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Arcanos & Cia. by Eva Veigas

Vem, caminha comigo. Levo-te pela mão ao encontro de caminhos não percorridos através do universo mágico da Numerologia e do Tarot. Vem! Eva Veigas

Arcanos & Cia. by Eva Veigas

Vem, caminha comigo. Levo-te pela mão ao encontro de caminhos não percorridos através do universo mágico da Numerologia e do Tarot. Vem! Eva Veigas

28.09.20

Numerologia: A Data de Nascimento


Eva Veigas

Pagar, Números, Dígitos, Matemática, Contar, Escola

Definição e Cálculo da Data de Nascimento para conhecer o Número do Propósito de Vida.

 
 
A Data de Nascimento é um dos pilares do mapa numerológico natal. O outro é, obviamente, o Nome Completo, formado pelas letras-número, ou seja, as letras depois de convertidas em números.
 
A Data de Nascimento, formada por três elementos ou números essenciais, dia, mês e ano, está relacionada com os 3 Grandes Ciclos de Vida propostos pela Numerologia.
 
Através do calculo da data de nascimento obtém-se um Número, que pode ser conhecido por Número de Vida, Caminho de Vida, Número de Origem, Número do Destino, etc. Aqui ele é designado por Número do Propósito de Vida, o qual revela o propósito de cada existência terrena e a respectiva proposta de aprendizagem.
 
Este Número é considerado por muitos numerólogos, o mais importante do mapa natal, uma vez que é impossível alterar a data de nascimento e consequentemente, impossível alterar o Propósito de cada um.
 
Este Número irá influenciar todo a nossa vida nos seus múltiplos aspectos e manifestações. A análise de todo o mapa numerológico é feita sempre com base neste número que se entrelaça com as restantes (e muitas) frequências numéricas, tais como: ciclos de vida, equilíbrio karmico, dons e talentos, anos pessoais, aprendizagens, lições e desafios de vida, e assim por diante.
 
 
 

Calcular a Data de Nascimento

 

Exemplo: data de nascimento de Charles Darwin
12/02/1809
 
 
Somam-se todos os números horizontalmente. Também existe o método vertical, mas eu prefiro o anterior.
 
1 + 2 + 0 + 2 + 1 + 8 + 0 + 9 = 23
 
2 + 3 = 5
 
Assim, o Número do Propósito de Vida de Charles Darwin é o Número 5.



Agora um outro exemplo (propositado, pois estes números aparecem com menos frequência), porque sei que surgem muitas dúvidas por causa dos Números Dobrados ou Números Mestre.
 
Exemplo: Alguém que nasceu a 27/12/1970.
 
 
2 + 7 + 1 + 2 + 1 + 9 + 7 + 0 = 29
 
2 + 9 = 11
 
Assim, o Número do Propósito de Vida da pessoas nascida nesta data é o Número 11. O 11 é um Número Mestre e chama-se assim, por ser um Número Dobrado ou Duplicado.
 
Numa consulta de Numerologia, estes Números Mestre, são ainda reduzidos ao seu Número Raiz, que no caso do 11 é 2 (1 + 1 = 2), para efeitos de cálculo do mapa completo.
 
 
Portanto, temos dois exemplos de dois Números do Propósito de Vida o 5 e o 11.
 
 
 

No próximo artigo farei um resumo de cada um dos Números do Propósito de Vida.

Eva Veigas
Numeróloga
Eva Veigas
23.09.20

A Roda da Fortuna: 23/09 a 22/10


Eva Veigas

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TAROT 2020

 

A Roda da Fortuna

 

 

Período: 23/09/2020 – 22/10/2020

O Sol está no signo de Balança (Elemento Ar)

A Roda da Fortuna é o 10º Arcano do Tarot e corresponde ao signo astrológico de Virgem (Elemento Terra)

Numerologicamente transita-se do Número 4 (Elemento Terra) para o Número 5 (Elemento Fogo), entre os dias 20 de Setembro e 10 de Outubro.

 

4 (6).png

 

Um novo ciclo tem início. A possibilidade de evoluir e progredir, tendo em conta as experiências anteriores, devolve-nos a possibilidade de crescer e aprender com os nossos erros.

A Roda da Fortuna, que gira ininterruptamente, conduz o fluxo da energia, transportando-nos, ora para cima, ora para baixo, dependendo do momento em que cada um de nós se encontre.

Assim que surjam as condições adequadas para cada um de nós, o que pode significar um qualquer instante nesta jornada ou na próxima, poderemos experimentar o desejo manifestado de sair da roda do samsara – a roda interminável de nascimento, morte e renascimento.

Mas por agora, e enquanto isso não acontece, concentremo-nos na conjugação deste intrincado e complexo conjunto de energias que se está desenhando sobre nós, por forma a gerar uma nova e rica oportunidade de mudança e ajustamento do caminho.

Para que tal suceda precisamos de nos entregar às forças invisíveis do “Moinho das Transformações”, este Arcano X, que irá triturar, moer e destruir tudo o que precisamos de purificar interiormente – a tal transformação interna, ou seja, os velhos padrões ainda tão enraizados, os hábitos nocivos de todo o género, os instintos ainda tão primitivos e brutos, as forças opostas que vivem no nosso interior e que ainda não foram neutralizadas e transmutadas, a impulsividade, os desejos egóicos, e assim por diante.

Este Arcano marca o recomeço de um novo dia, de uma nova era, de um novo ciclo. Demarca uma etapa que se concluiu e anuncia o novo e ainda desconhecido caminho que havemos de trilhar.

Esta radiação conjuga-se com o momento de transição numerológica do Número 4 (que rege o mês de Setembro), para o Número 5, que irá reger o mês de Outubro.

