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Numerologia: A Assinatura da Alma

by Eva Veigas

Numerologia: A Assinatura da Alma

by Eva Veigas

23/9/2018 Feliz Equinócio de Outono!

23.09.18 | Eva Veigas

A imagem pode conter: planta e ar livre

 

23/9/2018

Feliz Equinócio de Outono!

 



Esta semana numerológica que teve início ontem, dia 22 e terminará no próximo dia 30 é regida pelo Número 11 (redução de 29). 

Durante este curto período observamos vários eventos importantes:

- O período de 22 a 30/9 é influenciado pelo Número 11 (2); o mês de Setembro tem como regente o Número 20 (2); e este ano, como sabem, é regido pelo Número 11 (2), ou seja, estamos perante uma triangulação fortíssima do Elemento Água. 

- Celebramos, hoje, dia 23, o Equinócio de Outono.

- Lua Cheia (25/9).

Mas vamos por partes, para não nos perdermos uns dos outros!

O que é uma triangulação da Água? 
É quando temos três Números regidos pelo mesmo Elemento (neste caso, o Elemento Água) em posições ou casas importantes, alinhados de tal forma que o seu impacto no microcosmos é impossível de não ser notado.

Onde iremos sentir este impacto com mais intensidade? 

No plano emocional, sem dúvida, quer a nível individual, quer a nível colectivo, pois o que afecta um ser, afecta todos os outros. 

A nível individual seremos “obrigados” a mergulhar nas nossas próprias Águas e aprender que elas são sagradas. 

Aprender através das nossas emoções é uma das mais difíceis disciplinas que fazem parte do Programa desta Escola-Terra e enquanto não obtivermos nota máxima, não passaremos ao próximo nível.

A nível colectivo é-nos proposto que trabalhemos juntos em total colaboração e cooperação com o outro, que tomemos iniciativas, claro (não é para ficar à espera que os outros decidam por nós!), mas que no momento certo saibamos agir. 

Que sempre que estamos em interacção com o outro (ou outros) saibamos escutar realmente as suas ideias, as suas preocupações, os seus ideais, os seus anseios, os seus sonhos e que saibamos abster-nos de comentários irónicos, presunçosos ou de qualquer outro carácter, pois isso apenas faz de nós ignorantes. 

Somos nós que nessa atitude mostramos quão pequenos somos ao desdenhar do outro. Que sabemos nós do outro, se não nos propusermos a escutá-lo através da nossa alma e do nosso coração?

A nível planetário podem ocorrer movimentações de massas de água. (Não pretendo fazer aqui nenhuma espécie de futurologia, criar medo ou qualquer espécie de pânico. Apenas observo o movimento natural da energia e já observei isto em triangulações de Fogo e do Ar e houve lugar a incêndios graves, explosões, furacões, tufões, etc. É portanto, natural que suceda (como aliás sabemos que sucede tantas vezes) agora com a Água.).

Por trás desta triangulação do Número 2, encontramos os Números 11 e 20 em forma de capicua - 11:20:11.

Observando esta sequência surge imediatamente um pensamento que sugere Equilíbrio, e hoje é dia de Equinócio! 
11:20:11 – Surge como uma Balança com os seus dois Pratos, um de cada lado, com as respectivas peneiras do 11 e o seu Fiel que neste caso seria o 20!

É um tempo de purificação e de decantação da nossa alma, do nosso Espírito!

Mas este trabalho pede que nos abracemos como irmãos que somos. Que nos olhemos sem medo uns dos outros! “Ou nadamos juntos como irmãos ou nos afogamos separados como idiotas.” Martin Luther King.

Nunca uma citação se encaixou tão bem num dos meus textos como esta. Porque se trata de nos entre ajudarmos honrando esse compromisso. Trata-se de sermos justos connosco e com o próximo! Trata-se de parar de sermos “idiotas”, infantis e tontinhos e de assumirmos o controlo da única que coisa que aparentemente podemos controlar, que é esta nossa vontade enérgica de querer ser melhor (melhor do que fui ontem e não melhor do que o outro!). 

Tantas e tantas vezes me questionam acerca do 11 e do 11:11, quase sempre numa ânsia “semi-egóica”, misturada com a vaidade de “ser um 11”!

Pois meus caros irmãos e irmãs desta Escola-Vida! Experimentar a vida na Terra num Caminho 11, é o oposto de ser vaidoso ou de querer competir, ou de querer ser o maior entre os maiores. É exactamente o oposto disto. Ser 11, é ser pequeno e humilde e no entanto Servir com grande desprendimento, é sentar-se entre os “grandes” sem que isso lhe retire a confiança ou o abale interiormente.

Aprender esta lição 11 implica tomar decisões que muitas vezes não se querem tomar, implica crescer e amadurecer rapidamente, implica servir de estímulo e inspiração, implica morrer para o velho a cada momento, implica aprender a parar de controlar, implica seguir em frente, enfrentar o medo e não fugir dele, implica sair dos jogos emocionais, implica assumir a antiguidade da sua própria Alma!

Implica sacrificar o ego e sentar-se na "Escolinha" e aprender a ser mestre de si próprio, o mesmo é dizer, entre outras coisas, aprender a gerir as suas próprias emoções. Enquanto não praticar e souber aplicar estes ensinamentos não estará apto nem terá firmeza suficiente para lidar com a complexidade desta Vida. Não saberá quem é ou o que faz aqui. 

