceram…

 

Este é assim um tempo de, por um lado aceitar e fazer esse luto, e por outro lado de fazer as perguntas adequadas: O que é que o impediu de criar e manifestar as suas ideias? Que crença ainda nutre acerca da possibilidade de se manifestar plenamente e de poder obter êxito nas suas iniciativas?

 

O grau de liberdade que poderá atingir, se conseguir chegar a escutar a sua própria consciência, não tem preço, e, caso isso aconteça, quererá celebrar e festejar esta conquista.

 

O 30/3 - Um ano 3 que à primeira vista poderia parecer mais um ano para folgar e respirar de alívio é um ano que traz muitos motivos para crescer e para vingar, para se fortalecer, para se desenvolver a níveis muito distintos, mas acima de tudo é um ano para entrar em contacto com o seu lado mais espiritual, para o reconhecer inteiramente, para o poder conhecer mais intimamente, para perder a vergonha e o medo e saltar para a garupa da montada da alma e galopar, galopar… E a galope percorrerá o caminho que o levará até ao próximo ano onde o esperam propostas ainda mais exigentes, elevadas e nobres.

 

Tudo isto nos devolve uma certa leveza e uma felicidade que não devem ser ignoradas ou remetidas para segundo plano. Se é para relaxar, brincar ou celebrar o momento é agora. Evidentemente que não se trata de passar o ano inteiro a relaxar e a celebrar, mas é importante que o façamos sempre e quando o momento for oportuno.

 

De resto, este é um ano em tudo importante para continuar a cuidar do templo interior, pois nada deve ser descurado. É importante ter em consideração que 2019 será um ano 4 para estas pessoas, portanto, não poderão folgar demasiado, ou 2019 cobrará o tempo desperdiçado em 2018.

 

 

 

Mas, como qualquer Ano Pessoal, e o 3 não é exceção, existe também um aspeto mais forte e positivo durante este ano e que se encontra sob a regência do Número 5. Este assenta na possibilidade de efetuar mudanças profundas, as quais lhe irão conferir uma certa estabilidade e solidez interior, de modo a não perder o fio condutor ao longo de 2018.

 

Estas mudanças estarão relacionadas com aprendizagens práticas, específicas e que abrangem no seu todo a esfera da materialidade. Poderão surgir novas tomadas de consciência relativamente à forma como tem gerido o aspeto material da vida, nomeadamente a saúde (saber cuidar melhor da nossa condição física é extremamente importante para todos, mas para quem estiver neste ano pessoal isso será ainda mais importante) e/ou como tem gerido os seus bens materiais ou os de terceiros.

 

A relação entre o corpo (plano ou esfera da materialidade) e o espírito (plano ou esfera da espiritualidade) requer trabalho e uma aproximação entre as duas dimensões deve ser levada em consideração. No passado, por via de muita distorção, sobretudo religiosa, fomos formatados e manipulados para exaltar o espírito em detrimento do corpo e isso gerou todo o tipo de recalcamentos, de dor, de revolta, de doença, de depressão, de medo e de falta de poder pessoal. Este é então o momento em que é possível resgatar a força, a verdade, a paixão de viver, das quais um dia tivemos que abdicar em troca de promessas vazias, onde a promessa de um sonho paradisíaco contrastava com um inferno dantesco caso a nossa conduta moral fosse contaminada com pensamentos ou atos impróprios.

 

Este é o momento de nos libertarmos dessa prisão, dessa escravidão, e de ousar começar a sentir, a pensar e a agir ao ritmo do nosso coração.

Seguir as batidas do coração jamais nos desviará do Caminho, pelo contrário, é ao som e ao ritmo do nosso toque sagrado que reagimos, que acordamos e que regressamos à estreita via que conduz à libertação do nosso ser, que jaz aprisionado há muitas eras dentro de sucessivos corpos, até que compreenda e veja por si mesmo a sua própria luz emergindo da sua sombra. Até que compreenda que é graças à sua sombra (e não o contrário) que percorreu tanto caminho, que aprendeu a ser resiliente, que aprendeu acerca da verdadeira fé, que aprendeu a nunca desistir.

 

Finalmente, o 8 revela o ponto fraco deste ano Pessoal 3, cuja dificuldade assenta numa certa incapacidade de concretizar e permanecer fiel, aos seus planos, projetos e intenções.