Isto significa, que as estruturas rígidas ou os limites exagerados exigidos pelo 4 e todas as formações cristalizadas por este Numero deverão cair e estilhaçar-se para dar lugar ao novo - ao 5 - que é o Número da transformação interior que produz mudança, em virtude de se almejar o conhecimento, que nos conduzirá um dia, à mestria pessoal.

É importante recordar aqui que o regente de Setembro, o Número 4, é a redução de 13, este sim, o Número da verdadeira transformação alquímica, da organização do nosso sistema interno, do próprio esqueleto, da reestruturação interna, da reorganização interior que se dá de dentro para fora.

Portanto, esta reestruturação implica sempre um ajustamento e uma adequação ao novo estado de ser, ao novo patamar da consciência e, por conseguinte, haverá sempre algo que cairá, que ficará para trás. Haverá sempre destroços e detritos que não cabem nesta renovação, pelo que devem ser triturados, moídos, desfeitos em pó, o qual deve ser levado pelo vento (AR). Este Ar que Balança nos empresta para que nos revigoremos e possamos respirar mais livremente, enchendo os pulmões, para deixar ir embora a tristeza e assim permitir que a Alegria, tome o seu lugar, pois só ela nos pode conduzir para fora da estrutura pesada que carregamos há tanto tempo.

Este momento vai permitir, de um modo geral, trabalhar interiormente no sentido de obter equilíbrio em todas as áreas da vida, uma vez que nos está a ser pedido que reformulemos tudo em nós.

Que qualidades queremos expandir, que qualidades queremos nós transportar e irradiar? Haverá muito questionamento interior em relação a tudo o que está manifestamente visível na nossa vida prática e quotidiana: relacionamento a dois; filhos; família; saúde; profissão; etc.; mas também em tudo o que diz respeito à nossa vida interior; à nossa espiritualidade e à forma como é vivida, sentida e manifestada.

Este é um tempo de analisar o passado através do Elemento Ar, para “ver” o que estamos a “sentir”! Um momento de decantação das emoções produzidas por um passado de dor, de sofrimento, de dificuldade, de medo, de obstinação, de arrogância, de orgulho, de vaidade, de prepotência, etc.

Todas as emoções geradas por estados de contrariedade e de sofrimento, de resistência à mudança, de incapacidade de lidar com cada situação, de não-aceitação das experiências que vamos vivenciando, resultaram em processos de cristalização no nosso fluxo energético, as quais são as principais causadoras da nossa destruição, ou melhor seria dizer, de auto destruição. No fundo, são estas emoções doentes e distorcidas que, sendo somatizadas, nos conduzem a estados enfraquecidos, de qualidade energética muito densa e baixa, as quais causam aquilo que conhecemos por doenças.

Não devemos ficar admirados por ficarmos doentes. Enquanto não adentrarmos este mundo emocional com o único sentido de o harmonizar e de o compreender, e para o harmonizar e neutralizar há que o compreender, não seremos capazes de ir transformando tudo o que não tem qualidade, de forma imediata, não dando espaço para que essas emoções, quais raízes de ervas daninhas, proliferem na nossa terra interior.

Precisamos muito de olhar e ver que sentimentos são estes que afloram à nossa mente, para que possamos trabalhar com os nossos recursos internos de forma a transformar de modo permanente e eficaz a nossa essência, para que manifestemos e cumpramos o mais elevado em nós!

Neste ponto, a energia de Virgem, o signo que corresponde a este Arcano X, pode dar-nos uma ajuda extra, uma vez que é ela quem nos ensina a trabalhar e a conhecer o Elemento Terra – o Elemento que permite a materialização e manifestação do mental, dando-lhe forma e utilidade.

Assim, este novo ciclo pede que coloquemos em ordem o nosso mundo interior e bem assim o nosso mundo exterior. É um momento que irá exigir trabalho, empenho, cuidado e bastante rigor. É preciso dar atenção aos pormenores e não deixar nada ao acaso. Contudo, é essencial não cair na armadilha do perfeccionismo ou do criticismo ou ainda da autocrítica.

Sigamos então o fluxo, o convite desta Roda da Fortuna, e aceitemos essa Parte da Fortuna em nós. Que este seja o instante, o ápice em que olhando a partir de uma visão mais elevada, mais dinâmica e mais subtil, mais divina e sagrada, possamos aceitar a nossa condição e ao mesmo tempo, possamos fazer a escolha correcta de permanecer no lugar que agora nos cabe preencher ou por outro lado, saibamos distinguir que este é o nosso momento de avançar e fazer o que tem de ser feito!

Alta Pax

Eva Veigas
31.08.20

Alma Peregrina


Eva Veigas

Durdle door

Imagem: Toby Elliott

 

Hoje a minha reflexão vai para as experiências vividas e integradas; para outras tantas vivências que estou integrando aos poucos; para aquelas que ainda não sei se terei condição para integrar e para aquelas que vividas e integradas, posso agora aplicar no meu mundo.

Não importa se as experiências foram dolorosas ou maravilhosamente inesquecíveis. O que importa é que elas me permitiram crescer e ampliar à lupa, tudo o que eu precisava de saber a cada momento, quer eu aceitasse esse facto, naqueles momentos, quer não!

As nossas experiências e conhecimentos são adquiridos por meio do contacto directo com a situação, com a pessoa, com o lugar, etc. e por muito que um livro nos leve a viajar, nada se compara à viagem em si, seja ela dentro ou fora de nós!

A viagem e as suas peripécias são tudo o que devemos aprender a desfrutar, entender, integrar e guardar connosco.

Cada momento em que parei para contemplar a paisagem, daquelas de suster a respiração...

Cada momento de partilha, de um abraço, de um olhar...

Cada gargalhada, cada lágrima...

Um tropeço aqui e outro ali...

Saber que por muito que doa, sempre me posso levantar...

