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Eva Veigas ~ The Way of Silence

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30
Dez13

1 – O Regente de Dezembro 2014

Eva Veigas

 

 

“A palavra sonhada, a que se ouve ou que se pronuncia num sonho, surge das profundezas do teu espírito armada de um poder que a palavra vulgar não seria capaz de possuir.”

 

Sabedoria Ameríndia

 

  

 

 

Eis-nos chegados ao mês que encerra o ano 2014, com a sua regência 1 que propicia mudanças e novidades em diversos campos ou áreas da nossa vida.

Este mês prepara a entrada do novo ano 2015, cuja vibração se afina com o plano das concretizações, em dimensões mais vastas e profundas.

A energia do 1 e nomeadamente, a deste mês em concreto, é uma imensa oportunidade de alcançar objetivos de forma mais rápida e incisiva.

Este 1 é na verdade a redução de 19 (1+9=10 = 1+0= 10 = 1+0=1).

Trata-se portanto de uma frequência poderosa, porém bem mais subtil. É preciso ter chegado a um certo nível de maturidade e sensibilidade para beneficiar desta preciosa energia.

Na verdade, o 1 simboliza o início ou o começo de algo, enquanto o 9 simboliza o fim ou a conclusão. Porém o 9 não representa um fim em sim mesmo, ele é antes a representação do eterno retorno nesta viagem sem fim que é a vida.

Deste modo, este mês representa um vasto campo de possibilidades, onde a maior dificuldade será exatamente gerir de forma equilibrada estas duas polaridades tão distintas.

Estas frequências em ação resultam, por vezes, numa tendência para nos perdermos em múltiplas tarefas, uma vez que a vontade de agir será o aspeto mais relevante deste mês que se espera extraordinariamente produtivo e ativo.

O 1 é gerador de mudanças profundas, quase nunca inesperadas, porém que se fazem necessárias. Esperar é um verbo que não cabe num mês com estas características. Portanto há que mudar o quanto antes, sintonizando-nos com o fluxo da vida.

Quem tiver autodomínio e autocontrole perante as circunstâncias, sejam elas de que natureza for, durante este mês, criará certamente a estabilidade necessária para viver os meses do ano seguinte com maior liberdade, firmeza e verdade.

Durante este mês também seremos postos à prova ao nível das nossas paixões, dos nossos verdadeiros desejos e ambições, sonhos e esperanças.

Hoje em dia, encontramos muitas pessoas que vivem a vida sem paixão, sem garra, sem estímulos que os façam querer sair das suas tocas, onde confortavelmente se encontram instalados vendo os outros viver as suas conquistas, os seus sonhos e as suas verdades.

Essas pessoas estão de braços cruzados, vivendo o seu papel de vítimas, abandonadas ao seu destino, atribuindo as suas derrotas a um karma ou a um deus castigador e perverso, que se entretém a fazê-las sofrer. Elas veem a sua vida passar, sem se darem conta que os seus sonhos ficaram pelo caminho, que as suas verdades foram compradas a vendedores baratos (outros que como eles andam igualmente perdidos), que os seus anseios jamais se concretizarão e que as suas necessidades nunca serão satisfeitas.

A mensagem deste mês é, em particular, para essas pessoas que vivem quietinhas no seu pequeno mundo, acumulando grandes doses de insatisfação, arrependimento, frustração e revolta.

Este poderoso regente 1 de Dezembro, convida-os de forma inequívoca a abandonar esse “sofázinho” onde se encontram tão bem instalados (eu deveria antes escrever: tão mal instalados). Convida-os a levantarem-se e a moverem-se com determinação em direção ao que realmente desejam. Incita-os a tomarem coragem de olhar bem para dentro de si, até que tomem consciência de que algures no passado desistiram do seu poder.

De que poder falo eu? Do poder de pensar pela própria cabeça; do poder de decidir de acordo com o que pensam; do poder de agir; do poder de assumir a sua própria verdade; do poder ser quem são; do poder de sentir cada experiência como uma verdadeira bênção; do poder de escutar o coração; do poder de se ligar à natureza; do poder ser original e único; do poder de ser diferente, pensar diferente e agir diferente.

Está na hora, portanto, ou melhor, no mês, de resgatar este poder pessoal, de modo a que se possam sentir vivos de novo, deixando cair o peso dos velhos modelos de comportamento.

