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Eva Veigas

Medicina para a Alma

Eva Veigas

Medicina para a Alma

Mês Pessoal 7 em 2012

 

Receptividade é a palavra-chave para este mês. A receptividade representa a natureza feminina como complemento da natureza masculina.

Estar receptivo não é o mesmo que estar inactivo ante a vida, de braços cruzados sem fazer nada, sem participar nos acontecimentos, entregando o nosso poder pessoal a terceiros.

Estar receptivo é aprender a respeitar os ciclos naturais da vida com os seus altos e baixos, com os seus momentos para agir, momentos para reflectir, momentos para deixar ir, momentos para contemplar, e assim por diante.

Estar receptivo revela sensibilidade, intuição e compaixão. Atributos a desenvolver durante este mês.

A mudança para este estado de Ser obriga a uma profunda introspecção e este mês é ideal para o fazer. É um mês que pede recolhimento, silêncio e solitude.

Há que criar as condições ideais para podermos entrar em contacto com o nosso Eu Interno (ou como queira chamar àquela parte de si que o liga à Luz Divina).

Quando nos propomos entrar em contacto com as mais altas esferas do nosso Ser, damos início à complicada mas sublime tarefa a que muitos sábios e mestres se propuseram antes de nós – imortalizada na célebre frase – “Conhece-te a ti mesmo.” Esta tarefa de nos conhecermos implica antes de mais um comprometimento total com o nosso Ser mais elevado. A alma quer amadurecer, sem que no entanto, esse amadurecimento se torne velho, transformando-se em algo oco e inútil. Pelo contrário, a alma renova-se a cada nova tomada de consciência. A cada nova iluminação, ela volta a ser verde, mantendo-se em permanente estado de aprendizagem. Dessa forma, vamos trabalhando a humildade em nós e vamos percorrendo um caminho cada vez mais consciente em direcção ao reconhecimento do divino em nós.

Esta tarefa requer muita, muita paciência e muita atenção a tudo o que acontece dentro de nós. Mas cuidado! É preciso estar atento e não obcecado com os resultados. Lembre-se de que a vida é para ser vivida momento a momento. E como já referi, há momentos para tudo.

Reflicta sobre o que sente que a sua alma quer aprender. Observe a sua vida. Retire-se para um local silencioso, onde possa estar a sós consigo, nem que seja por breves instantes. Opte por criar uma rotina e poderá fazê-lo mesmo no meio do barulho da cidade. Escolha cuidadosamente o local, o tempo de que dispõe, o momento do dia que lhe seja mais favorável e se preciso for, avise a família de que necessita desse momento para si. Aliás, pode incitá-los a fazer o mesmo, se lhes explicar exactamente do que se trata.

Depois, nesses momentos, desligue-se das questões mundanas, dos problemas quotidianos, respire profunda e lentamente algumas vezes ou use as suas técnicas habituais de descontracção e meditação. (Aconselho aqueles que ainda desconhecem estas técnicas que se proponham a fazê-lo de modo a encontrarem mais equilíbrio para as suas vidas). Permita-se escutar o seu coração, a sua alma, o seu Eu Interno, o que lhe quiser chamar. Sinta e ouça as mensagens que o seu Eu Interno lhe quer transmitir. Fique receptivo. Permita-se receber. Desligue o interruptor do julgamento. Não comece a emitir pensamentos do género: “isto é bom”; “aquilo é mau”. Sinta apenas. Ouça as mensagens ou veja as imagens que passam pela sua mente. Fique assim por alguns momentos e depois regresse calmamente. Se gostar de escrever e for caso disso anote o que sentiu, viu ou ouviu. Depois fique atento aos acontecimentos que se seguirão a esses encontros com o seu Eu Interno e tire as suas próprias conclusões. Esta é uma forma de se estudar a si mesmo durante este mês, mas que pode aplicar para o resto da sua vida.

Este é um caminho único, luminoso, riquíssimo, mas mesmo assim, por vezes, você pode sentir-se muito, mas muito só ainda que esteja rodeado de centenas de pessoas. Porém, asseguro-lhe que não há necessidade de sentir solidão durante este processo ou durante a sua vida. Há que compreender a diferença entre solidão e solitude. A melhor explicação que encontrei para esta diferença é a que consta no livro “O Tarot Zen, de Osho”: “Solidão é ausência do outro. Solitude é a presença de si mesmo. (…) É uma presença (…) transbordante. Você se sente tão pleno de presença que pode preencher o universo inteiro com a sua presença, e não há nenhuma necessidade de ninguém.”. Isto, você poderá descobrir em meses com este tipo de vibração, cuja frequência o ajudará a permanecer mais sintonizado com esta energia.

Em termos práticos, este é um excelente mês para iniciar um curso novo ou para fazer uma aproximação a nova áreas do conhecimento. Para os cientistas, pensadores, filósofos, escritores, criativos, etc., esta é a vibração ideal para investigar de modo mais profundo as suas áreas de interesse. É um momento muito benéfico para iniciar ou continuar uma pós graduação, por exemplo.

Como foi referido no início desta análise, há alguns atributos que se destacam nesta energia e que podem ser desenvolvidos de acordo com o nível de consciência de cada Ser. Um deles é a sensibilidade. A sensibilidade é um atributo maravilhoso e é através dela que nos podemos permitir estar gratos por tudo o que somos e por tudo o que temos. Actualmente, as pessoas, de um modo geral, estão muito focadas nas suas necessidades, o que gera, na maior parte dos casos, grande ansiedade, incapacidade de lidar com os problemas diários e mesmo revolta diante da impossibilidade de atingir os objectivos traçados. Como é de esperar, este sentimento de necessidade gera mais necessidade tornando esta questão numa bola de neve que pode tomar proporções gigantescas. Uma forma de trabalhar as necessidades é olhar para aquilo que já é e que já tem e agradecer por isso. É aconselhável elaborar uma lista ou preparar um Caderno de Gratidão (seja criativo). O ideal é reler essa lista todas as noites antes de dormir mantendo esse sentimento de gratidão. De certeza que acordará com esse mesmo sentimento. Seja grato por tudo o que é, por tudo o que tem e por tudo o que lhe acontece e começará a entender o real significado de prosperidade na sua Vida. Não mais se focará na necessidade mas sim na abundância que rodeia tudo e todos.

A intuição é outro atributo que vai estar disponível para si durante este mês. Aceda à sua intuição, pois não é algo externo a si, mas antes algo que faz parte do seu Ser. A intuição está guardada na sua caixa de ferramentas divinas. Se você não a usar ela vai “enferrujar”. Aprenda a abrir essa caixinha de ferramentas, aceda à sua intuição, aprenda a ouvir e depois aja de acordo com essas indicações. Ela pode guiá-lo na direcção certa evitando muitos dissabores e situações muito desagradáveis.

A compaixão é o último aspecto desta vibração que influenciará o mês de Fevereiro. Este é o sentimento que verdadeiramente nos liga à Fonte da Criação e nos faz sentir que não estamos sós. Deixamos de observar as diferenças e passamos a ver as semelhanças entre os Seres. Os complexos de inferioridade e superioridade dão lugar à união, à cooperação e ao trabalho para o Bem do Todo. Somos Todos Um!

 

Eva Veigas

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