Comungar com a Natureza, falar com o rio e com as pedras, escutar os pássaros e o vento através das árvores, correr atrás das borboletas e sentir as cócegas de uma lagarta na pele, abençoar a Creação, abraçar uma árvore, conversar com o Carvalho ou com o Pinheiro mais antigo da floresta, deitar na erva fresca e olhar o céu azul... adormecer a olhar para o firmamento por teimar em querer contar as estrelas todas que vejo, conversar com a Lua e contar-lhe as minhas mais íntimas indagações, escutar as respostas e saber no meu peito que assim é e que posso confiar nela... porque ela é sábia e antiga! Virar-me para o Sol e saber que iluminação provém da sua Luz, daquela Consciência Solar e aninhar-me nos seus raios para receber calor e aconchego do Pai!

A viagem é tão bela, tão magnífica, portadora de tantas bênçãos e ao mesmo tempo de tantas provas, tantos momentos em que quereremos desistir, de nós, dos outros, da vida... queremos excluir-nos deste cenário...mas depois... há sempre algo...ou alguém...ou nós mesmos... que nos sussurra ao ouvido: Vem... Continua... Tu és uma Filha (ou Filho) de Deus, estás aqui por uma razão que quase sempre desconheces e precisas de estar aqui para aprender mais sobre ti mesma/o e sobre este lugar... vem... sacode a poeira e lava o teu rosto, refresca a tua alma e apoia-te no teu bastão e prepara-te para continuar, mas desta vez mais forte, mais revigorada/o, mais empoderada, mais firme a cada passo!

O final de cada viagem, é belo, mas esse não é o principal objectivo, nem a sua parte mais importante. O mais importante é a preparação para a viagem, as pessoas e os lugares que ficam para sempre guardados no nosso coração, na nossa memória, na nossa alma. Não são sequer as fotografias ou os vídeos, porque o que de verdade importa, é testemunharmos a transformação que vai ocorrendo a cada passo no caminho.

 

 

Eva Veigas
30.08.20

Dúvida


Eva Veigas


Dúvida - Estado mental comum no indivíduo que se mantém polarizado nos níveis psicológicos do seu ser.

 

Nos planos abstractos - regiões da consciência além da mente analítica e dedutiva - é impossível duvidar: ali se sabe o que é exacto e verdadeiro para cada momento, por se estar em contacto com a essência.

 

A dúvida não é parte do ser; tem origem em forças externas que podem introduzir-se nele e estimular desarmonias. Muitos encampam na sua aura dúvidas provenientes do psiquismo colectivo e, sem o perceberem, alimentam-nas.

 

Enquanto circulam no campo mental do indivíduo, as dúvidas geram vibrações que corroem as bases nas quais se firma o seu desenvolvimento interior. Por isso, ao surgirem, devem ser prontamente esclarecidas ou, conforme o caso, rejeitadas pela afirmação da verdade e, em seguida, dissolvidas - o que se consegue com a abertura plena da consciência para níveis de realidade além dos conceitos.

 



"Se buscais a luz, entregai-vos a ela. Não vos iludais - é preciso firmeza e fidelidade. As chaves de poder serão entregues aos que cruzarem o Portal. Que os servidores caminhem; que reconheçam o valor da entrega, que amem verdadeiramente e penetrem a Chama. É chegado o momento."



Glossário Esotérico

Eva Veigas
29.08.20

13:4 - Regente Numerológico de Setembro 2020


Eva Veigas

Simples Minimalista Fotografia Ar livre Post Faceb

 

Setembro 2020 - Um mês governado pelo Número 13:4

 

Este é o momento de trabalhar afincadamente no nosso ser interior, um momento dedicado a erradicar de forma detalhada e consciente, todas as ervas daninhas que nos sufocam a alma. É um tempo dedicado a nós, que promove e impulsiona um olhar atento em direcção às nossas raízes, às nossas origens, tanto humanas como espirituais. É um espaço de transformação radical, com direito a uma forte purificação interior. Este é um tempo para trabalhar no nosso ser interno, a partir do nosso coração, com muita determinação, muita firmeza. Este é um momento decisivo para todos nós, porém talvez nem todos tenham a condição de o aproveitar. No meu mais recôndito ser desejo que todos o fizéssemos.

 

Este é um tempo de reconciliação com aqueles fragmentos perdidos da nossa alma, onde cabem também as reconciliações com fragmentos de alma de outras pessoas, de familiares, de amizades perdidas, de todo o tipo de relacionamentos que possamos ter e que precisam de ser nutridos, restaurados, revitalizados, relembrados, evocados, como se disso dependesse a nossa respiração. Isso será um bom alimento para as nossas almas que andam tao sequiosas de paz, de compreensão, de compaixão, de superação e que anseiam por um pouco de repouso nas margens do rio da vida.

 

É um breve repouso, pois esta experiência terrena não serve para tirarmos férias, no entanto, aqui e ali, precisamos de encontrar um lugar para nos restaurarmos - para revitalizar o nosso ser, para saciar a nossa sede por uma paz duradoura - um lugar de conforto que nos dê alento para continuar a caminhar, depois de sacudir o pó na beira da estrada.

 

Comecemos pois por nos restaurar, para podermos realizar a alquimia necessária à transformação de qualquer processo doloroso, de qualquer ferida da alma, de qualquer história incompleta, de qualquer situação por resolver.

 

Precisaremos de usar a nossa imaginação – essa ferramenta divina, poderosa, de alta tecnologia com que os deuses nos bafejaram.

 

A imaginação é muito mal utilizada e por vezes é ignorada, pois a nossa racionalidade tende a sobrepor-se-lhe com bastante facilidade, tal é a força do hábito em seguir “quase sempre” a linha da dedução lógica, a linha da intelectualidade, a linha da inteligência racional, quase científica, que não dá margem para que a intuição supere a razão.