Está na hora de começar de novo e se preciso for, de começar do zero.

Não existe nada mais desafiante e maravilhoso, e quem já passou pela experiência poderá disso dar testemunho, do que começar de novo.

A energia dos começos agita-nos por dentro, renovando a nossa fé, esperança e confiança num mundo melhor.

29
Dez13

9 – O Regente de Novembro 2014

Eva Veigas

 

“Sonhar não é dormir, mas velar, deslocar-se, agir, viver de outra maneira. Considera o mundo dos sonhos como um segundo mundo, com as suas leis, as suas personagens, a sua realidade. O teu espírito não está encerrado na tua consciência do dia-a-dia, mas estende-se pelos dois mundos ao mesmo tempo, no mesmo momento, em cada um dos instantes da tua vida.”

 

Sabedoria Ameríndia

 

 

 

 

Novembro apresenta-se como um mês para encerrar mais um pequeno ciclo, com o seu regente 9, resultado da redução de 18 (1+8=9).

O 18 pode ser considerado como uma oitava superior do 9.  

O Senhor dos Sonhos surge quase imperceptível depois de um mês 8 que nos devolveu a vontade de agir em total consciência.

Eis-nos, portanto, chegados ao mês em que podemos fazer novo balanço de vida. O último tinha sido em Fevereiro. (Sugiro que releia o regente de Fevereiro em 2014).

Estes momentos espalhados ao longo do ano são extraordinariamente importantes para que retomemos o fôlego.

Fazer paragens no caminho pode ser revigorante, pois permite-nos sacudir o pó que se foi acumulando ao longo da nossa viagem.

Estes momentos são, efetivamente, vitais para o nosso reequilíbrio. Na verdade, à medida que vamos trilhando o nosso caminho temos tendência para deixar de lado, por esquecimento, por falta de tempo, por mil e uma razões, determinados aspetos ou objetivos que tínhamos decidido completar e que seriam, com toda a certeza determinantes para nós. Portanto, são-nos oferecidos, literalmente, períodos como este, onde nos poderemos e deveremos reposicionar, relativamente aos objetivos traçados.

Durante estes períodos deveremos indagar-nos acerca das nossas motivações internas, do que nos leva, na realidade a agir, mas não só. Refletir acerca das nossas verdadeiras necessidades e prioridades também pode ser muito útil e até revigorante. Fazer uma retrospetiva de tudo o que aconteceu nos últimos meses, por exemplo, avaliando até que ponto as nossas ações estão de acordo com o nosso coração, com a nossa intuição, com as nossas capacidades e com os nossos recursos poderá ser uma excelente ponto de partida para o mês que se segue, com o seu regente 1.

Tudo isto faz parte do nosso processo de aprendizagem e não há que temer alterar ou ajustar quaisquer ações que, por falta de experiência (e porque não fazemos futurologia) no início deste percurso tínhamos decido empreender.

Aliás, ser capaz de reconhecer que a nossa felicidade depende desses ajustes é sinal de crescimento e maturidade.

O 9 representa sem dúvida essa maturidade, essa vontade expressa de afinar a nossa vontade com a nossa ação, fruto dos nossos sonhos aos quais desejamos dar forma.

Necessitamos contudo de uma boa dose de coragem e firmeza e acima de tudo de acreditar em nós mesmos, para viver este mês com tranquilidade e confiança.

O 9 prepara o caminho para o novo ciclo que se avizinha e que terá lugar em Dezembro – o mês que fecha o ano 2014, mas que simultaneamente prepara também ele a abertura de 2015, que será um ano de vibração universal 8.

Portanto estes meses que separam as energias de 2014 (ano 7) e 2015 (ano 8) são muitíssimos reveladores das mudanças e da necessidade de rever velhos conceitos e padrões, que certamente serão substituídos, por novas frequências mais ajustadas à nova energia de Aquário.

Á medida que as novas energias se instalam cabe a nós irmos adaptando e atualizando as nossas vibrações internam para que se tornem cada vez menos dissonantes com o propósito cósmico e cada vez mais sintonizadas com a Sinfonia do Universo.

Assim, este mês 9, e uma vez que nos aproximamos do final do ano, convida-nos a fazer uma introspeção, um pouco mais profunda do que o habitual. Encontramo-nos, sob esta vibração, predispostos a avaliar o nosso estado emocional, identificando os medos que ainda nos impedem de ser nós mesmos, as ilusões que nos dificultam a visão interna e as inseguranças que nos bloqueiam as ações.

