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Eva Veigas ~ Terapeuta Holística

The Way of Silence

Eva Veigas ~ Terapeuta Holística

The Way of Silence

17
Jan12

Mês Pessoal 6 em 2012

Eva Veigas

No caso específico deste mês podemos afirmar que a nossa atenção e consequentemente as nossas acções deverão estar direccionadas para tudo o que diga respeito à família, ao lar, aos amigos, enfim, aos afectos.

A família, as raízes, o conhecimento da nossa ancestralidade é uma questão a ser considerada com mais seriedade e responsabilidade durante este mês. Talvez seja importante reflectir sobre isto e amadurecer algumas ideias. Não devemos ter vergonha das nossas origens por mais humildes, ou no pior dos casos, por mais violentas que sejam. Examinar esta questão de perto, sem julgamentos nem ideias pré-concebidas, pode ser o motor de arranque para nos situarmos na vida, no mundo. Somos o fruto de incontáveis gerações e quer gostemos quer não das nossas raízes é graças a elas que estamos aqui, cientes do vastíssimo leque de oportunidades que temos ao nosso dispor aqui e agora.

Fazer uma aproximação amorosa, ao nosso ritmo, a esta questão em particular é algo que está ao alcance de todos nós. Não é imperativo construir um quadro com uma árvore genealógica de toda a família, para depois o pendurar na parede. Não! O que é verdadeiramente importante é tentar conhecer melhor os nossos pais, os nossos avós, os nossos bisavós, etc. Mesmo que eles já tenham partido das nossas vidas, há sempre recordações, memórias que ficam, com as quais podemos trabalhar, tentando extrair o máximo de informação que seja útil para o nosso crescimento. Entendo por crescimento, neste contexto específico, aprender a aceitar quem sou e compreender o papel que me cabe no meu contexto familiar. Que tipo de responsabilidade tenho para com os membros da minha família?

Outra questão a ter em consideração neste caso, prende-se com a sensibilidade.

É comum, quando nos decidimos a empreender este trabalho de nos conhecermos em maior profundidade, abordar a nossa família mais directa, nomeadamente os pais ou os avós, ou ambos, fazendo muitas perguntas, por vezes bastante delicadas.

É neste ponto que devemos ser cuidadosos, sensíveis, carinhosos, amorosos. Se você nunca se interessou pela história da sua família, os seus pais (ou quaisquer outros membros da família) podem achar estranho esse repentino interesse.

Explique de forma honesta o que pretende e vá devagar. Tenha à mão um bloco e anote datas, nomes, profissões e eventos que considere relevantes para si. Prepare-se para ficar surpreendido tanto pela positiva como pela negativa. Todavia, evite fazer muitos julgamentos. Tente compreender que essas pessoas agiram de acordo com o conhecimento que tinham naquele momento das suas vidas, que agiram de acordo com as suas crenças, que esse sistema de crenças lhes foi passado pela geração anterior e que o que fizeram foi sentindo e pensando que estavam a fazer o melhor. Quando e se se sentir revoltado com alguma escolha de um seu antepassado, pense em si hoje: Quando age não o faz pensando no que é o melhor para os seus filhos? Para a sua família? Pensa que está imune e que eles nunca lhe vão cobrar pelas escolhas que fez por eles e para eles? Remexer no passado pode ser doloroso, se a abordagem não for a mais correcta. Mas se for de coração aberto, não só obterá muitas informações como poderá ainda celebrar com alegria uma verdadeira integração com os seus ancestrais.

Este encontro com o nosso passado pode ser altamente curador, do ponto de vista do desenvolvimento pessoal. Vasculhar as nossas raízes é um excelente exercício para exorcizar muitos demónios e para tirar os fantasmas dos armários. Este é um trabalho que gera uma integração harmoniosa connosco, tornando-nos mais conscientes e próximos da nossa grande missão. É um passo importante no meio de tantos outros que nos fará atingir o estado de consciência de tudo o que é.

É importante ter em conta que a família terrena é escolhida por nós, com todo o cuidado, dado que as lições que queremos aprender só podem ser compreendidas e integradas através da nossa família, pois só ela possui as características específicas e os desafios certos para o nosso crescimento e desenvolvimento pessoal.

O Lar é outra questão sensível a considerar durante este mês. A meu ver ter uma casa não é sinónimo de ter um lar. Conheço muitas casas cujos lares estão destruídos. É apenas uma casa, um edifício, que alberga um determinado número de pessoas, que se tentam tolerar por este ou por aquele motivo.

O amor que envolvia essas pessoas foi desaparecendo, dando lugar ao afastamento, à tristeza, à frieza, ao rancor, ao desespero e à intolerância. Um lar não se constrói sozinho nem se destrói sozinho. Um lar é fruto do amor, da compreensão, do carinho, da responsabilidade, da honestidade e da capacidade de perdoar e seguir em frente. Num lar existem pelo menos dois seres, que detêm o papel de fazer mover esta energia do amor. Quando um lar está assente sobre os valores sólidos de cada um dos indivíduos que o compõe, nada nem ninguém poderá destrui-lo. Contudo, a maioria dos lares encontra-se ameaçada, não por forças exteriores, mas porque ele se encontra minado a partir do próprio interior. É necessário estar atento aos sinais! Sob esta vibração é fácil cair na energia da cobrança. Todavia, culpar o outro pelo nosso mal-estar, apontar-lhe o dedo como sendo ele a causa de tudo estar a ruir, deixou de ser uma justificação válida. É preciso olhar para dentro, encarar os medos com toda a honestidade e frontalidade que nos for possível. Afirmações desesperadas do tipo: “ Ele (ou ela) não me ama!”; “Não me dá atenção”; “Não me dá carinho”; “ Não me dá… não me dá… não me dá…”, são um sinal revelador que não merecemos amor. Se não mereço ser amado então tudo à minha volta se organizará, no sentido de me reflectir como num espelho, através do outro, a minha crença interna de desmerecimento. Então, olhe para dentro, aceite que neste momento da sua vida se encontra nesse estado, mas não se agarre a isso. Aja, no sentido de dar início a um longo enamoramento por si mesmo. Aprenda a aceitar-se e comece a amar-se. Quando aprendemos a amar-nos, o que implica aceitarmo-nos tal como somos (luz e sombra), tudo à nossa volta nos revelará a nossa transformação interior. É aí que a verdadeira aventura da nossa vida começa.

Os amigos, para além da família são o outro grande pilar da nossa vida. É a eles que recorremos sempre que queremos celebrar ou partilhar algo ou quando queremos que nos lancem uma corda para nos retirar do fundo do poço. Observe as suas amizades. Quantas dessas pessoas são verdadeiramente amigas? Quantas o remetem para si quando veste a pele de vítima ou de coitadinho? Os verdadeiros amigos sacodem-nos e dizem-nos as verdades mais duras e difíceis de verbalizar. Esses são os amigos com os quais poderemos contar numa hora de aflição ou que estarão presentes num momento de felicidade. A esses, que atenção lhes dispensa? Temos tendência a ser muito egoístas em relação aos nossos amigos. Tomamo-los como “coisa” adquirida. Carregamos numa tecla e ligamos-lhes, porque partimos do princípio que eles estão sempre lá, prontos a largar tudo e a vir em nosso auxílio (e sim, isso é verdade!). Mas, reflicta, o que faz você pelos seus amigos?

 

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