 

A razão tem o seu lugar próprio e a sua função, mas precisamos de explorar mais o outro lado da nossa história e começar a usar outras faculdades inerentes à nossa condição humana. Não somos tão desprovidos de poder transformador, poder criador e poder destruidor como muitos ainda pensam e afirmam.

 

Somos seres pensantes, que desconhecem, na sua quase totalidade, esse mistério profundo que é a Mente Criadora – aquela parte de nós que tem o poder de criar algo a partir do nada… sempre que se junta à Mente Divina d’Aquele Que É, Foi e Será!

 

Somos seres que carregam uma centelha divina - e esta asserção não é óbvia, não é uma repetição do que muitos e muitos seres humanos, desde praticantes a mestres, passando por iniciados e afins, já afirmaram e escreveram antes de mim, muito antes…

 

Se a transcrevo, é não só porque concordo com ela ou a acho bela, mas porque a vivo em mim, porque a respiro, porque a sinto, porque essa Chama vive através de mim e da mesma maneira, vive através de cada um de nós. Para a reconhecermos no outro, precisamos de o sentir em nós. E quem já sentiu, e sente, o efeito de tamanha realidade, sabe do poder que isto representa, bem como da responsabilidade que acarreta.

 

Somos todos Filhos e Filhas dessa Chama Primordial, dessa Fonte que deu à Luz incontáveis Frutos – Filhos, Filhas, Seres de todas as cores, frequências e vibrações, desde as mais densas às mais subtis.

 

Somos Frutos, e por essa razão, é impossível duvidar que trazemos em nós a semente, tal como o fruto da árvore que quando amadurece solta o seu aroma e se abre para revelar as suas sementes, as quais poderão regressar a solo fértil e gerar uma nova plantinha, que mais tarde voltará a dar frutos.

 

É impossível duvidar que carregamos a Semente do Pai e o Amor da Mãe, para aprendermos a cuidar desses dois tesouros como se nada mais existisse.

 

Somos Fruto – somos também síntese de Fogo e Água, de Ar e Terra - somos a Quintessência da Chama Primordial.

 

E a beleza da Criação está na palete de miríades de tons, pois existem tantas Quintessências como estrelas nos Céus – e há tantos Céus!...

 

Nesta Escola que nos permite a vivência de múltiplas experiências na Terra, podemos perder-nos facilmente, e é por isso que muitos de nós vão perdendo as suas cores originais. Os nossos tons empalidecem à medida que vamos desistindo de cuidar de nós mesmos e uns dos outros. Há os que desistem, há os que assobiam para o lado, há os que não se importam, há os que acreditam no ódio, na mentira, na vingança, na raiva, na discórdia, na guerra, na doença. Há os que apoiam e trabalham na perversão das Leis Espirituais, Universais, Cósmicas.

 

Há tudo isso e muito mais! Mas no fundo, todos queremos o mesmo – todos queremos viver em paz, ter saúde e não ter preocupações de maior, todos queremos estar bem, todos queremos ser compreendidos, aceites e aprovados pelos outros.

 

Porém, quando confrontados com a crua realidade em que vivemos percebemos que as coisas não são assim tão simples e em face de não sermos aquilo que acreditávamos que fôssemos e de não experienciarmos a vida que queríamos, acreditamos que tudo o que nos acontece de mal, mau ou menos bom, é motivado por algo exterior a nós, desde um deus castigador a um vizinho vingativo, passando por um familiar mal-humorado ou um amigo carrancudo!

 

Este mês, e esta frequência, vem mostrar-nos que está na hora de nos reorganizarmos internamente, para o que teremos que em primeira instância nos reposicionarmos ante nós mesmos, embora isso implique sentir a dor aguda da consciência a alfinetar-nos com maior ou menor intensidade, em diversos momentos, ao longo deste mês.

 

O 13 representa a necessidade absoluta de destruir e/ou transformar tudo o que nos sufoca o coração de forma a criar uma nova dimensão interna, gerando uma nova semente, saudável, sã, capaz de suportar as tempestades da vida, as contrariedades e os impulsos negativos e destrutivos do nosso ego inferior. Precisamos de nos tronar gestantes desse novo pensamento, dessa nova forma de estar e sentir e para isso não podemos distrair-nos. Precisamos de estar atentos ao que pensamos, sentimos, dizemos e fazemos pois o investimento que fizermos – se o fizermos – dará bons frutos, mas não podemos deixar de cuidar dessas sementes, tal como um jardineiro cuida da sua sementeira para que ela germine se desenvolva, cresça e dê frutos.

 

Este é um momento crucial para cada indivíduo desta humanidade, só os que estiverem preparados e atentos, darão o salto quântico agora. Os outros terão outra oportunidade noutro momento, obviamente, pois ninguém é deixado para trás. Todos os seres têm o seu ritmo, a sua complexidade, a sua missão, que não é mais do que a sua própria aprendizagem – aquela que devem depurar para posteriormente servir de alimento / informação / luz para o seu Eu Superior, o qual vai reunindo toda a experiência aprendida, e a vai organizando em dimensões superiores, cujas faixas de frequência são mais elevadas e, por conseguinte, mais subtis, o que torna o homem comum, incrédulo, pois dificilmente acede a esses lugares ou mundos internos, por ignorância, escárnio ou outras incapacidades.

 

Os 4 planos do mês:

Ao nível espiritual falamos de um mês em que podemos sentir-nos mais apoiados, mais estruturados a nível interno, poderemos sentir apoio dos nossos guias e mentores de forma mais “palpável”, o que nos devolverá a possibilidade de resgatar partes da nossa Fé. Será interessante trabalhar com os nossos ancestrais e está aberto o caminho para podermos curar as nossas linhagens quer humanas, quer espirituais, desde a génese.

Ao nível emocional, podemos sentir menos confusão emocional, os medos e a ansiedade podem desvanecer-se, ou mesmo desaparecer para dar lugar e espaço a emoções e sentimentos mais puros, que estavam à espera de encontrar uma saída para se poderem expressar e mostrar.