 

28
Dez13

8 – O Regente de Outubro 2014

Eva Veigas

 

 

“As tuas paixões lançam-se como voos de dardo, em todas as direções e acabam por se perder. Retém-nas e reúne-as numa mesma força, num mesmo espírito, numa mesma vontade, se quiseres que se tornem um poder.”

 

Sabedoria Ameríndia

 

 

 

O regente numerológico de Outubro é 8, o Senhor da Expansão, mas também o Grande Protetor da Vida. O 8 representa simbolicamente o universo no seu perpétuo movimento e transformação em sintonia com as Leis Universais, equilibrando harmoniosamente os seus polos opostos de contração e expansão.

Representado na horizontal (∞) o 8 simboliza também o infinito, a eternidade, as Leis Cósmicas em ação que integram as duas polaridades, transcendendo a divisão.

O 8 representa ainda a nossa capacidade de nos regenerarmos e de nos vivificarmos através da nossa fé e autoconfiança. A sua proteção permite-nos confiar na Divina Providência o que por outro lado nos dá a possibilidade de reconhecer que somos filhos da Fonte da Vida e que por isso mesmo reside em nós o seu Poder.

O Poder de transformar e transcender qualquer coisa, em qualquer plano, desde que nos proponhamos a fazê-lo em união com as Forças do Universo

Por conta da forte ação desta fortíssima energia 8, qualquer situação tem tendência a tomar proporções gigantescas, tudo é aumentado, expandido, ampliado e dilatado, seja em que polaridade for.

Recordam-se que ele também foi o regente de Janeiro? (Sugestão: ler ou reler o mês de Janeiro).

Para quem não teve oportunidade de crescer no campo da materialidade eis aqui uma segunda oportunidade.

Uma espécie de continuação do capítulo anterior, mas em que poderemos aprofundar este assunto de diferentes ângulos.

O 8 é um número karmico, o que significa que na verdade apenas iremos colher as consequências das ações que tomamos a cada instante da vida. Se serão boas ou más, isso dependerá da perspetiva de cada um. Na minha opinião não bom nem mau, há apenas a experiência vivida na primeira pessoa que nos devolve informação, através do sentir. São essas informações que farão com que tomemos diferentes ações, as quais naturalmente nos permitirão recolher diferentes experiências.

Até porque independentemente de acreditarmos ou não, durante este mês colheremos inevitavelmente os frutos do que fomos semeando ao longo do ano que agora se aproxima do seu final.

O 8 como dilatador dos mundos, traz consigo a promessa das realizações e das concretizações no plano material, mas há que ter em conta que se as nossas sementes ficaram na caixinha ou não foram bem regadas no momento certo, poderemos ter apenas um solo estéril ou uma colheita estragada. Nesse caso iremos sentir a expansão da perda.

Se for esse o caso há que aceitar o sucedido, e olhar para a situação sem dramatismos. O que importa é o que se aprendeu com a experiência e recomeçar a partir do zero, se preciso for.

Outro aspeto que é necessário considerar, é que quando se fala em materialidade, não se fala apenas em dinheiro, negócios ou bens materiais. Aqui também se encaixa tudo o que diga respeito ao corpo físico, aos relacionamentos, á saúde e assim por diante.

Portanto, em 8 teremos que aprender a fazer. Aprender a agir. Aprender a encarar a nossa realidade. Aprender a aceitar que a matéria é tão sagrada quanto o espírito, pois tudo é energia.

Durante este mês teremos que aprender a ser, acima de tudo, práticos, determinados, empenhados, eficazes, corajosos, ousados, empreendedores.

Também estaremos num mês ideal para planificar, traçar objetivos, evoluir, expandir, concretizar, materializar enfim, fazer acontecer.

27
Dez13

7 – O Regente de Setembro 2014

Eva Veigas

 

 

“Se quiseres manter o teu espírito desperto, medita è beira de um rio, depois de teres feito o vazio dentro de ti, com as pernas cruzadas, de olhos fechados, apenas atento ao ruído da água batendo nas rochas. Depressa o rio deixará de estar fora da tua consciência. Passa a fazer parte dela, assim como o sangue corre pelo corpo. O movimento da água torna-se mais vivo, mais luminoso. Todo o teu ser é invadido por uma presença misteriosa. É o espírito que em vagas douradas escorre do teu espírito.”

