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𝓔𝓿𝓪 𝓥𝓮𝓲𝓰𝓪𝓼

Arqueóloga da Alma

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Arqueóloga da Alma

Junho 2014 - Regente 4

 

“Aprende a permanecer livre. Não sejas prisioneiro de ideias feitas, pois estas só trazem desastres e confusão. Não te obstines na escuridão, pede à terra viva a sabedoria e a força.”

 

Sabedoria Ameríndia

 

 

 

 

Junho cujo regente é o 4, do alto seu sólido trono vem dar-nos a possibilidade de aprender acerca da forma como estruturamos a nossa vida.

Muitos de nós crescemos com alicerces pouco firmes em famílias desestruturadas ou que entretanto se desmoronaram, de modo, que não é de todo estranha a nossa tendência para imitar agora, como adultos, aquilo que vivenciámos enquanto crianças ou jovens adolescentes.

Não estou com isto a apontar culpas e muito menos a buscar justificações para os comportamentos dissonantes de muitos de nós ou de certas pessoas à nossa volta.

Esta constatação tem como fim, apenas, colocarmos numa perspetiva, que se pretende objetiva, clara e sem juízos de valor as nossas vivências passadas para entendermos o nosso padrão comportamental automático.

Através desta abordagem poderemos aceder a muitos registos do nosso passado mais ou menos antigo procedendo ao movimento interno de querer mudar aquilo que nos incomoda ou que sentimos que não está em sintonia com a nossa vontade, desejos e ambições.

Antes destes padrões serem detetados não é possível fazer as mudanças que considerarmos necessárias, e que naturalmente, em princípio, só faremos no mês seguinte, Julho, cujo regente 5 tem por bandeira a Liberdade.

Daí que este seja, claramente, um mês destinado a identificar padrões de comportamentos rígidos, pobres em conteúdo, mesquinhos na essência, desprovidos de sabor, completamente obsoletos e que se não forem reconhecidos em plena consciência, se estilhaçarão em mil bocados no mês seguinte, que é quando estão previstas acontecer as ruturas, as transformações, as situações inopinadas, quase sempre devastadoras para a nossa vida, pois não nos preparámos com antecedência para elas.

Então o regente 4 convida-nos a arregaçar as mangas e a trabalhar, eventualmente com a ajuda de um profissional, em nós, de forma gradual e sistemática. Pois desse modo a transição, que de qualquer modo se verificará, será sem dúvida mais suave, menos dolorosa e até bem acolhida, de acordo com o grau de consciência de cada um.

Claro está, que estas transformações exigem que nos encontremos em pleno processo criativo, para que possamos regressar ao nosso centro a cada momento, isto é, para que a cada instante as nossas escolhas sejam tomadas em plena consciência, verdade e totalidade.

Este processo irá, sem dúvida, exigir muito de todos nós, pois teremos que ser fortes o bastante, para levar estes processos até ao fim. Sentiremos, muitas vezes, vontade de desistir, pois facilmente perderemos o foco e objetivo, mas lá estará o Senhor 4 a puxar-nos as orelhas, reconduzindo-nos a cada instante para a via do meio, para o nosso centro, para o nosso coração que bate ao ritmo do universo.

Claro que em última instância a decisão é nossa, e podemos mesmo desistir, mantendo os nossos velhos hábitos e padrões, as nossas zangas e frustrações, a nossa cobardia imensa perante a vida, a nossa arrogância e prepotência, a nossa agressividade e revolta, a nossa incapacidade de reagir e a nossa preguiça, a nossa inércia e a nossa dificuldade em assumir as nossas responsabilidades, permanecendo na nossa zona de conforto, quais Velhos do Restelo. É que o nosso livre-arbítrio permite-nos fazer fugas a cada momento, produto dos nossos medos e dificuldades de todo o género.

Aqueles que pretenderem dar mais um passo no caminho, terão que ser persistentes, ousados, capazes de desmascarar as múltiplas identidades do ego, esses personagenzinhos de ficção que habitam em nós e nos moldam a vida por via da nossa apatia ou dos nossos medos de os enfrentar. Acreditamos que eles são reais, mas pior, acreditamos que somos cada um deles. Afirmamos verdades e manifestamos crenças em nome de criaturas que tentam a cada momento apoderar-se da nossa verdadeira essência, porque simplesmente não estamos atentos ao que se passa dentro de nós.

Sob esta maravilhosa vibração do Regente 4 teremos que ser determinados e movidos por uma vontade férrea de seguir em frente subindo mais um degrau na escalada eterna da evolução.

 

 

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