Ao nível mental, podemos contar com um pensamento mais claro, mais ordenado, o que nos permitirá ganhar espaço para nos organizarmos em diversos níveis: pessoal, familiar, profissional, social, etc. Excelente para arrumar as ideias, preparar e planear ao detalhe tudo o que se queira efectivamente materializar ou conseguir.

Ao nível prático e físico, é excelente para arrumar, limpar, arejar, destralhar, dar atenção a pormenores que antes eram ignorados, e tudo isto se adapta a espaços físicos, como as nossas casas, espaços de trabalho, alindar jardins, canteiros ou varandas, mas também às nossas viaturas ou quaisquer outros bens móveis ou imóveis que precisemos de renovar, limpar, melhorar, vender, trocar, adquirir, etc. Setembro também é o momento em que as crianças e os jovens regressam às aulas e por isso, também podemos aqui incluir toda essa preparação, que implica o tal movimento de regresso a uma certa ordem e disciplina para o ano lectivo que se aproxima.

Também há que cuidar do corpo físico e nessa medida talvez seja o momento de perguntar ao nosso corpo de que é que ele precisa. Também é muito importante prepararmo-nos para aprender a escutá-lo! Caso ainda não estejamos confortáveis com esse exercício, podemos sempre pedir ajuda a quem sabe e hoje em dia há muitas práticas e boas terapias disponíveis para todas as bolsas e agendas.

 

Síntese do Mês – Por um lado, este é um momento muito alinhado com a morte ou destruição pacífica, desejada, consciente, de tudo o que tivermos pronto para deixar sair das nossas vidas. Por outro lado, é tempo de reconstrução, de recolher os “cacos”, de aproveitar todos os “materiais” que sejam úteis para restaurar e revitalizar todas as partes de nós que precisem de ganhar mais vida, mais espaço e um meio de se expressarem, possivelmente de uma forma completamente nova e diferente. Portanto, e tendo em conta tudo o que foi dito, pode afirmar-se que este mês corresponde a um reinício, uma renovação, um recomeço, uma nova oportunidade, um verdadeiro “reset” interno.

 

Próximo artigo: Desdobramento numerológico de Setembro. Uma bússola para o dia-a-dia!

 

Destaque: Live na página do Fb Numerologia by Eva Veigas Meditação para Setembro na Lua Cheia - quarta-feira, dia 2/9/2020 - 21h00.

Eva Veigas
21.06.20

Escurecer para depois Renascer - 21/06/20


Eva Veigas

eclipse solar.jpg

Imagem: Bryan Goff

 

Estamos em plena Lua Escura, Eclipse Solar e Solstício de Verão. São muitos eventos de uma só vez, o que nos leva a reflectir sobre tudo o que é preciso escurecer em nós. O que precisamos deixar ir para renascer. O que precisa ser transformado e trabalhado em nós. Usemos as ferramentas, os recursos internos ao nosso dispor, as capacidades e habilidades mentais e físicas e as inteligências de que dispomos para rever a nossa vida.



É tempo de nos movermos para dentro, através da nossa consciência e da nossa vontade expressa. É preciso querer. É preciso abrir mão do que já pensamos que sabemos. É preciso largar a crença firme e arreigada que nada mais há a aprender, nada mais há a fazer, nada mais tem solução.



Há quem diga que é preciso ser forte para atravessas as duras e penosas sombras da alma. Eu diria que é preciso ter um coração de criança. Uma inocência consciente, uma fé inabalável e uma alegria inesgotável. É preciso tornarmo-nos vulneráveis, atentos e focados em vez de fortes e inabaláveis.



Ser forte ou ter que ser forte, torna-se uma exigência, uma obrigação. E tudo o que nos leva para o campo da exigência torna-nos duros e inflexíveis.



Não precisamos ser fortes para atravessar as sombras, não precisamos ser heróis nem heroínas para olhar para nós mesmos de frente e encarar os nossos medos, as nossas frustrações, os nossos vazios, as nossas dimensões negras que nunca queremos revelar a ninguém, nem a nós mesmos.

Na verdade, por tanto as querermos ocultar, acabamos por lhes conceder espaço para as tornar visíveis.

 

E elas, as sombras, revelam-se!

 

De uma forma ou de outra, a nossa sombra move-se no escuro, na cave, no sótão, nos lugares escuros da nossa casa interna.



E isso acontece enquanto não acendermos a luz, a nossa luz interior, e virarmos o foco na direcção dessas sombras que se movem como personagens de um filme de terror, na penumbra, prontas para nos atacar, na primeira oportunidade.



Somos atacados por nós mesmos, e enquanto isso não ficar esclarecido e claro nas nossas mentes e nos nossos corações, não pararemos de acusar os outros de serem eles a causa das nossas desgraças, dificuldades, dores e desamor.



É preciso polir a lâmpada de Aladino para que o génio saia e nos mostre o que precisamos de ver. O que estamos dispostos a fazer em troca de uns momentos de amor ou atenção. O quanto, sem disso termos consciência, pedimos que algo exterior chegue a nós para nos salvar, o quanto rezamos por um génio, por uma fada-madrinha, por um príncipe ou por uma princesa encantados, ainda que jamais o admitamos.

 

O que estamos dispostos a fazer em troca de uns momentos de amor ou atenção? Porque afinal é disso que se trata. Só queremos que alguém nos veja, nos escute, nos olhe, nos valide, nos proteja, nos aceite, nos ame...


Mas nós aceitamo-nos tal qual somos?...