 

Sabedoria Ameríndia

 

 

 

Setembro surge na sua plenitude sob a influência da mágica e poderosa energia do 7.

Antes de mais convém lembrar que a regência de Setembro se encontra alinhada com a regência do ano universal 2014, que também é 7.

Para aqueles que estiverem a viver um ano pessoal 7 este é um mês particularmente forte e especial, pois os três 7 formarão um aspeto benéfico sobre os seus protegidos, em todas as áreas da sua vida.

A propósito e por mera curiosidade, Setembro deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do calendário romano, que tinha início em Março.

O 7 é o deus da Sabedoria, Senhor dos Tempos e das Coisas Ocultas. Sob a sua influência e durante este mês seremos estimulados a descobrir e usar a nossa sabedoria interna a cada instante.

A sabedoria não pode nem deve ser confundida com conhecimento.

A sabedoria vem da alma enquanto o conhecimento vem dos livros.

Ser sábio, ou tornar-se um sábio, é uma tarefa árdua que pode durar vidas inteiras de entrega e devoção, no entanto, em algum momento de um qualquer instante da eternidade, manifestaremos a vontade ou o desejo de nos iniciarmos nesta senda em busca da nossa própria luz interior.

Os momentos, curtos ou longos, regidos pela energia do 7, são todos favoráveis e propícios a que essa vontade se manifeste.

Tudo pode começar por uma simples frase que lemos num livro, um filme a que se assistiu, um acontecimento marcante na nossa vida, etc.. A verdade, é que fosse o que fosse, o que esteve na base desse chamamento, certamente nos revelou, por breves instantes, memórias antigas de um passado distante em que a nossa relação com a Natureza era completamente diferente daquela que temos agora.

Nem todos os caminhos têm que forçosamente passar por experiências místicas, é certo, porém todos aqueles que atingem um grau de sabedoria, que se evidencia naturalmente, sem imposição do ego, acabam invariavelmente, por manifestar um certo misticismo, uma vez que possuem um profundo e vasto conhecimento acerca do funcionamento do Universo e de tudo o que ele contém. Além disso demonstram manter um relacionamento harmonioso e íntimo com todos os seres vivos, revelando sempre, sob qualquer circunstância, uma natureza gentil e humilde, mas ao mesmo tempo, firme e poderosa.

Sendo assim, é possível que muitos de nós possam, durante este mês de Setembro, sentir um apelo para iniciar o caminho em direção à sua mestria pessoal.

No entanto, há que recordar que os desafios do caminho são muitos e perigosos. Será necessário manter-se atento para que não se transforme num arrogante espiritual, num fanático religioso ou num vendedor de banha da cobra.

Sob a influência do 7 há uma forte tendência para controlar a experiência através da mente pensante, que julga tudo saber. Lembre-se que a mente precisa de treino, caso contrário, seremos levados nas asas da ilusão habilmente criada pelo ego, o que nos poderá sair bastante caro, em termos de evolução espiritual.

Lembre-se que a espiritualidade do 7 choca muitas vezes de frente com a sua racionalidade, pelo que cabe a nós unir estas duas polaridades, extraindo a sua essência, no sentido de vivermos de forma mais feliz, equilibrada, plena e inteira.

A energia deste mês é tão forte e poderosa que muitos de nós poderão sentir-se capazes de fazer o impossível o que poderá criar um grande desagaste, quer mental quer físico, pois na verdade, será muitas vezes o ego inflamado, a dificuldade em assumir que não somos super-homens ou supermulheres, que nos levarão ao limite das nossas capacidades.

Portanto, relaxe. Acalme a sua mente. Aproxime-se gentilmente do seu coração, aninhe-se nele e medite profundamente de modo a sentir-se uno com essa energia amorosa e delicada. Ouça o seu coração e em seguida aja de acordo com ele.

26
Dez13

6 – O Regente de Agosto 2014

Eva Veigas

 

 

“A amizade nunca é espalhafatosa. As demonstrações de afeto só provam a instabilidade dos sentimentos, a inquietação, o medo de perder o que se ama.”

 

Sabedoria Ameríndia

 

 

 

O Senhor da Beleza, das Artes e do Amor sucede (quase que por consequência natural, depois de uma metamorfose profunda em que o Ser foi literalmente desprovido da sua identidade a fim de se poder reconstruir e renascer) ao 5, o Senhor da Liberdade e das Mudanças.