Aprender a lição 11, abre uma constelação gigantesca, constituída por três Números principais (e muitos mais secundários, não porque não sejam importantes, mas porque antes de seguirmos viagem através deles teremos de ser capazes de lidar com estes três primeiros).

São eles o 2, o 11 e o 20!

Também é importante salientar que estar num Caminho 11 não significa que já se aprendeu tudo sobre este Caminho, significa que se está nesse Caminho e que se está aprendendo! Cada Caminho tem milhares de” nuances”e aqueles que estão experimentando o 11 estão algures a viver uma dessas nuances, um desses fractais. 

Quando todos tiverem cumprido cada um desses fractais, e se agregarem no final das suas aprendizagens e trocarem e integrarem as suas experiências, então aí sim, todos seremos (também) 11! Até lá há que parar com as ilusões do "egozinho" pequenino que tem a mania que é grande e sabe tudo.

Estar num caminho 11 revela automaticamente que se está em simultâneo num caminho 2 e num caminho 20 e vice-versa! (Isto também é válido para quaisquer outros caminhos. Por exemplo, quem está no Caminho 1, está também no Caminho 10 e no Caminho 19).

Regressando ao momento presente, o que temos pela frente é um jogo de forças (11:20:11) que nos proporcionará diferentes oportunidades (ajustadas ao grau de consciência, sabedoria, amor, etc. de cada um, como é óbvio) para que compreendamos e saibamos que podemos restabelecer-nos depois de uma prolongada “doença” que tanto pode ser física como de outra esfera, como por exemplo a emocional (Água).

É claro que iremos precisar de toda a nossa serenidade, capacidade de aceitar o que não pode ser mudado, da nossa força, entendimento e discernimento para nos prepararmos para a transmutação dos medos e das dores do passado, e também da ajuda, da cooperação, do conhecimento e da sabedoria do outro. 

Temos que querer essa sanação! Todas as nossas células precisam de estar de acordo. Todas as nossas partes terão que aceitar regressar à vida presente, pois estiveram durante demasiado tempo adormecidas, e, este novo cenário pode parecer estranho, confuso ou amedrontador para elas. Daí a necessidade de permanecermos lúcidos e francamente dispostos a trilhar estes caminhos, por vezes, completamente novos e desconhecidos para nós! Para muitos será a primeira vez que o farão conscientemente!

O Número 20, recordo, representa a total rendição e aceitação de si, e dos outros. É o cair do muro. É onde deixa de haver diferenças, é onde deixamos de competir pelo primeiro lugar, é onde não importa em que lugar estamos, pois esse é o lugar que escolhemos representar! E se o escolhemos, porque queremos agora, a meio do jogo, mudar de lugar? Porque resistimos tanto em permanecer no mesmo lugar se nos comprometemos a cumprir-nos desde ali, daquele lugar que nos foi destinado? 

Se sairmos ele ficará exposto! Vazio! Quem cuidará desse lugar? Ninguém! O nosso lugar ficará à mercê da escuridão! E quando quisermos voltar vai ser muito mais difícil encontrá-lo, pois foi votado ao esquecimento por nós mesmos. E nós, onde permaneceremos entretanto? Perdidos de nós mesmos, creio eu!
Porque não responsabilizarmo-nos pelo nosso lugar? 

Já imaginaram se neste momento todas as pessoas em simultâneo, largassem o que estão o fazer e trocassem de lugar com outra pessoa? 

Imaginem o Comandante de um avião trocar de lugar com um passageiro que seria por exemplo um cozinheiro ou um médico ou exercesse qualquer outra profissão? 
A cada um o seu lugar pois todos temos um espaço num qualquer, mas especial e específico ramo desta Árvore Sagrada que é a Vida!

Hoje celebramos o Equinócio de Outono onde a Natureza é a principal visada, é a ela que agradecemos todas as colheitas. É a ela que consagramos a nossa vida, o nosso mel, o nosso pão e o nosso vinho.

Hoje festejamos juntos a Vida em todas as suas dimensões, pois o dia de hoje marca o início de uma nova Estação! Daqui a pouco chegará o frio e teremos que saber gerir os frutos do nosso trabalho. Escolheremos cuidadosamente as sementes que deitaremos de novo à terra mais adiante. Os frutos que recolhemos no Verão serão o alimento dos longos, frios e chuvosos meses de inverno.

Saibamos gerir dentro e fora, todos os nossos recursos e estaremos a contribuir para a nossa mestria pessoal e colectiva.
Aprendemos com os nossos pais, com os nossos antepassados e com os nossos ancestrais. Os nossos filhos e netos aprenderão de nós! Que contributo estamos dispostos a dar por eles. Que Planeta/Casa/Escola queremos deixar para aqueles que virão depois de nós?

Finalmente, a Lua Cheia irá presentear-nos com a sua luz, ainda que indirectamente iluminando a escuridão da noite, o mesmo é dizer que essa luz irá iluminar partes ocultas, que jazem no nosso subconsciente e que se preparam agora para vir à luz da consciência, a fim de serem sentidas, vistas e escutadas, para logo de seguida serem restauradas, regeneradas e direccionadas e possam juntar-se a nós nesta viagem da Alma.

Esta Lua viajará connosco e acompanhar-nos-á até ao final do mês e não, não é coincidência que tudo se alinhe e se sincronize desta forma tão perfeita!

Feliz Equinócio!

Photo by Viktor Mogilat