 

É que para nos amarmos incondicionalmente temos de aprender a aceitar quem somos e para isso temos de aceitar que somos uma partícula de Deus Pai/Mãe e para isso temos de reconhecer o Divino em nós e para isso já temos de adentrar dimensões que nos deixam incomodados, amedrontados, com tonturas e dores de cabeça, que depois, alguns sem saber do que falam, atribuem à abertura de portais, a números repetidos e a seres de luz que os vêm salvar…

 

Ninguém nos salva de nós… Só nós, cada um de nós, ao reconhecer o Divino, o Sagrado, dentro e fora, se pacificará e se iluminará e então aí sim. Aí pode resplandecer de novo como o Sol depois do eclipse ou como a Lua depois da fase escura que começa a espreitar lentamente por cima das nossas cabeças.

 

Chegará porém o momento, ajustado para cada um de nós, em que compreenderemos, pois far-se-á "LUZ" ou seja ganharemos essa consciência, ou ainda por outras palavras: teremos acesso a esse conhecimento de que tudo começa em nós mesmos, e de acordo com essa premissa, somos nós que precisamos de nos ver a nós mesmos, de nos escutar a nós mesmos, de nos sentir a nós mesmos, de nos validar... proteger e abençoar a nós mesmos, de nos Amar... sem condição, sem reserva, que é o mesmo que dizer: INCONDICIONALMENTE!



O dia de hoje, sendo governado pelo Número 13, propõe que "morramos". Este é um tempo de morrer, de transformar, de deixar ir. Curiosamente este Número 13 é o Número do Arcano da Morte, no Tarot, em tempos chamado de Arcano Sem Nome, tal era o medo que as pessoas tinham de proferir a palavra "Morte".



Esta Morte é uma bênção, é como um eclipse ou como uma Lua Escura (Lua Nova).

 

Pai Sol e Mãe Lua revelam-nos como fazer, basta olhar e ver! A Natureza é tão sábia…Esta Inteligência Cósmica que a tudo permeia, mostra-nos que para brilhar em todo o nosso esplendor é preciso primeiro escurecer, largar a identidade, largar a vaidade, largar tudo o que não condiz com ser-se verdadeiramente Espírito na Matéria.



Assim, este é um daqueles momentos únicos de Morte e Renascimento, que pode ser aproveitado por todos quantos desejem realmente VIVER! Experimentar Ser na Matéria, conscientes de que somos feitos de pó estelar, que somos poeira espacial, que somos energia condensada num corpo, cuja natureza é efémera, é verdade, mas que enquanto existe na condição ou na esfera da materialidade, deve ser respeitada e consagrada à Luz.



O nosso veículo humano não é para ser mal utilizado, porém abusamos dele todos os dias. Colocamo-lo ao serviço de uma "persona" sem escrúpulos, que apenas pensa no seu belo prazer. Entupimos o corpo com comida, álcool, pensamentos negativos, criticando tudo e todos, inclusive a nós mesmos. É essa postura que corrói as nossas células, que então adoecem e ao se multiplicarem criam mais células doentes. Ou então as células pura e simplesmente desligam os seus interruptores por falta de Amor, falta ou ausência do nosso próprio Amor por nós. Ausência de Amor-próprio equivale a sucumbir, a desaparecer, a morrer sem consciência do processo de transformação. As células morrem por falta de Luz, de Sabedoria, de Conhecimento, de Amor, de Cuidado.



Afirmamos que não temos tempo para estudar, para nos auto conhecermos, mas temos tempo para maldizer, para julgar os outros, para tecer comentários ofensivos, para criar artefactos que tiram a vida a qualquer ser vivo. Temos tempo para destruir, mas não temos tempo para construir? Temos tempo para atirar pedras ao outro mas não temos tempo para acarinhar o outro? Temos tempo para ver vídeos tontos, sem sumo nenhum, ou ler acerca de tolices que não devolvem nenhum crescimento ou nos trazem conhecimentos válidos, mas não temos tempo para escutar a Natureza, para observar os seus fenómenos ou sequer para agradecer por tudo o que Ela nos proporciona?


Escurecer para depois Renascer!

 

Eva Veigas
14.06.20

24:6 - Regente Numerológico de 15/06/20 a 21/06/2020

O Poder da Mansidão unido à Acção Correcta


Eva Veigas

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De 15 a 21 de Junho - Uma semana governada pelo Número 6 (reduzido de 24)

O Poder da Mansidão unido à Acção Correcta

 

Chega uma energia de pacificação que pode ser usada por aqueles que escolherem harmonizar e suavizar as suas dores, a sua revolta, o seu cansaço, a sua exaustão, as suas feridas. O Número 6 simboliza a estrela de seis pontas do Rei David. Do encontro dos dois triângulos surge a harmonia dos dois pólos. É a combinação perfeita do céu e da terra, da matéria e do espírito, dos opostos que se complementam.

 

Esta harmonia, este equilíbrio que buscamos para a nossa vida, pode ser encontrado, se aquietarmos a nossa ânsia, se substituirmos a nossa pressa habitual por um modo de viver mais ajustado ao nosso compasso interno. Este é um tempo de abrandar para cuidar de todos os aspectos que se encontrem danificados, defraudados, desajustados.

 

Cuidar de cada uma das partes feridas ou deficientes do ponto de vista energético pode ser uma missão, uma necessidade ou uma emergência.

 

Usa a estrela para trazer a harmonia, o amor, a luz, a abundância, a cura, a doçura, a tranquilidade, o calor ou o que quer que necessites no teu coração neste momento para te reergueres.

 

Este 6, redução de 24, revela que este é um período de cooperação e colaboração, mas onde se deve usar de grande sensibilidade para tratar dos conflitos e das questões mais tensas e complexas.


Traz sabedoria e capacidade de saber fazer. É um momento de aplicação prática para uns e de aprendizagem para outros.

 

É preciso saber colocar limites a tudo o que nos possa atirar para um poço sem fundo, para um lugar onde não mais somos escutados, vistos e sentidos, sobretudo por nós mesmos.

 

Todos nós temos os nossos limites e cada um saberá até onde pode ir. Respeitar-se, amar-se é compreender, assumir e aceitar os próprios limites.