Assim, perante uma nova forma de Ser e de Estar encontramo-nos agora num patamar onde nos é possível distinguir facilmente a beleza das coisas, das pessoas e dos lugares.

Sentimos a beleza do pôr-do-sol, o aroma de uma flor, assistimos com o olhar cheio de ternura às mais variadas manifestações da natureza e passamos a ver e a detetar beleza em tudo o que nos rodeia.

Na verdade, a beleza esteve sempre lá, éramos nós que não a conseguíamos ver, enredados que estávamos nas teias do egoísmo e da ilusão própria de quem trilha o caminho dos homens.

Sob esta nova e vivificante frequência do 6 estaremos, a priori, preparados para enfrentar novos e cada vez mais estimulantes desafios.

Desta vez, seremos confrontados com o nosso egoísmo e com os nossos enganos acerca do que é amar e ser amado.

O 6 coloca em evidência, como já se disse, a beleza e o amor às artes, mas também, e acima de tudo, o amor que sentimos e desenvolvemos pelas outras pessoas. 

Porém, por causa deste amor surgem todo o tipo de equívocos causadores, em grande parte, para não dizer na totalidade, do sofrimento da humanidade.

É que os seres humanos confundem amor com posse e a partir daí está arruinada, à partida, a possibilidade de mantermos relacionamentos saudáveis uns com os outros.

Muitos de nós, a maioria talvez, deseja ser amado a todo o custo, esquecendo-se que para receber tem que se dar. Mas em verdade, ninguém, sujeito às Leis Universais, recebe seja o que for, sem que antes o tenha dado.

Ora esta simples Lei, porque tudo no Universo é simples e descomplicado, atrapalha a vida dos comuns mortais que desejam receber sem dar nada em troca.

E eis que surge novo equívoco: é que há pessoas que se queixam de dar, dar, dar e nunca receber…(?). Como é isto possível? Acaso as Leis do Universo só funcionam para alguns? Claro que não!

A questão é mais profunda, e este mês vai convidar-nos a encontrar as reais motivações dessa doação que afirmamos ser sincera que nos exige sacrifícios enormes que pretendemos ver reconhecidos a cada momento, adotando uma postura de cobrança do outro. Cobrança de atenção, cobrança de carinho, enfim, chega-se muitas vezes ao ponto de mendigar por amor.

Mendigar por amor…

O Amor é abundância, é infinito, é imenso, é arrebatador, amor é o que irradiamos para fora do corpo físico quando nos sentimos pertença deste Universo magnífico.

Como é possível sermos mendigos quando o amor jorra a partir do nosso próprio centro?

Não daremos apenas para sermos aceites? Será que essa entrega não será unicamente para que o outro veja quão boazinha ou bonzinho, eu sou? Como eu me esforço, sacrificando a minha própria vontade para que o outro reconheça em mim semelhante altruísmo? Não será que muitos de nós necessitam de um reconhecimento constante para fazerem algo na vida, como se esse mesmo reconhecimento fosse o alimento da sua própria motivação?

Então, onde está o amor, nesses casos?

Amar é doar-se a cada momento, é entregar-se por inteiro sem medo de julgamentos e sem necessidade de reconhecimentos. É dar-se sempre mais e mais sem reclamar e sem exigir do outro nada em troca (mas afinal, o outro pediu alguma coisa?). Não! Ele limitou-se a receber. E saber receber também é uma forma de amar. Lembrem-se que há muitos entre nós que não sabem receber, refugiando-se atrás de uma falsa modéstia, quando, na verdade, escondem sob as suas carapaças verdadeiros ogres à espera de serem alimentados pelos outros.

Portanto este será um mês difícil sob este ponto de vista, pois ele exporá sem misericórdia todos os egoísmos, manias e ciúmes que se ocultam por detrás das máscaras da bondade, da generosidade e do amor.

Aproveitemos então para refletir acerca destes comportamentos distorcidos e identifiquemos em nós as carências, o medo de não sermos aceites pelo outro, na família, no grupo, na comunidade, na escola, no trabalho, nas redes sociais, onde quer que nos relacionemos com os outros de alguma forma.

Certamente ficará espantado ao descobrir que o que o movia não era o amor pelo outro, mas sim o medo de não ser aceite por ele.

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