 

Não saber por onde começar pode ser a maior obstrução do caminho em 2018. É importante pois, que coloque os pés na terra, não se deixando sugar pela energia do 3, que sempre que nos encontra despreparados, se mostra caótica lançando-nos num misto de confusão e desordem, onde, à partida nos sentimos derrotados sem sequer termos iniciado a nossa jornada. Aconteça o que acontecer, não permita que esta energia se instale ou poderá perder esta oportunidade de crescimento.

 

O ideal é não fazer muitos planos, e cingir-se àquilo que for absolutamente importante e prioritário este ano. Desse modo, poderá contornar este difícil obstáculo de forma mais eficaz.

 

 

Eva Veigas

Ano Pessoal 2 em 2018

Eva Veigas, 15.12.17

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O Ano Pessoal 2 em 2018 resulta da redução dos Números 11 ou 20. Portanto quem está num ano Pessoal 2 receberá influência de um destes Números conforme a data do seu nascimento.

 

Em ambos os casos trata-se de um ano de germinação, de crescimento lento e praticamente invisível. É preciso paciência, prudência e sensatez, bem como calma e serenidade, ao que se acrescenta uma boa dose de confiança e de amor-próprio.

 

O 11/2 - Para quem estiver a viver um ano 11 a impaciência, o desejo de acelerar o próprio processo, a rapidez com que pretendem arrumar e concluir os seus assuntos, pode ser altamente prejudiciais, pois irão, com toda a certeza (querer) queimar etapas.

 

É certo que quem estiver sob a influência do 11, estará ressoando com o ano universal 11, mas isso não significa que tudo sejam rosas, pois os dois 11s produzirão forças contrárias, o que poderá devolver uma sensação de esmagamento, de impotência e consequentemente, a atingir elevados níveis de frustração.

 

Evidentemente, trata-se de um ano especial, onde a responsabilização pela própria vida e pelas sucessivas decisões e ações estará na ordem do dia. É um ano de maturação e de crescimento em múltiplas direções o que certamente não lhe deixará muito tempo para relaxar. Fique atento às oportunidades que podem surgir apenas uma vez, não voltando tão depressa a repetir-se.

 

O 20/2 – Trata-se de uma energia mais lenta e mais densa em relação ao 11 que é muitíssimo mais acelerado, arrojado e ousado, original e altamente criativo, o que em muitos casos vai tornar a vida difícil àqueles que viverem este ano sob a energia do Número 20, principalmente quando o tema é tomar decisões que impliquem mudanças bruscas de direção, pois a tendência é para hesitar, não exatamente no momento de decidir, mas sim no momento de agir.

 

Permanecer na humildade é outro dos aspetos que melhor definem a proposta deste ano 2. Talvez se atentarmos numa das características mais belas do Elemento Água, não necessitemos de maiores explicações. A Água corre sempre para baixo em direção ao mar, contornando toda a espécie de obstáculos. Talvez seja este seja o exemplo que melhor ilustra a capacidade de permanecer na humildade que nos é dado observar. Aprendamos pois com a Água a contornar os problemas e as dificuldades em vez de nos rebelarmos e indispormos.

 

O ponto forte deste ano será regido pelo Número 4 o que revela uma capacidade especial para transformar as bases onde a nossa vida assenta e sobre as quais se ergue o nosso edifício interno, sendo esta a chave para lidar com os aspetos mais difíceis do ano.

 

É tempo de cuidar das estruturas do templo interno, pois se elas se tornarem fracas e pouco estáveis o edifício poderá desmoronar e, como sabemos, reerguermo-nos dos escombros e das cinzas, qual fénix renascida, é sempre um processo muito mais penoso (embora, muitas vezes essencial, para que a verdadeira metamorfose ocorra).

 

Ora esta transformação exige uma grande quantidade de mudanças de forma continuada e progressiva, onde a dificuldade será manter o foco naquilo que realmente é importante e vital para nós. Ajustamentos ao longo do ano serão forçosos e necessários e isso exigirá a criação de novas rotinas, que melhor se adequem à nova realidade a ser experimentada.

 

É que o ano anterior exigiu bastante entrega. As escolhas que foram feitas, e as decisões que foram tomadas, precisam agora de ser respeitadas e cumpridas. Por este motivo é importante criar mais estabilidade, o que permitirá renovar certas áreas da vida que necessitam de purificação e revitalização.

 

O ponto fraco do ano é regido pelo Número 9 e como ponto fraco ou negativo, é talvez o que reúne um maior número de aspetos difíceis de gerir. Um deles é a ilusão. A ilusão é uma das principais armadilhas que experimentamos nesta existência, e ela está presente na vida de todos nós. A ilusão do poder, a ilusão do controlo sobre as situações e sobre os outros, a ilusão acerca das riquezas materiais, etc.