 

Este é um período muito rico e activo para colocar em marcha qualquer projecto, ideia ou impulso para criar ou construir através da energia amorosa que tudo abençoa e vivifica, cura e sana.

 

Assim, é um momento adequado para dialogar, perdoar, construir, reconstruir, religar, rezar, orar, sentir, meditar, dançar, cuidar de nós e /ou de alguém que precise do nosso abraço ou do nosso gesto de ajuda.

 

É um período onde a nossa dignidade e humanidade pode sobressair, pois ela estará sustentada por diversas frequências que se relacionam com a sensatez, o equilíbrio em qualquer situação, a aceitação daquilo que não se pode mudar, a atitude concertada rumo ao que se pode e quer mudar ou transformar.

 

Este é um momento em que o fruto amadureceu e está cheio de sumo e sementes. Há que saber aproveitar o fruto inteiro ou as sementes serão desperdiçadas.

 

 

Eva Veigas
12.06.20

14:5 - Regente Numerológico de 08/06/20 a 14/06/20

A Mudança, a Transformação sustentada pela destilação do negro.


Eva Veigas

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De 8 a 14 de Junho - Uma semana governada pelo Número 5 (reduzido de 14) - A Mudança, a transformação sustentada pela destilação do negro.

Esta semana que agora chega ao fim, abanou as nossas estruturas internas, obrigando-nos a reformular, avaliar e pesar a nossa forma de pensar e de perspectivar as coisas, os assuntos, as prioridades, o que nos chama a atenção, a nossa vida quotidiana e os seus aspectos práticos.

Uma transformação real só ocorre quando mudamos a forma de pensar, quando transformamos hábitos nocivos em práticas diárias de qualidade.

Esta transformação exige um esforço da vontade que pode ser descortinada observando e dividindo o Número 14 nos dois algarismos que o compõem: o 1 e o 4.

Nesta caso concreto, podemos observar como este 1 nos transporta para esse lugar onde o nosso desejo de mudar, exigindo algum (ou muito) esforço da nossa parte, é fundamental para analisarmos a nossa vida actual quanto aos nossos padrões de comportamento (tantas vezes distorcidos) e para tomar as decisões necessárias caso queiramos mudar esses comportamentos e hábitos perniciosos.

Uma real mudança na nossa forma de pensar conduz-nos a diversas alterações nas nossas práticas e gestos diários, aumenta o nosso foco e reposiciona-nos ante as nossas prioridades o que consequentemente permite uma verdadeira transformação e expansão da nossa consciência.

Este 1 devolve a possibilidade de usarmos a nossa força de vontade, bem como a determinação e a firmeza necessárias para alterar coisas como hábitos nocivos, modos de estar, estados de alma, etc.

Uma vez tomada a decisão de mudar, já poderemos fazer uso da vibração 4 para começar a colocar em prática os novos hábitos, de forma mais ordenada, organizada e disciplinada, criando objectivos, sustentados numa intenção clara e firme, criando horários e mantendo-nos fieis a eles, alterando regimes alimentares, cuidando da saúde por todos os meios à nossa disposição, criando espaço para nos auto conhecermos e para conhecermos as Leis Universais que nos sustentam e às quais estamos sujeitos, para conhecer a nossa divindade. No fundo trata-se de um período ideal para criarmos uma higiene espiritual ou energética, se preferirem.

Este é um tempo de destilar e decantar os aspectos grosseiros da personalidade, o lado escuro da alma e atravessar as sombras, caminhando desde a esfera lunar, até à esfera solar, fazendo o caminho da Lua para a o Sol, construindo uma ponte que permita a ligação entre a personalidade e a consciência intuitiva.

A verdadeira transformação ou mudança, só ocorre quando os sinais de mudança interna se manifestam exteriormente.

 

Eva Veigas
11.06.20

10:1 - Regente Numerológico de Junho 2020

Esvaziando para Libertar


Eva Veigas

photo of half moon

 

Estamos a preparar-nos para esvaziar todos os conteúdos aprendidos. A sensação interna de que tudo se desmorona, é substituída pela firme convicção e desejo de aceitar o convite que avida nos faz: o da suprema rendição.

Tempo de esvaziar memórias, de abrir mão de tudo o que não nos alinha com o nosso centro, com a nossa verdade interior, ainda que essa postura e essa decisão atice mais os dragões internos e enfureça os nossos inimigos.

É tempo de morrer, e essa morte acarreta uma total libertação e um total desprendimento da teia em que andamos enredados há muitos éons.

Desde o passado dia 8 e até ao próximo dia 7 de Julho, estaremos sujeitos a poderosas forças naturais que envolvem muita movimentação cósmica, muita energia telúrica, muitas convulsões de diferentes níveis e cargas vibratórias.

Escolhas terão de ser feitas, muitas delas radicais ou próximas disso.

Este é um tempo de escurecimento e de nos dirigirmos para o centro, para o ponto zero. Um momento de ficar a sós, diante de nós mesmos, diante da nossa essência e por alguns instantes receber o seu perfume, desfrutar dele, espalhá-lo e agitá-lo suavemente dentro de nós e depois irradiá-lo, o que implicará uma valente mudança de direcção e de sentido na vida.

Se não o fizermos, a vida se encarregará de o fazer por nós e dessa forma sentiremos essa mudança como uma contrariedade, uma espécie de castigo ou de punição, quando na verdade, é apenas a vida em nós a ajustar-se e a mostrar-nos o caminho que se abre mesmo à nossa frente.

Por vezes, não queremos ver a realidade, com medo do que se esconde por detrás da ilusão ou daquele lugar que estamos habituados a conhecer - aquilo que agora todos conhecem por "zona de conforto".

