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Eva Veigas

The Silent Path

Curando a ferida

12.01.18 | Eva Veigas

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É na dor e através da dor que descobres o sublime bálsamo que suaviza a ferida que ainda sangra.

 

É escancarando a ferida, em amor, com amor e por amor a todas as dimensóes do teu ser, que podes gentilmente abraçar-te, apoiando-te e sustentado-te com leveza, para que possas conhecer-te mais e melhor, acedendo a camadas profundas onde o amor está congelado, petrificado e estagnado.

 

É nessas camadas que podes ficar de frente para ti mesma/o levando o teu calor, mantendo acesa a tua fogueira interna, para que essa partes possam por fim derreter.

 

É nessa água derretida e fresca que podes banhar os teus corpos, é nessa água cheia de vida que podes agora nutrir cada uma das tuas células.

Despertando o curador...

12.01.18 | Eva Veigas

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Nos teus braços me envolveste, cobrindo-me com o teu manto feito de pó das estrelas, e embalando o meu ser com doce canção me adormeceste por longa eternidade.

 

Com um sopro me despertaste vivifcando a minha alma pura e crisitalina. Vestiste-me de flores, de heras e de cores. No meu peito colocaste um precioso cristal e na minha testa uma serpente emplumada. Nas minhas mãos colocaste uma poção feita de estrelas e magia, que purifica e cura os lugares por onde passo. Nas minhas costas depositaste com doçura um par de asas transparentes e no meu ventre escreveste a minha história. Em volta da minha cintura colocaste um cinturão mágico donde pendem mil e uma chaves. 

 

Novamente sopraste na minha direcçao e novamente a minha alma se exaltou em Ti.

 

Despertando te encontrei e vi a tua Face diante de mim. Sorriste e depositaste dentro do cristal um conteúdo especial. Disseste-me que lhe chamaste Amor.

 

Depois desapareceste deixando um rasto luminoso e uma mensagem que ecoa no tempo: Não te esqueças de Nós!

Em constante aprendizagem...

12.01.18 | Eva Veigas

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São precisos anos e anos de aprendizagem até nos tornarmos suficientemente conhecedores de uma vivência particular.

São precisas várias vidas para a aprofundarmos.

São precisos vários éons para a integrarmos.

Mas precisamos de apenas 1 segundo para a realizarmos em nós.

Os 4 Elementos...

12.01.18 | Eva Veigas

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Uma ideia (Ar) que não é materializada (Terra) não passa de um pensamento. Quando se materializa uma ideia estamos na verdade, a imprimir vida (Fogo) a uma ideia gerada pelas nossas emoções (Água).

Largando a pele...

12.01.18 | Eva Veigas

 

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Largar hábitos é tão difícil, mesmo sabendo que são nocivos, adiamos a decisão de os deixar ir.

Mesmo depois de tomar a decisão não é fácil mantermo-nos fiéis às resoluções que tomámos.

Changing Course...

12.01.18 | Eva Veigas

Foto de Eva Vilela Veigas.

 

Nem sempre é fácil mudar de rumo. Talvez porque um dia, decidi mover-me numa determinada direcção, marquei uma rota e determinei que acontecesse o que acontecesse, me manteria no caminho, sem optar por desvios ou atalhos, não desistindo da minha intenção.

 

O caminho, quando é caminho, é vida, e a vida obriga-nos a reposicionar a cada passo, a cada respiração até. Portanto há momentos em que o processo de revalidação interna é mais forte e mais intenso e em que o coração fala mais alto, em que todo o meu ser me revela o caminho feito e em que nada mais é necessário fazer.

 

Nada há a provar. Nada há a alterar. Nada há a transformar. Está feito aquele processo. Está feito aquele caminho.

 

É tempo de mudar de percurso, de direcção, de estrada.


Deixo-me guiar pela doce Presença do meu Espírito que me murmura o novo caminho e me revela novas estradas, novas possibilidades, novos desafios e me renova o alento.

 

Pelo caminho, iludi-me e desiludi-me, caí e levantei-me, feri-me e curei-me. Estiquei a mão e os deuses me ergueram para que eu pudesse ajudar outros a erguerem-se.

 

Ergui-os e sacudi-lhes o pó, tratei das suas feridas e alimentei-os e no final muitos foram os que me viraram as costas. Já livres dos seus grilhões decidiram procurar ajuda noutro lugar, ignorando o quanto libertaram, decidiram atribuir a outros o privilégio da sua cura.

 

Ingratidão e tolice. Falta de compromisso com o seu próprio caminho. Ausência de discernimento e gratidão.


Não entendem que a cura está dentro e não fora.

 

Acenam-lhes com palavras bonitas da falsa nova era e pronto, está tudo bem, rapidamente se esquecem de quem lhes estendeu a mão, quando mais ninguém estava para se ralar.


Os falsos terapeutas, os gurus, os mestres com os seus nomes pomposos escancarados em belas vitrinas, feitas de vidro (ah! mas o vidro, meus amigos, o vidro quebra) colorido, tinham mais que fazer, do que perder o seu tempo com pessoas demasiado enroladas na sua própria sombra. Porque ajudar a trazer o outro do lodo, dá muito trabalho, demasiado trabalho. Porque ver o outro a debater-se com os seus medos e anseios implica olhar para dentro. E os falsos terapeutas não olham para dentro, têm outras coisas com que se preocupar, têm de orgulhosamente apontar aos outros qual o caminho que devem seguir, pois não sabem respeitar a escolha de cada um. Não conseguem permanecer nos bastidores, pois necessitam da ribalta, dos palcos e das luzes. Precisam de ouvir como são fantásticos portadores da luz.

 

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Teria tanto mais para dizer, mas as palavras não surgem, é tempo de introspecção e de renovação.
Dirijo-me a passos largos para a minha gruta, aguardando nela o tempo da primeira Lua Escura do ano.
Lá permanecerei, serenamente só. E só depois da Lua me inundar de trevas, poderei eu regressar das minhas sombras, e, talvez nessa altura, revelar o que a luz dissipar.

Iniciando a cura

12.01.18 | Eva Veigas

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Há momentos em que decidimos olhar verdadeiramente para nós, deixando de lado todo o género de auto-crítica ou de julgamento.