 

Neste caso concreto, o 9, como ponto fraco ao longo de um ano pessoal 2, chama a atenção para a ilusão provocada pela falta de integridade e de coerência internas.

 

Se souber aproveitar a energia que corre a seu favor ao longo do ano, nomeadamente, aquela referida no ponto forte do ano, e a trabalhar afincada mas progressivamente, poderá colher muitos benefícios, sendo que o principal, talvez seja mesmo a possibilidade de começar a sair da ilusão.

 

Não basta adotar uma postura meditativa e refletir acerca dos nossos comportamentos e atitudes, é preciso também, perante as mais diversas situações que se nos apresentam diariamente, ir transformando e colocando em prática pequenos movimentos, alterando aqui e ali alguns comportamentos, ajustando e flexibilizando as nossas atitudes, a forma como falamos, como nos expressamos, como mostramos aquilo que pretendemos.

 

Lembremos que o 2 corresponde justamente ao Princípio Feminino Universal e que por isso mesmo é o elemento que se recolhe, que se retrai, que se contém, mas apenas para receber, pois esse é o seu esplendor. É nele que reside a conceção e gestação da vida. É nele que as Águas primordiais se fundem com o Fogo inicial para produzir a vida.

 

É a prática regular e progressiva de efetuar mudanças que nos devolve ou nos aproxima mais da realidade e consequentemente nos afasta da ilusão de querer controlar a vida.

 

A impaciência, a pressa, a precipitação, a agitação, a impertinência são obstáculos gigantescos ao pleno fluir da vida, que acontece num movimento encadeado, sem que o possamos controlar. Aprender a respeitar os ritmos e os ciclos da vida, os contrastes, os opostos e os complementos, faz parte do vasto programa de lições para os humanos, que são por natureza teimosos, obstinados e intransigentes.

 

Já diz o povo que a pressa é inimiga da perfeição ou que devagar se vai ao longe. Mas a sabedoria popular, embora esteja disponível gratuitamente para todos nós, é muitas vezes ignorada, subestimada e mesmo desprezada. Pois talvez este seja o momento de atentarmos nas nossas heranças, naquilo que nos foi deixado pelos nossos antepassados, aceitando que uma grande parte desses ensinamentos, nos ajudaria a melhor superar uma grande parte dos nossos desafios, porquanto a maioria deles são essenciais e básicos para bem viver.

 

Por este motivo o ano propõe que qualquer aprendizagem, sobretudo no que diz respeito a desenvolver algum tipo de habilidade ou competência, deva ser feito de forma gradual e progressiva (embora com empenho e entrega), porém sem pressa ou impaciência.

 

 

Eva Veigas

Ano Pessoal 1 em 2018

Eva Veigas, 15.12.17

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O Ano Pessoal 1 em 2018 resulta da redução dos Números 19 ou 28. Portanto quem está num ano Pessoal 1 receberá influência de um destes Números conforme a data do seu nascimento.

 

Em ambos os casos trata-se de um ano para procurar motivação nas mais pequenas coisas, sem esperar pelo apoio ou pelo incentivo de ninguém. A persistência, a determinação, a fé e a confiança em si mesmos, deverá ajudá-los a viver este ano pessoal com alegria e vontade de superar todo e qualquer obstáculo.

 

Este ano 1 faz um aspeto positivo com o Número do ano universal que é 11, portanto, trata-se de um ano com características um pouco diferentes das habituais.

O 1 triplicado revela a força e a intensidade criada pelo movimento sinérgico dos três 1s, que articulados entre si, em diferentes graus, representam todos os inícios, todas as iniciativas, toda a ação pioneira, todo o empreendedorismo, enfim, todo o potencial adormecido na semente da evolução e do progresso. Evidentemente, este é o ano que abre um novo ciclo, de todos aqueles que estiverem em 2018, a viver num ano pessoal 1.

 

A última vez que este trânsito numerológico se verificou foi em 2009 e a próxima será em 2027. Em qualquer dos casos nada se repete, pois as oportunidades, ainda que regressem ciclicamente, nunca serão exatamente iguais, mesmo que à primeira vista possam ter em comum muitos aspetos essenciais. Deste modo, há que aproveitar, diria eu, as especificidades deste ano 1 que faz um trânsito numerológico auspicioso ao 11 - regente numerológico de 2018.