Por vezes, a nossa alma grita mais alto para que as múltiplas máscaras da persona, que geralmente são muito barulhentas e ruidosas e se entretêm a complicar tudo dentro e fora, possa ser escutada por nós mesmos.

E no meio da confusão e do caos, se nos retirarmos um pouco do mundo e nos dirigirmos para o nosso dentro e ficarmos um pouco em silencio dentro e fora, poderemos escutar a nossa alma. E Ela - a Alma - sabendo-se escutada, aquieta-se e segreda ao nosso ouvido o próximo passo, ou até mesmo, nos pode revelar um bom pedaço do caminho.

Só no vazio e no silêncio do nosso Ser podemos escutar a Verdade. Só nesse lugar podemos encontrar conforto e equilíbrio, só aí podemos revigorar-nos e reajustar o ponteiro da nossa bússola interna.

Quantas vezes, julgando estar no caminho certo, não estamos senão a afastar-nos daquilo que é o nosso verdadeiro Eu.

É por isso que há momentos em que tudo converge, para que possamos reposicionar-nos ante nós mesmos. E esse é um desses momentos: A Lua Cheia que se vai esvaziando e nos leva ao encontro da Lua Escura no próximo dia 21, o mesmo dia em que se celebra o Solstício de Verão, se bem que este ano ele ocorra exactamente no dia 20, às 22h43m, e também o mesmo dia em que ocorrerá o primeiro eclipse solar deste ano.

Numerologicamente este mês é governado pelo Número 10, que nos recorda que é tempo de recomeçar, tempo de regressar à origem, ao princípio, ao zero, ao lugar onde tudo começou.

É uma oportunidade, um reinício, uma lufada de ar fresco para quem souber aproveitar... sobretudo depois do dia 21. É tempo de colocar em marcha e com novo fôlego, uma energia renovada, restaurada, rejuvenescida para enfrentar todos os desafios que temos pela frente.

Este não é um tempo para cruzar os braços, nem para desistir, nem para estagnar. É antes um tempo de aprendizagem através de um recolhimento necessário (até dia 21) e de aprendizagem através da acção e do movimento coerente (do dia 21 em diante).

A Força Interior que nos acompanha é compatível com o nosso grau de consciência, de aprendizagem e de mestria. Saibamos fazer bom uso dela!

 

 

Eva Veigas
26.04.20

15:6 - Regente Numerológico de 25/04/2020


Eva Veigas

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Imagem: Dmitry Tulupov

 

O Dia em que se comemora a Liberdade fica marcado pelo confinamento imposto pela situação actual.

O Número 6, que governa este dia, está também presente numa outra posição do mapa diário, o que nos permite compreender que hoje, tal como há, 46 anos ou tal como em determinados momentos cruciais, quer a nível individual, quer colectivo, é preciso continuar a Escolher!

Escolher nem sempre é fácil, pois muitas vezes receamos errar, outras vezes adiamos a escolha, pois só tomaremos tal ou tal decisão se nos assegurarem que tudo vai dar certo. Ora, como tal não é possível, abstemos-nos de tomar determinado caminho, e permanecemos à espera do dia ou do momento em que iremos receber o sinal verde para avançar - coisa que nunca acontecerá! Nesse caso estagnaremos e faremos outra escolha - a escolha de não escolher!

Portanto, façamos nós o que fizermos, fujamos ou permaneçamos hirtos, tudo nos levará à inevitabilidade da escolha.

Daí a importância de escolher em consciência. Mas para o fazer é preciso ter presente, de modo claro e distinto, que a responsabilidade de qualquer decisão, é, em última análise sempre nossa e que as consequências, sejam elas quais forem, dessa atitude, recairão sobre nós de igual modo.

Não adianta pois atirar para cima dos outros a culpa ou a responsabilidade daquilo que nos acontece.

A escolha quase sempre flutua entre o coração e a razão, e aquilo que hoje nos é pedido, é, que em vez de nos decidirmos por um ou por outro lado, busquemos unir estes dois pólos e dessa forma tornemos possível sustentar uma outra forma de Escolher!

O que está em causa neste dia, ou seja, as principais dificuldades, obstáculos ou problemas, tem relação com questões associadas à nossa capacidade de criar soluções, as quais estão presas, congeladas nas águas do subconsciente.

Este é o momento de proceder ao descongelamento das emoções presas no gelo, que em contacto com um pequeno movimento (por exemplo colocando as mãos sobre o cardíaco) começarão a mover-se, libertando o poder que aí permaneceu oculto por muito tempo.

Emoções presas, à luz da Numerologia de hoje, podem ser identificadas como dificuldade em descontrair, em chorar, em rir até soltar lágrimas, em libertar a mente dos seus condicionamentos, dos seus sistemas intrincados de crenças negativas, limitativas ou de impressões ou estímulos negativos recebidas do exterior, em expressar claramente o que se deseja, em sentir prazer nas pequenas coisas da vida, em sentir-se parte de uma grande família humana e cósmica.

Feridas como rejeição, abandono, vergonha, etc. resultam em mais resistência à vida, e consequentemente à dificuldade em fazer a escolha adequada. Adequada ao momento e à condição de cada um.

É importante tornarmo-nos flexíveis como a Água e contornar os obstáculos, em vez de lhes resistir.

A nossa Fé também está a ser revista sob o olhar atento do Número 25 e de um outro Número presente no mapa de hoje, que é o 16. Ambos se referem à Fé e à importância do Elemento Ar, aquele que transporta as nossas ideias, sonhos, pensamentos, ideais, filosofias, formas-pensamento que dão vida aos nossos mais nobres sonhos ou aos nossos maiores pesadelos.

Portanto é tempo de dar bom uso à nossa forma de crear - às nossas creações - porque a nossa criatividade, que tem estado presa, bloqueada, estagnada, pode agora regressar à vida, livre do medo e dos condicionamentos de outros tempos.

 

 

Eva Veigas

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