 

19/1 – Será um ano muito forte embora um pouco fechado em si mesmo, pois possui a força igualmente intensa do 1 e do 9, os Números que abrem e fecham ciclos (mais ou menos longos). Talvez por essa razão a tendência se concentre em querer absorver demasiadas coisas ao mesmo tempo, na medida em que existe um desejo intenso de começar e terminar toda e qualquer tarefa a que se proponha. Todavia, é preciso contar com os imprevistos e com toda a espécie de impedimentos para não ser conduzido a níveis demasiado elevados de frustração e irritabilidade.

 

28/1 – Será um ano onde o potencial de realização será mais vincado. A capacidade do 8 de materializar a substância do plano mental será fortíssima se a somarmos à sensibilidade e à intuição infalível do 2. O mundo dos negócios será o mais destacado, o que equivale a dizer que deverá ter em consideração os relacionamentos de um modo geral, pois pessoas representam oportunidades, especialmente se soubermos respeitar o essencial – a confiança mútua.

 

O aspeto mais importante ou ponto forte deste ano está sob a regência do Número 3 e recai sobre a extraordinária capacidade de criar soluções a partir do nada. Isto pode parecer avassalador ou até exagerado, mas a configuração deste trânsito apresenta uma explosão de criatividade, onde a mente racional terá a possibilidade de se unir a uma sensibilidade muito especial, criando soluções inesperadas, capazes de resolver muitos problemas com os quais se tem debatido nos últimos meses ou mesmo anos.

 

A capacidade para gerar soluções criativas, pressupõe que se está habilitado a usar e a movimentar um poder interior muito grande, que movimenta enormes massas de energia positiva e construtiva. Porém, um grande número de pessoas sente-se completamente incapaz de o fazer, porque, e acima de tudo, não sabe como expressar as suas emoções nem a sua criatividade.

Ora, como sabemos, um dos fatores que mais afeta as pessoas, em diferentes graus e esferas da vida, é, exatamente, o bloqueio criativo. Podemos comparar este bloqueio a uma engrenagem avariada, enferrujada ou desafinada.

 

Expressar emoções é algo que deixa muitas pessoas num estado de profundo constrangimento, embaraço, vergonha, insegurança e ansiedade. Em muitos casos não sabem identificá-las e ainda menos o que fazer com elas, já que no seu interior experimentam uma luta constante entre o que sentem e o que dizem. Para além disso, existe uma forte tendência para racionalizarem o que estão a sentir, o que dificulta sobremaneira este processo.

 

Todos conhecemos pessoas que experimentam uma profunda dor, quer através dos seus silêncios e mutismos, quer através da sua agressividade ou indiferença, no que toca a expressar o que sentem.

 

As pessoas que estão sob a influência deste ano pessoal 1, poderão sentir esta dor agudizar-se ou acentuar-se, para poderem observar e compreender o que se está a passar no seu interior, tendo assim uma oportunidade de fazer algo por si mesmas, isto é, de transformar essa dor, aprendendo a expressar corretamente as suas emoções.

 

Tudo o que não é dito ou verbalizado é retido, gerando um bloqueio emocional e criativo (engole-se a emoção, retém-se ou impede-se a energia de fluir, bloqueia-se a expressão e a criatividade).

 

Tudo o que é dito ou verbalizado de forma agressiva gera uma distorção da própria energia do indivíduo o que bloqueia novamente o espirito criativo (sente-se uma coisa, pensa-se uma outra e verbaliza-se ainda uma outra completamente diferente).

 

Uma forma de libertar energia criativa que tem estado reprimida há muito tempo é fazer um trabalho de identificação acerca das suas principais qualidades e características positivas. Depois de as identificar poderá meditar sobre cada uma delas e reconhecê-las em si mesmo (ainda que possa reconhecer também o facto de ter dificuldade para as usar). Poderá escrever sobre cada uma das qualidades que deseja expressar e começar a aplicá-las na sua vida. Se fizer esta identificação com toda a honestidade e integridade, poderá obter uma visão maior acerca do que o tem estado a impedir de se expressar criativamente em áreas específicas da sua vida ou em todas de uma maneira geral.

 

O ponto fraco do ano é regido pelo Número 1, por isso poderá sentir como principal dificuldade uma ausência ou um decréscimo de confiança em si mesmo. Portanto, há que explorar os seus níveis de insegurança e medo de ser bem-sucedido na vida.

 

A dúvida não é necessariamente má, conquanto não tome conta da sua vida e o imobilize de tal forma, que não consiga tomar decisões de modo a manter-se fiel às suas intenções, correndo o risco de perder excelentes oportunidades na vida.

 

Eva Veigas